sexta-feira, outubro 19, 2007

Charrua

É professor de inglês do ensino secundário. Agora, “quebrou um interregno de 19 anos em que os alunos não fizeram parte do seu horizonte.” Voltou “em força” a dar aulas. “Há 27 anos que não tinha tantas turmas como agora. Duas do 9.º e duas do 10.º.” Dito de outra forma: “O horário ocupa-lhe duas manhãs e três tardes. Tem a sexta-feira livre.” Ou dito ainda de outra forma: “Agora tem um horário completo que corresponde ao topo da carreira, com 14 horas de aulas”. Trata-se de uma reportagem verídica, como a foto tirada com o mestre a escrever no quadro da sala de aula evidencia. Não sei se o tiro não saiu ao Público pela culatra.

11 comentários :

  1. O título poderia ser: "O estranho caso do professor que dava aulas".

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  2. Um desocupado há 27 anos passou a ter trabalho.
    Foi um final feliz.

    (Lança-chamas. Lança-chamas, rápido).

    Edie Falco

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  3. Resta saber se tem habilitações para tal, enfim, o País esta cheio de charruas envelhecidas e de mamões armados em deputados e só deputados porque qualquer zaragateiro de vão de escada pode dar aulas e representar a democracia - esta no partido certo,
    Ze Boné

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  4. Um dependurado na "política" que por força da decisão do Ministério de Educação passou a ter que trabalhar. Pouco é certo ( 14 horas lectivas) comparando com demais sectores profissionais. Bem haja Sra. Ministra, por estar a pôr alguma ordem num sector que é essencial para o nosso futuro.
    Gostei, em particular, das aulas de sbstituição. O meu filho deixou de ter "furos" em série e o absentismo na escola diminuiu em mais de 50%.
    Encarregado de Educação de aluno do 9º ano

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  5. Só por isto já valeu a pena o famoso caso "Charrua". Um professor recuperado, partindo do princípio de que ainda sabe dar aulas de inglês!
    A propósito; quando é feito o mesmo com as centenas (ou milhares?) de professores deslocados nos sindicatos, pagos pelo erário público, mas a trabalhar para o PC?

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  6. Qual é a surpresa ?

    Já alguém se propôs fazer um inventário dos XUXAS que estão nos 'n' sindicatos de professores, considerando os seguintes itens:

    1. Quantidade de anos a "pastar" nos sindicatos.

    2. Anos de actividade docente.

    3. Anos de carreira contributiva.

    4. Escalões alcançados à "mama" dos sindicatos.

    A verdadeira génese do problema está na classe política: é venal, é inepta, é ignorante, é vaidosa, é cheia de si prória !

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  7. Desculpem lá mas li bem? 14 horas de aulas por semana? Mesmo com outras tantas (tantas?) a preparar as lições de Inglês (que como se sabe está sempre a modificar-se) são 28 horas de labor por semana. Xipça, que ainda trabalha menos que os juízes.
    Deve haver um engano qualquer...

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  8. DE facto o artigo do Público enferma de um pequeno erro: o professor Charrua tem 14 horas lectivas mas passa mais 12 (ou 14 - depende dos Conselhos Executivos...) na Escola. O horário dele é de 35 horas, como o de qualquer funcionário público, e o que vai entre o que faz na Escola (dar aulas e as outras actividades, como substituições, clubes, biblioteca, etc.) e as horas restantes é para Reuniões e para preparar as aulas, o que é manifestamente pouco para um professor de Inglês...

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  9. Tas a ver meu? o charrua a responder ou outro malandro como ele.

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  10. Agora eu pergunto:

    Está capacitado para dar aulas um indivíduo que xinga o Primeiro Ministro de filho da puta?

    Alguém quer que um chunga desses dê aulas ao seu filho?

    Esse Charrua sim, é muito filho da puta. Devia ter se demitido, pela cagada que fez.

    Edie Falco

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  11. Caro anónimo que diz chamar Edie (cumprimentos ao Miguel e ao Afonso):

    "Está capacitado para dar aulas um indivíduo que xinga o Primeiro Ministro de filho da puta?"

    Se vamos por aí, a Ministra da Educação, o Ministro da Saúde e muitos outros, que têm insultados reiterada e deliberadamente os seus inferiores hierárquicos, também não deviam estar onde estão.

    Se o Charrua esteve mal, o que dizer desta choldra de políticos que primeiro insultam,indiscriminadamente, todos os funcionários públicos?

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