Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Álvaro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 17, 2015

O governo chumba-se a si próprio

— É assim que se batem palmas, Prof. Gaspar?

Em vésperas das eleições de 2011, o Álvaro fez «uma avaliação do desempenho do anterior governo à luz de oito critérios – oito indicadores económicos, analisados em sucessão a fim de proporcionar uma perspectiva abrangente da situação da economia portuguesa.»

Quatro anos depois, Alexandre Abreu avalia «os resultados alcançados por este governo à luz dos indicadores que o seu próprio Ministro da Economia original considerou mais apropriados para aferir o desempenho governativo. Quais eram os desequilíbrios então identificados? E qual o desempenho do governo PSD-CDS à luz desses mesmos critérios? Quando actualizamos os gráficos de Santos Pereira, trazendo-os até ao presente, verificamos que os resultados são esclarecedores.»

O artigo, intitulado O governo chumba-se a si próprio, é de leitura obrigatória.

domingo, setembro 06, 2015

Junho de 2011: o regresso da diplomacia do croquete


«Diplomacia económica»: depois do foguetório, os resultados.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

A lei do silêncio


«Agora, uma nova reflexão sobre o jornalismo, de outro ângulo:
    1. O ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, acaba de publicar um livro sobre a sua passagem pelo Governo.

    2. Às tantas, sustenta que é muito difícil mexer nas rendas da energia, porque as empresas têm muita influência nos media e qualquer pessoa que tente bulir nos seus interesses pode contar imediatamente com campanhas sistemáticas ad hominem, na imprensa, orquestradas por tais empresas.

    3. Isto está escrito no livro, alguns jornais já o citaram.

    4. Porque é que, até agora, que eu notasse, ninguém se defendeu? Será porque lhe reconhecem alguma razão?

    5. Ou porque se aplica agora a mesma tática que foi seguida, há semanas, quando Nicolau Santos denunciou, no Expresso, as férias pagas por Ricardo Salgado a jornalistas - a lei do silêncio?»

sexta-feira, novembro 07, 2014

O novo Álvaro dissecado por Pedro Nuno Santos



Admito que Pires de Lima, mais habilitado a vender cerveja, não estivesse preparado para ouvir o diagnóstico que Pedro Nuno Santos fez da economia portuguesa. O deputado do PS foi demolidor, mostrando através de dados oficiais que o Governo não tem nenhuma estratégia para a economia, em especial para o incremento das exportações. E o momento mais dramático para Pires de Lima aconteceu quando Pedro Nuno Santos lhe recordou que o actual governo vive a crédito dos investimentos feitos quando José Sócrates era primeiro-ministro: a refinaria de Sines, a fábrica da Portucel no distrito de Setúbal, a Embraer, os Magalhães, etc., etc..

Pires de Lima não tinha nada para contrapor aos investimentos efectuados na «década perdida». E por isso o novo Álvaro foi-se abaixo, protagonizando o lamentável episódio que deixou o país boquiaberto.

segunda-feira, setembro 08, 2014

A ler, a ler…


Apesar de tudo o que fez para dar uma mãozinha aos náufragos, o Álvaro foi sumariamente despedido. Agora, vem a saber-se, através de mais um excelente relato de Paulo Pena sobre o andamento dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito, que foi um trapalhão a dar a mão, acabando por envolver mais um ex-ministro da direita nesta história: Nuno Morais Sarmento.

sexta-feira, agosto 01, 2014

A emancipação do Álvaro

Aparentemente, o Álvaro não prescindiu de dar uma canelada a Paulo Portas na comissão parlamentar de inquérito: as contrapartidas negociadas pelo Governo de Durão Barroso & Paulo Portas na compra dos submarinos eram «imaginárias». Compreende-se o desabafo em jeito de vingança: ele que não regateara esforços para salvar a pele de Paulo Portas, foi depois empurrado para fora do Governo para dar lugar a António Pires de Lima.

Com efeito, perante a inexistência de contrapartidas, o Álvaro dispôs-se a assinar, em 1 de Outubro de 2012, um novo contrato que revia o sistema de contrapartidas, passando a incluir como contrapartida a reformulação de um velho hotel no Algarve, cujas obras, por sinal, estavam paradas por estarem embargadas.

Talvez valha a pena recordar alguns posts sobre a inclusão do velho hotel como contrapartida:

sábado, abril 19, 2014

Ai querem agora um cluster da mobilidade eléctrica?

