Mostrar mensagens com a etiqueta passismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta passismo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, outubro 21, 2015

O passismo no muro das lamentações


Depois da demissão do Dr. Relvas em Abril de 2013, Passos Coelho não voltou a ser o mesmo. O estilo, a um tempo tosco e deslumbrado, alarve e estarola, perdeu brilho. Por isso o ano de 2012 foi o período mais fecundo do passismo. A par do «enorme aumento de impostos», dos cortes sem rei nem roque e do assalto ao pote, a escolha do Dr. Relvas para prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé marca indelevelmente o defunto consulado de Passos Coelho.

Foi neste período que Passos convidou os portugueses a serem «menos piegas» ou a verem no desemprego «uma oportunidade para mudar de vida». Havia, disse ele então, que assumir uma «cultura de risco». A 4 de Outubro, após o segundo pior resultado de sempre da direita, os portugueses impõem a Passos Coelho que ponha em prática o que andou a pregar. Parece fácil, não?

sábado, setembro 19, 2015

Albuquerquismo, o passismo aplicado com os métodos jardinistas


Como variante do passismo, Albuquerque há-de explicar aos madeirenses que precisam de empobrecer. Mas, como se vê, não é no relacionamento com a oposição que o albuquerquismo se distingue do jardinismo.

quinta-feira, julho 16, 2015

Padrão do passismo

— Ó Miguel, também tens dívidas à segurança social? Dá cá um bacalhau.

Parece que para chegar a presidente do PSD, nacional ou regional, é preciso ostentar no curriculum dívidas à segurança social.

quarta-feira, maio 20, 2015

O passismo sem retoques


Se tivesse de escolher alguém que, pela sua continuada prática, espelhasse o que é o PSD, quem escolheria? Não vale Passos Coelho, nem Marco António, nem mesmo Miguel Relvas, por serem demasiado óbvios. Ficar-me-ia por Teresa Leal Coelho, vice-presidente laranja. Veja aqui porquê.

domingo, março 29, 2015

Um microfone para Catroga

Eduardo Catroga já fez parte do conselho de administração do Banco Finantia e é, na hora actual, membro do Conselho Estratégico deste banco. É mais uma instituição financeira que está metida em sarilhos por, entre outras proezas, ter adoptado uma «estratégia de ocultação» dos passivos financeiros do Banco Finantia e da Finantipar SGPS, a sociedade-mãe. Dado que Eduardo Catroga está sempre disponível para aparecer na comunicação social, já alguém se lembrou de lhe pedir que explicasse em que consistiu essa «estratégia de ocultação»?

terça-feira, dezembro 09, 2014

Até tu, Carrapatoso?


«Se uma grande parte da pressão vem da dívida pública, porque não resolvemos o problema da dívida pública?», fez hoje a pergunta António Carrapatoso, coordenador do movimento Mais Sociedade (o Compromisso Portugal recauchutado). Para resolver o «problema da dívida pública», Carrapatoso defende a criação de uma «corrente de opinião pública» a nível europeu que faça pressão no sentido da «suavização do pagamento da dívida pública» que permita o crescimento económico.

Ao dar um sinal de que acabou de descobrir a pólvora, António Carrapatoso, um dos ideólogos do passismo, deixa o pantomineiro-mor um pouco mais abandonado.

quinta-feira, setembro 04, 2014

Os amigos de Gaspar vão à frente


A nomeação do algoz dos trabalhadores do Estado para o conselho de administração do Banco de Portugal é uma pouca-vergonha. Hélder Rosalino, o secretário de Estado da Administração Pública de Vítor Gaspar, não tem nada que o justifique para o cargo a não ser tratar-se de um valete do ex-delegado dos credores no Terreiro do Paço.

Mas vale a pena olhar com mais atenção para o processo em curso no Banco de Portugal. Para além de Rosalino, foi nomeado pelo Governo para o conselho de administração do Banco de Portugal António Carlos Custódio Varela, que havia sido indicado por Vítor Gaspar para representar o Estado no Banif.

Rosalino e Varela substituem no conselho de administração Teodora Cardoso e Silveira Godinho, que «cessaram os respectivos mandatos». Saem, portanto, uma economista sem conotações políticas conhecidas e uma figura muito próxima de Cavaco Silva e entram dois cavalheiros do inner circle de Vítor Gaspar.

Há razões para o governador Carlos Costa estar preocupado. Com efeito, foi fácil tirar Gaspar do Banco de Portugal, mas agora não conseguem tirar o Banco de Portugal de Gaspar. E a verdade é que Wolfgang Schäuble gostaria com certeza de ver alguém mais pró-activo a combater as traquinices de Mario Draghi nos conselhos de governadores do BCE.

sábado, dezembro 07, 2013

O soldado desconhecido

O hábito não faz o monge

O sossego tradicional dos quartéis parece quebrado. E a crescente desorientação de que o ministro da Defesa dá mostras revela que a sua lucidez, se alguma vez a teve, se pode estar a esvair. A transformação das instituições militares em praças para faenas político-partidárias é apenas um exemplo de que o bom senso já não mora na Avenida Ilha da Madeira.

Acresce que a inaptidão para manter em funcionamento os Estaleiros de Viana do Castelo, disfarçada por umas imaginosas patranhas, pôs em relevo que é preciso mostrar mais para se ser um mediano gestor de estaleiros (talvez ao contrário do que possa suceder com a assessoria jurídica das autarquias).

É por isto tudo que as palavras que o Expresso hoje reproduz de Melo Gomes, antigo chefe do Estado-Maior da Armada — numa alusão ao cavado descontentamento que reina nas Forças Armadas —, bem que poderiam ter sido proferidas numa cerimónia de desgraduação de Aguiar Branco: “Só encontro paralelo em determinadas situações antes do 25 de Abril”.

Duas notícias publicadas hoje vêm confirmar que Aguiar Branco se transformou num zombie. A primeira, já contada aqui, é agora relatada pela correspondente do Expresso em Belém (ou vice-versa), que faz saber que “a escolha polémica do ministro para CEMA [chefe do Estado-Maior da Armada] foi travada à última hora”, “com o dedo do Palácio de Belém”:
    “Ao que apurou o Expresso, não terá sido bem acolhido na Presidência o processo que rodeou a escolha do novo CEMA, que se traduziu publicamente nos factos duplamente inéditos da saída do anterior chefe, Saldanha Lopes, não ter sido acompanhada pela indicação de um sucessor, e ter sido indicado um substituto interino em situação de reserva. Por outro lado, nem todos os passos processuais terão sido respeitados.”

A outra notícia tem a ver com Paulo Rangel, alvo da fúria de Aguiar Branco por ter feito parte do grupo que trocou Menezes por Moreira. Como prosélito recente, Aguiar Branco assumiu as despesas do passismo no conselho nacional do PSD pós-autárquicas. Passos Coelho não lhe agradece tamanha devoção, fazendo chegar ao Expresso a informação de que prefere manter Rangel entretido em Bruxelas. Ou seja, desautorizando Aguiar Branco, acusado por Rangel de ter uma visão “soviética” do funcionamento interno do PSD.

O correr do tempo vem dando indícios seguros de que a desgraduação do ministro da Defesa é uma questão resolvida — aguardando-se uma oportunidade para a anunciar.

quinta-feira, agosto 22, 2013

Quénia, Massamá, ou lá o quê!

Em 2005, era ver a direita exigir o regresso de Sócrates do Quénia para apagar fogos!
Este ano, o alegado primeiro-ministro ter-se-á eclipsado algures entre a Manta Rota e Massamá e ninguém se lembra de clamar pela sua presença... não vá o diabo tecê-las e atender o pedido.

sexta-feira, agosto 09, 2013

Impressiona o jeito que este Governo tem para se colocar ao serviço de interesses


Secretário de Estado Jojé Cejário, numa "simpática iniciativa" do Licor Beirão. Que aproveitou para anunciar que o conceito de "mobilidade" pode incluir a emigração. Ficam avisados os funcionários públicos.

quinta-feira, agosto 08, 2013

"Ela, que fez swaps na REFER, não saiu do Governo nem ficou secretária de Estado: foi promovida. Qual a coerência disto tudo?"


O PSD funciona como uma daquelas empresas que, para escapar aos credores e ao fisco, se dissolve num dia e reabre portas no dia seguinte. Já assistimos a isto várias vezes no mundo laranja. Rui Rio parece ser o eleito para o pós-passismo — ensaiando a artimanha de se demarcar do actual PSD para poder aparecer de cara lavada. Em todo o caso, vale a pena ler a entrevista de Rui Rio à Visão, na qual faz declarações brutais sobre a Miss Swaps (e sobre Vítor Gaspar):
    Vítor Gaspar saiu tarde ou vai fazer falta?
    A competência técnica e a coragem são reconhecidas. Só não percebo porque persistiu de forma tão convicta numa política que não estava a atingir os resultados pretendidos.

    Já disse que Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, não tem perfil para o cargo. Porquê?
    A primeira vez que a vi foi na televisão. Julgo que falava sobre a equidade nas reduções de salários e não me pareceu que estivesse a dizer a verdade. Fiquei um bocadinho chocado. Conheci-a depois enquanto secretária de Estado do Tesouro no âmbito de dossiês relacionados com o Porto e a experiência foi péssima. A senhora comportou-se com alguma arrogância, por vezes até de forma pouco adulta. No caso da Sociedade Reabilitação Urbana foi dramático. Não perceber o efeito multiplicador do investimento nessa área é um erro básico para quem ocupa o cargo que ocupa.

    Como vê o envolvimento da ministra no caso dos swaps?
    Com alguma maldade, a ministra decidiu travar um combate político contra os swaps. Afastou dois secretários de Estado porque aprovaram swaps. Promoveu a secretário de Estado quem os quis fazer, com a pior das intenções do ponto de vista do interesse público. Ela, que os fez na REFER, não saiu do Governo nem ficou secretária de Estado: foi promovida. Qual a coerência disto tudo? A Junta Metropolitana, que tem 40% da Metro do Porto pediu-lhe o estudo do IGCP sobre os swaps da empresa e a senhora ministra nem respondeu. A gestão desta polémica é desastrosa. Saiu-lhe o tiro pela culatra.

    A ministra mentiu?
    Pelo menos, não disse a verdade toda.

domingo, julho 14, 2013

A incrível endogamia da dra. Assunção, na versão on/off do briefador Lomba


Agora que Assunção Esteves voltou a mostrar claramente a razão pela qual foi eleita, vale a pena recordar o que sobre ela disse o briefador do regime (socorremo-nos, para o efeito, a um registo efectuado pelo "jornalista" do regime):
De juíza no Tribunal Constitucional (com certo mérito) a deputada no Parlamento Europeu por obra e graça do poder político e agora Presidente da Assembleia para libertar o PSD do Dr. Nobre, a Dra. Assunção não é apenas um caso de fortuna. É um exemplo da incrível endogamia que pulula no Bloco Central. Ainda por cima, lamento dizê-lo, tendo-se reformado aos 42 anos para auferir uma pensão robusta por causa de uma norma iníqua da Lei do Tribunal Constitucional, com que autoridade é que a Dra. Assunção pretende catequizar os portugueses?”

quarta-feira, junho 26, 2013

O fim, escrito pelos de dentro

Desde que começou a escrever o segundo volume das suas Obras Completas, o inspector escriturário, sem que se aperceba do duplo ridículo da situação, tem andado a debitar umas coisas fora do baralho, assim a modos que críticas, a dar para o inteligente.
Sintomático. Presumindo que ficará para a posteridade através das Obras Completas, o figurão envergonha-se do que ajudou a erguer, e estrebucha por deixar um legado que presume asseado. Seria triste, merecesse a figurinha alguma comiseração.

Menos dado a intelectualices, e, como sempre, involuntariamente cómico, o nosso Rodrigo - conforme o Miguel já registou - entrega-se a um exercício bem mais útil (para todos nós, entenda-se): publicar as actas de almoço das arrastadeiras nestes dias de desespero. Hilariante:


sábado, março 02, 2013

Um jornal ao serviço dos seus

Numa altura em que volta ao debate a escola de boys & girls passistas em que se transformou o Diário de Notícias, o jornal responde com... uma entrevista a uma sua funcionária, actualmente requisitada para a área do turismo partidário.
O gesto tem a graça de descentrar o debate da ética pessoal (dos boys & girls) para o da deontologia empresarial, em que os dirigentes do jornal promovem estes actos de puro incesto.
Jornalismo giro e fofo, como aquela ideia de ensinar mandarim à malta do trabalho precário que atende "chineses catrogas" na Avenida da Liberdade.