Augusto Santos Silva no Facebook:
- Lá segui com atenção o congresso do PCP:
- 1. O filme sobre Cunhal recordou mais uma vez, e bem, o contributo decisivo do PCP para o combate à ditadura e, portanto, para a vitória da democracia. O outro lado da história é que, para a vitória da democracia, também foi preciso derrotar o PCP, em 1975 (e também antes e também depois).
2. Basta olhar para as pessoas que estão neste congresso para perceber que o PCP representa social e politicamente grupos e setores sociais que mais ninguém representa. E é uma força essencial para a organização do trabalho e dos trabalhadores. O outro lado da história é que, se a linha de confrontação sindical advogada pelo PCP triunfasse, derrotando a concertação social, não teríamos podido construir o Estado social que erguemos a seguir ao 25 de abril: cada etapa nessa construção começou sempre por ter a oposição do PCP, que queria ir mais longe e achava que ela era uma rendição ou traição reformista.
3. A realidade é feita sempre de vários lados, e por isso mesmo o PCP é parte integrante da sociedade e da república portuguesa. Compreendo bem os seus contributos, respeito os seus pontos de vista e procuro ter com eles um debate aberto.
4. Mas já não consigo compreender como é que o PCP não percebe quão útil é à direita a sua obsessão com o ataque permanente ao PS. Chega a ser caricata a sanha da direção comunista com o mesmíssimo Passos Coelho que ajudaram a pôr no governo, com plena consciência do que estava a fazer.
5. E ainda menos percebo como é que o PCP pode continuar a colocar a China no conjunto das forças anticapitalistas. Ó meus amigos, olhem para a China: aquela combinação de ditadura, negação dos mais básicos direitos dos trabalhadores, proibição do sindicalismo e exploração sem freio, é tudo aquilo que o capitalismo sempre quis - e que a luta do movimento operário e dos democratas até agora lhe negou, no Ocidente!





• Ana Sá Lopes, 



Numa conferência no Instituto de Ciências Sociais, 






• Nicolau Santos, O orçamento que não merece ver a luz do dia [hoje no Expresso-Economia]:
• Vasco Pulido Valente, Uma escola política [hoje no Público]: