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quarta-feira, dezembro 02, 2015

Cara, Conta, Caso


Fernando Medina na TVI 24:
    «(…) [O PSD e o CDS] têm a expectativa que António Costa tenha dificuldades na elaboração do Orçamento [do Estado], com o andamento da economia, e que tenha dificuldades, por isso, com os parceiros à esquerda. [O PSD e o CDS esperam] que isso se reflicta na imagem do Governo na opinião pública, e que isso crie um espaço político para que um novo Presidente da República convoque eleições antecipadas a partir de Abril do próximo ano. (…)»

sexta-feira, novembro 27, 2015

«Cavaco procurou até ao limite ter apoio
[para a constituição de um governo de gestão]»


Fernando Medina, na TVI 24:
    «(…) O Presidente da República, em primeiro lugar, demonstrou claramente que não simpatiza com a solução, que tem dúvidas sobre a solução. Em certa medida, tentou medir o pulso à sociedade portuguesa e ver se o seu sentimento tinha acolhimento na sociedade portuguesa — e a verdade é que não tinha. Dos mais vastos e diversos sectores da sociedade portuguesa foi ouvindo a mesma resposta: que era insustentável um governo de gestão no momento em que nós estamos pressionados a aprovar um orçamento, em que o país anseia pela normalidade do seu funcionamento e em que Bruxelas todos os dias reclama um orçamento e quando a solução alternativa era um governo de poderes diminuídos face a uma crise económica e social grave. Mas [um governo] com poderes diminuídos que se estenderiam por um longuíssimo tempo, porque, dado os nossos calendários, (…) só teríamos o Orçamento do Estado para 2016 em Setembro de 2016, isto é, vários meses depois de Portugal ser obrigado pelos tratados e pelos acordos internacionais a entregar o seu pré-orçamento, no âmbito do semestre europeu, em Maio, e quando tínhamos já o Orçamento de 2017 em Outubro. (…) Cavaco Silva demorou o seu tempo, creio que procurou até ao limite, talvez, ter apoio e ter respaldo para outra solução, mas constatou aquilo que me parece evidente: a solução é a que saiu do parlamento.»

quarta-feira, novembro 18, 2015

Terrorismo/Cavaco/Novo Banco


Fernando Medina na TVI 24:
    «A questão do Novo Banco é uma daquelas histórias que nós vamos conhecendo às fatias. Foi-nos vendido no início que esta [a resolução] era a melhor solução, porque era uma solução sem custos para o contribuinte; depois, foi tentado um sistema de venda rápida; depois, foi mudado o sistema (faz-se a negociação, não é com o primeiro, é com o segundo); depois, chega-se a uma situação em que se percebe que não há comprador; depois, decide-se o adiamento da venda, sempre com o argumento de que isto não terá custos para os contribuintes…

    Passam as eleições, et voilà, começou a chegar a primeira factura, isto é, o apontar de que o Novo Banco necessita, pelo menos, de uma capitalização de 1400 milhões de euros para satisfazer os rácios de capital mostra uma deterioração da situação e evolução do Novo Banco, mas mostra, acima de tudo, que alguém vai ter de pagar este valor. Porque este valor das duas, uma: ou é pago pelo Estado, que mantém a ambição da venda por 4900 milhões, ou, então, vai ser pago a desconto pelo cliente que comprar o Novo Banco. Isso significa que esse valor vai ter de ser pago por alguém e os alguéns são naturalmente os contribuintes portugueses, seja por via directa ou, fundamentalmente, também por via indirecta.

    Este é talvez dos principais e primeiros problemas que estará na mesa do próximo governo.»

sábado, novembro 14, 2015

Paris em Lisboa


    «Logo, às 18.30 horas, a Torre de Belém será iluminada com as cores da França, em sinal de homenagem e solidariedade de Lisboa a todos os que em Paris sofreram e sofrem com a barbárie.

    Eu e o Embaixador de França convidamos todos a estarem presentes.

    Estamos todos unidos.»

quinta-feira, novembro 12, 2015

«Aquilo que nunca aconteceu em 40 anos
porque é que aconteceu agora?»


Fernando Medina na TVI 24:
    «(…) Agora o que eu acho mesmo é que a direita não entendeu o resultado das eleições e ainda não percebeu a posição em que se colocou nem o que é que aconteceu. Porque ainda não percebeu porque é que aconteceu este facto histórico único que levou PS, PCP e Bloco de Esquerda a conversarem uns com os outros. Aquilo que nunca aconteceu em 40 anos porque é que aconteceu agora? (…)»

quarta-feira, novembro 04, 2015

Análise de Fernando Medina


O programa de Fernando Medina na TVI 24 pode ser visto aqui. Passagens do comentário estão disponíveis aqui. Eis um extracto do que Fernando Medina disse sobre os gastos das famílias com os livros escolares:
    «As famílias portuguesas tiveram de pagar 528 euros, isto é, mais do que tinham pago antes e é uma quantia astronómica se pensarmos no que são os rendimentos médios das famílias portuguesas. O ganho médio das famílias não ultrapassa os 1000 euros e cerca de 500 foram destinados a manuais. Para quê? Para comprarem manuais que no fundamental são iguais àqueles de há cinco anos.»

terça-feira, agosto 25, 2015

«Se o ridículo matasse, vocês estavam arrasados antes das eleições»


Fernando Medina, no Frente a Frente da SIC Notícias, sobre a pretensão de Paulo Portas de participar nos debates eleitorais: «Se o ridículo matasse, vocês estavam arrasados antes das eleições.»

quinta-feira, julho 16, 2015

«TAP Portugal, Imagem de um povo»


    «"TAP Portugal, Imagem de um povo". É este o tema da exposição que abriu ontem no MUDE, Museu da Moda e do Design e que vale bem a pena visitar.

    Num dos primeiros registos publicitários, logo à entrada da exposição, podemos ver a mãe pássaro a dar os “primeiros ensinamentos” ao filho pássaro: “é um avião da TAP, passa sempre à mesma hora”. A imagem da TAP é mesmo essa: uma imagem de confiança. E a confiança é algo que leva muito tempo a conquistar.

    Mas quando falamos da TAP falamos de muito mais do que uma simples companhia aérea. E isso é algo que também fica muito claro na exposição e que também importa não perder de vista.

    A TAP tem sido um verdadeiro ativo estratégico nacional, desempenhando um papel centra na relação do nosso país com o mundo.

    A TAP fez de Ministério da Cultura antes de haver Ministério da Cultura. É que além da responsabilidade social enquanto empresa, a TAP distingue-se também pela valorização de diferentes gerações de artistas, publicitários e designers portugueses. De Querubim Lapa, Maria Keil e Orlando da Costa até à dupla Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, são muitos os nomes recordados por uma exposição a não perder.»

terça-feira, julho 07, 2015

A crise na Grécia


Duas posições distintas sobre a crise na Grécia: Fernando Medina versus Teresa Leal Coelho (ver aqui ou aqui).

quarta-feira, maio 20, 2015

A palavra ao director de comunicação do Benfica


O Governo não hesita em manipular as instituições públicas. Desta feita, através de uma fonte anónima da PSP, quis culpar a Câmara Municipal de Lisboa pelos desacatos ocorridos no Marques de Pombal, em Lisboa. O director de comunicação do Benfica, João Gabriel, deu a resposta à fonte anónima:
    «Quem não assume responsabilidades é porque não as merece ter! Lamentável o que uma fonte sem rosto e sem nome consegue fazer! Fernando Medina mostrou porque sucedeu a [António] Costa. Deu a cara para fazer o contraditório de quem se escondeu no anonimato!»

domingo, abril 26, 2015

«Tributo às gerações futuras»


«Devemos ter consciência do que custou a liberdade», disse ontem o presidente da Câmara de Lisboa na inauguração do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade. Na intervenção que fez, Fernando Medina afirmou que o museu é «uma homenagem às vítimas do fascismo» e é também «uma homenagem à resistência e à liberdade», através da «transformação de um espaço de escuridão e dor num espaço de luz e vida».

O novo museu, que ocupa as antigas instalações da tenebrosa cadeia onde se encarceraram sucessivas gerações de presos políticos, dispõe de quatro pisos para expor o seu espólio documental. Com arquitectura de Manuel Graça Dias e desenho museológico de Henrique Cayatte:
    • O primeiro piso evoca aspectos da história de Portugal entre 1890 e 1976, nomeadamente, as lutas sociais e políticas do final da Monarquia e da Primeira República, a ascensão do fascismo e o carácter ideológico e repressivo do Estado Novo e o combate da resistência clandestina;
    • O segundo piso documenta a organização da resistência e os métodos da repressão, podendo ver-se os "curros", exíguas celas onde eram mantidos os presos;
    • O terceiro piso expõe a dimensão colonialista do regime fascista e a brutalidade da sua acção nas ex-colónias;
    • No último piso, um auditório e uma cafetaria complementam a oferta do museu, que disporá ainda de um serviço educativo para visitas didácticas.

quarta-feira, abril 08, 2015

Da série "Frases que impõem respeito" [904]


Temos mais dívida e mais desemprego e temos um país que perdeu capacidade de crescimento. Destruímos e perdemos capacidade produtiva, mas, ainda pior, no tecido social abriu-se uma ferida que ainda está aberta e a sangrar, com o desemprego e a emigração.

terça-feira, abril 07, 2015

O novo líder


• Mário Soares, Um grande cineasta:
    «(...) O NOVO LÍDER

    António Costa renunciou, como lhe competia, à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, onde, aliás, fez um trabalho extremamente importante, saneando as finanças, tornando a cidade de Lisboa uma referência internacional, reabilitando zonas degradadas e, finalmente, reordenando as juntas de freguesia.

    Mas sendo, como é hoje, o líder do Partido Socialista e candidato a primeiro-ministro, concentrou-se no enorme desafio político que tem pela frente.

    Esteve a falar em Espanha com o seu amigo e dirigente do PSOE, Pedro Sánchez, em Itália, com o primeiro-ministro Renzi, em França, com o presidente Hollande e, finalmente, conheceu e falou com o Papa Francisco, amigo dos pobres e dos que defendem a democracia e a liberdade.

    O anúncio de renúncia de António Costa à presidência da câmara foi feito numa cerimónia pública com os presidentes das juntas de freguesia, vereadores, etc. Passou o testemunho a Fernando Medina, que tanto estimo, e que tomou posse como presidente da câmara aos 42 anos.

    António Costa é, indiscutivelmente, o líder do Partido Socialista, tendo dito que é o momento de se concentrar em Portugal, que o atual governo e os seus pares tanto mal têm feito ao nosso pobre país...

    É óbvio que o líder do PS tem hoje muitos socialistas, e não só, que o podem e devem ajudar. Ora, tudo vai depender das próximas eleições legislativas de setembro, que Costa obviamente vai ganhar.

    Portugal, como é sabido, está sob uma enorme crise política, financeira, económica e social. E a União Europeia está atenta não só a Portugal mas também a outros países, como a Espanha e a Grécia, cujas dificuldades são grandes. Ora, o atual governo, dirigido pelo PSD e pelo CDS-PP, protegido pelo Presidente da República, não tem capacidade para bater o PS e o seu líder António Costa. (…)»

segunda-feira, abril 06, 2015

Lisboa em boas mãos


• J.C. Castelo Branco e André Salgado, Lisboa em Boas Mãos:
    «(…) Augusto Santos Silva, então ministro da Educação, testemunha uma faceta menos conhecida de Fernando Medina, mas não menos reveladora da sua personalidade. “Acontece que fomos contemporâneos na Faculdade de Economia do Porto, na transição dos anos 80 para os 90, quando o Fernando aí fez a sua licenciatura em Economia. Não fui seu professor, mais conheci-o bem do ambiente da escola e do movimento estudantil, de que era um dos dirigentes. Ora, quer na licenciatura, quer no mestrado (que fez depois em Lisboa), a sua compreensão da economia foi sempre como uma ciência social”. O que, segundo Augusto Santos Silva, “quer dizer duas coisas: que deve dialogar com outras, como a história ou a sociologia; e que deve estudar problemas concretos das sociedades, e não formalismos abstratos mais ou menos imaginativos”. Depois, acrescenta, “sempre que colaborámos ao longo da vida profissional e política - e tem sido frequente isso acontecer - pude sempre constatar que essa visão ampla e ligada ao concreto da economia nunca o abandonou. Eis uma grande qualidade, que, acreditem-me, lhe vai valer de muito, como presidente da Câmara Municipal de Lisboa”. (…)»
• Paulo Pena, Fernando Medina: o rosto da “tranquila renovação geracional” do PS:
    «O anúncio dizia: “Perdeu-se um álbum de fotografias”. No dia 10 de Março de 1973, no comboio entre Lisboa e o Porto, acrescentava a breve nota, publicada no jornal O Século. A mensagem escondia um código. Edgar Correia, funcionário clandestino do PCP, que vivia em Setúbal desde Novembro do ano anterior, 1972, com o pseudónimo António, ficou a saber que era pai. De um rapaz. (…)»

quinta-feira, março 12, 2015

O cantinho da coligação


O Telejornal do antigo vereador laranjinha, Gonçalo Reis, tem agora todos os dias um cantinho da coligação sem direito ao contraditório. Minutos depois da peça sobre o debate quinzenal, o Telejornal do canal público decide autonomizar uma parte da intervenção do alegado primeiro-ministro no mesmo debate quinzenal, pondo em destaque que «Passos Coelho acusa o PS de contradição sobre o IMI»:
    «[No IMI] Nós cumprimos a nossa obrigação protegendo aqueles que devem ser protegidos. Não caímos em contradição, essa aconteceu quando do lado do PS se sugeriu que era importante prolongar a cláusula de salvaguarda que é justamente o que vai permitir a redução do IMT, que por exemplo a Câmara Municipal de Lisboa decidiu que era importante manter».

Não há aqui contradição nenhuma, a não ser a habitual confusão discursiva de Passos Coelho. Veja-se:

Quanto à «protecção daqueles que devem ser protegidos», estamos conversados. Segundo os representantes dos proprietários, os aumentos do IMI podem chegar aos 500%. Uma bomba-relógio. Foi por isso que, num contexto de dificuldades em que vivem as famílias, a maioria das quais constituídas por pequenos proprietários, o PS defendeu o prolongamento da cláusula de salvaguarda do IMI (imposto municipal sobre imóveis).

Por outro lado, relativamente ao IMT (imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis), Passos Coelho baralhou-se (uma hipótese plausível) ou actuou de má-fé (outra hipótese plausível). A Câmara Municipal de Lisboa não defende nem a «manutenção da redução» (introduzida pelo governo na lei) e muito menos a sua eliminação. A haver contradição, ela só se verifica mesmo no discurso do alegado primeiro-ministro, sabendo-se que o IMT é uma importante fonte de receita dos municípios e que não pode ser simplesmente eliminado sem uma contrapartida.

De resto, para comprovar a falta de atenção (e até de desprezo) de Passos Coelho em relação às famílias que passam por enormes dificuldades, a pergunta que se impõe é esta:
    Se o alegado primeiro-ministro entende que há folga para reduzir impostos, não há opções bem mais evidentes e socialmente mais justas do que eliminar o imposto que incide sobre as transacções imobiliárias?

terça-feira, março 03, 2015

Entrevista à TSF


Entre os temas abordados por Fernando Medina numa entrevista a Paulo Tavares da TSF, estão os relacionados com o Município de Lisboa, as declarações de António Costa e as eleições presidenciais. A ouvir aqui.

terça-feira, fevereiro 03, 2015

O ensurdecedor silêncio de Diogo Feio


Ontem, no Frente a Frente da SIC Notícias, Fernando Medina decidiu comentar na sua «nota prévia» os dados da pobreza, publicados pelo INE no dia 30 de Janeiro. São números que mostram não apenas um aumento notório da pobreza como também um aumento significativo das desigualdades.

Diogo Feio ouviu a exposição de Fernando Medina em silêncio, sem uma interrupção sequer. Mas a expressão facial do dirigente do CDS-PP revela que não encontrou forma para sustentar a esfarrapada ética social na austeridade.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Quem disse que o PS não tem posição sobre a dívida?


    «Se afasto o que é a rejeição unilateral do pagamento de uma parte da dívida portuguesa, sim afasto. Isso é uma posição que só será prejudicial ao país estando nós dentro de uma moeda única. Uma solução que não seja negociada e concertada dentro do plano europeu é uma solução que acarretará muitos mais prejuízos para nós do que outra solução. Por isso, aquele "não pagamos" unilateral obviamente que me parece que não é uma solução para o nosso país.»

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Foi você que pediu finanças públicas sãs?


Governo versus Câmara Municipal de Lisboa

Os indicadores das Contas de 2014 do Município de Lisboa estão aqui.