Pouco tempo após tomar posse, o Álvaro cometeu a proeza de fazer o país perder a fábrica de pilhas para carros eléctricos da Nissan, projecto conquistado pelo anterior governo e que envolvia um investimento de cerca de 160 milhões de euros e a criação de 200 postos de trabalho directos. Deleitado, Passos Coelho foi assistindo à destruição de tudo o que o Governo de Sócrates havia feito, designadamente na mobilidade eléctrica e nas energias renováveis.

Alguma coisa ainda resistiu ao tsunami dos estarolas. É com base no que sobrou da sanha destruidora do apatetado Álvaro que, subitamente, como quem chega de Marte, Moreira da Silva diz que quer criar cluster português da mobilidade eléctrica. É preciso topete. Já agora, para que tudo bata certo, espera-se que seja adjudicado ao Rodrigo (por ajuste directo) a campanha de promoção do cluster dos carros eléctricos. Que sejam todos a dar uma volta de 180º.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

O destino marca a hora


Da última vez que António Araújo, consultor do Presidente da República para os “Assuntos Políticos”, fez alusão aos devaneios literários de um ministro, traçou-lhe o destino. Hoje, recua a 1977 para tomar balanço para fazer outra entrada a pés juntos. Que é como quem faz saber: uma coisa é andar com o Governo ao colo; outra coisa é ficar com o menino nos braços.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

Bruscamente no Verão passado

Sábado, 29 de Agosto de 2013

Depois de o Álvaro ter escrito o fulminante Diário de um Deus Criacionista (cf. aqui e aqui), romance no qual explana que Deus acendeu o rastilho da Grande Explosão para combater o tédio, o malogrado ministro aproveitou um dia solarengo do Verão passado para anunciar um segundo Big Bang: um livro dedicado ao tempo que passou no Governo. Tocaram os alarmes em São Bento. Se fechar as tipografias de Norte a Sul do país parecia impraticável, haveria então que o exportar: tardou, mas não falhou. Felizmente, há luar.

sábado, novembro 02, 2013

O "comeback" do Álvaro

• Nuno Saraiva, O "comeback" do Álvaro:
    ‘Sejamos claros, aquilo a que os reformistas tipo Álvaro nos conduziram foi ao regresso aos máximos de emigração registados em meados da década de 1960 - segundo as estatísticas demográficas do INE, 10 mil pessoas abandonam todos os meses o País -, precisamente por causa do nosso declínio económico e social e por falta de futuro; foi à maior taxa de desemprego de que temos memória em democracia; e foi à maior recessão económica acumulada desde 1974.’

terça-feira, outubro 29, 2013

O “milagre económico” de Pires de Lima


O mesmo ministro que falava há dias acerca do programa cautelar disse hoje aos deputados da maioria de direita que está em curso um “milagre económico” em Portugal. Que raio de “milagre económico” é este que faz lembrar o “oásis” de Braga de Macedo de há 20 anos?

Há milagres mais complicados de explicar. O pequeno desagravamento da situação económica fica a dever-se a dois aspectos:
    • O abertura em 2013 da nova refinaria de Sines (um projecto PIN aprovado pelo Governo de Sócrates), que neste momento já está a laborar em pleno;
    • As “primaveras árabes” (e guerras civis) que desviaram os turistas para a Europa do Sul.

Acresce que as importações subiram devido à aquisição de crude para abastecer a refinaria de Sines e não devido a um aumento da procura interna. E o próprio 2.º Orçamento Rectificativo acaba de agravar a estimativa de quebra do investimento para 2013 (para -8,5%). Sem sequer olhar para outros indicadores, perante este quadro, onde está o “milagre económico”? Quais são as fantasiosas reformas estruturais que permitiram o “milagre económico”?

Resulte ou não de um vírus instalado na Rua da Horta Seca, Pires de Lima começa parecer-se cada vez mais com o malogrado Álvaro.

terça-feira, outubro 08, 2013

Colaboracionista arrependido vem aí aos rebolões…

… condenar a "deriva austeritária" [sic].

Lembram-se do "supercrédito fiscal"¹?


Era o grande trunfo do Governo para iniciar o "novo ciclo". Pelo menos, foi o que a propaganda de Passos e Portas nos quis vender.

Mas parece que foi um flop: enquanto que o DEO2013-2017 publicado em maio passado - já depois do governo anunciar que a medida viria a estar pronta para o segundo semestre do ano - estimava que o investimento só caísse 7,5% em relação a 2012, parece que - segundo dados vindos a público hoje em vários jornais sobre o quadro macroeconómico que consta do OE2014 - o investimento em 2013 vai cair 8,5% (!).

E apesar de a propaganda continuar em relação a 2014, parece que os modelos do Terreiro do Paço não confortam o delírio de Passos e Portas: enquanto em maio passado se previa que o investimento crescesse 2,5%, agora o Governo conta agora que cresça apenas 1,2%.

A agremiação de rapazolas que ainda está no governo anda há meses a apresentar a reforma do IRC como a bala-de-prata que vai salvar a economia portuguesa, mas não consegue enganar os investidores.
    Pedro T.
_______
¹ Vide aqui.

terça-feira, julho 30, 2013

“Currículos conhecidos e difíceis de aceitar”

Mário Soares no DN:
    ‘Aliás, não me engano, espero, é também um Governo moribundo, com dois ministros impossíveis de continuar: a senhora Maria Luís Albuquerque e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, cujos currículos são conhecidos e difíceis de aceitar.’

segunda-feira, julho 29, 2013

Animal ferido é mais perigoso...


Hoje no Correio da Manha

Estava já o governo de Santana Lopes em gestão, mas Paulo Portas ainda encontrou força anímica para celebrar um contrato de aquisição de torpedos para o Arpão e o Tridente, na módica quantia de 46,2 milhões de euros. Aconteceu 12 dias após as eleições legislativas, quando se pensava que o ex-ministro da Defesa andava numa roda-viva a tirar fotocópias.

Passados quase oito anos, as contrapartidas acordadas têm uma taxa de execução nula. Por isso, o Álvaro aproveitou as últimas três semanas de incerteza, em que o pau ia e vinha, para dar “instruções para ser declarado o incumprimento definitivo do contrato de contrapartidas da compra dos torpedos para os submarinos.”

No entanto, nem todas as histórias acabam bem com esta singeleza. Com a demissão do Álvaro, o Ministério da Economia foi entregue ao CDS-PP, sob a alta coordenação de Paulo Portas. E agora?

ADENDA — Eu sei que já não vivemos em asfixia democrática. Em todo o caso, não me recordo de algum jornalista questionar Paulo Portas sobre os motivos por que se deu ao trabalho de assinar contratos 12 dias após as eleições que removeram a coligação de direita do poder.

quinta-feira, julho 25, 2013

Um meteorito chamado Álvaro

Um dia se saberá — se o Álvaro não for, entretanto, acondicionado numa prateleira dourada — por que caiu ele aos pés “[d]os interesses e [d]as negociatas”. Mas a ideia que fica dessa indigente mistura de neoliberalismo de fancaria e populismo foi o seu papel de capataz ressabiado para com os trabalhadores e a sua contínua genuflexão perante todos os poderes, grandes ou pequenos, que se lhe atravessaram no caminho.

Neste contexto, um bom retrato da sua passagem pela Horta Seca aparece hoje no Diário da República: após de ter feito um enorme estardalhaço em torno das viaturas atribuídas aos dirigentes e chefias dos serviços do Estado e das empresas públicas, garantindo que iria acabar com isso num ápice, ei-lo a publicar um despacho a manter exactamente o status quo.

quarta-feira, julho 24, 2013

Masterplan de Portas (dois anos e um mês para o concluir)


Quem o diz é Carlos Oliveira, ex-secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação: E neste momento Carlos Oliveira debate-se com um problema dentro de casa:

terça-feira, julho 23, 2013

Álvaro: — E o burro sou eu?

Portugal dos pequenos bandalhos

Fez os maiores panegíricos a esta canalha que tomou conta do país. Colaborou com ela, levado pela trela do Dr. Relvas e, após o abandono do ministro da propaganda, aninhou-se no colo do Álvaro, a dar ao rabo feliz e contente. Sem um latido sequer. No dia em que, por tabela, é atirado pela borda fora, aparece a denunciar “os interesses e as negociatas” que minam e dominam a acção do Governo. Só agora esta arrastadeira ouviu falar no pote? Quando secretariava o Dr. Relvas na entrega da RTP à Newshold nunca deu pela existência de “interesses e negociatas”?