Dados do próprio gabinete do vice Paulo Portas mostram que foram atribuídos, até Dezembro de 2013, 471 vistos gold. Nenhum desses vistos foi concedido de acordo com o critério de criação de empregos. Está apenas em causa um expediente para poder obter passaportes para se circular na União Europeia.Neste sentido, é falso, e não passa de uma tirada à Paulinho das feiras, afirmar que “[o] facto de termos captado mais de 300 milhões de euros de investimento só através dos chamados vistos gold em apenas um ano é um sinal muito prático de que Portugal está de volta ao GPS dos países em que é interessante investir”. Não se está em presença de investimentos, mas tão-só da compra de activos que já existem no país.
Quando o país reclama um plano estratégico para a economia, sai-nos na rifa um dealer que tomou de assalto o mercado dos vistos. E esta é a única medida que Paulo Portas tem a oferecer para dinamizar a economia portuguesa. É o vazio adornado de lantejoulas.
• Irene Flunser Pimentel, 



• João Galamba, 



Admito que possa ser mesmo o único leitor de Saraiva. A ideia de que o pequeno grande arquitecto entra em estado de alucinação quando se dispõe a ditar à secretária as suas bizarrias fascina-me. Ontem, dizia ele com aquele ar de especialista de ideias gerais: “Antes da crise, a dívida externa portuguesa (que inclui as dívidas todas, das empresas às famílias) estava a crescer assustadoramente, a dívida do Estado idem, o défice comercial a mesma coisa. O país era um carro que seguia a alta velocidade em direcção a uma parede.”





