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terça-feira, maio 26, 2015

Corte de 600 milhões nas pensões? Não, não e não!


Declaração de Vieira da Silva sobre a posição da coligação de direita
de fazer um corte 600 milhões de euros nas pensões
(que consta do Programa de Estabilidade entregue à Comissão Europeia)

terça-feira, abril 28, 2015

A pergunta sem resposta por parte da ministra das Finanças:
corte de 600 milhões de euros nas pensões


António Costa comunicou hoje que a carta enviada por Marco António Costa terá uma resposta imediata: «Amanhã [quarta-feira] responderemos. Nenhuma carta ficará sem resposta e essa [do PSD] também terá resposta.» O secretário-geral do PS não esclareceu no entanto se, juntamente com a resposta, irá enviar um explicador para desfazer completamente as dúvidas suscitadas pelo inefável companheiro Marco António.

Importa contudo chamar a atenção para a circunstância de que, antes de Marco António se abalançar a redigir a missiva, os deputados João Galamba e Vieira da Silva já tinham colocado, ao abrigo da Constituição e do Regimento da Assembleia da República, uma pergunta à ministra das Finanças, a qual continua a aguardar resposta. Ei-la:
    Pergunta

    Destinatário: Senhora Ministra de Estado e das Finanças

    Assunto: Programa de Estabilidade 2015-2019: contenção do crescimento das prestações sociais por via de redução de 600 milhões de euros no sistema de pensões

    Exma. Senhora Presidente da Assembleia da República,

    O Governo apresenta no Programa de Estabilidade 2015-2019 [P.E.] as suas medidas para os próximos anos, insistindo em medidas de caráter regressivo, para além de apenas prever a reposição integral das medidas extraordinárias implementadas durante o PAEF para o ano de 2019.

    No P.E. 2015-2019 destaca-se a “introdução de uma medida para a sustentabilidade da Segurança Social (cerca de 600 milhões de euros)” que, conforme refletido no referido documento, esta medida tem como objetivo a “contenção do crescimento das prestações sociais”, ou seja, a redução da despesa com as pensões em pagamento:

    “Tratando-se de uma matéria que exige um amplo consenso social e político, é imperativo que a solução encontrada resulte de um debate alargado, envolvendo a sociedade civil e necessariamente todos os partidos do arco da governabilidade. Assim, não se apresenta de momento o detalhe da medida a aplicar, definindo-se apenas uma obrigação de resultado de obter impacto positivo na ordem dos 600 milhões de euros no sistema de pensões, independentemente da combinação de medidas de redução de despesa ou de acréscimo de receita que venha a ser definida”.

    Ainda de acordo com o P.E. esta medida, entre outras, parece encontrar-se evidenciada na previsão da conta das Administrações Públicas (Quadro II.7 do referido relatório). Até porque estão sinalizadas no P.E. outras medidas, que visam uma redução da carga fiscal e contributiva sobre o trabalho; a introdução do plafonamento na segurança social para as gerações mais novas e a reorganização administrativa do Estado, sobre as quais o Governo assume a intenção de vir a utilizar a flexibilidade permitida pelas cláusulas das reformas estruturais e do investimento.

    Contudo, e apesar da clareza com que a “medida para a sustentabilidade da Segurança Social” é apresentada no relatório relativamente ao impacto definido de, cerca de 600 milhões de euros, a senhora Ministra das Finanças, em intervenção no plenário no dia 22 de abril, no âmbito do debate do Programa de Estabilidade 2015-2019 e do Programa Nacional de Reformas 2015, afirmou que: “não é um corte. É um impacto positivo nas contas da Segurança Social na ordem dos 600 milhões de euros".

    Estamos perante uma contradição, entre o que consta no P.E. e aquelas que foram as declarações da senhora Ministra das Finanças, pelo que importa clarificar um conjunto de dúvidas relacionadas com o P.E. e com a quantificação e estimação do seu impacto.

    Assim e ao abrigo do disposto na alínea d) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa, e da alínea d) do n.º 1 do art.º 4.º do Regimento da Assembleia da República, vêm os signatários, através de V. Exa, perguntar à Senhora Ministra de Estado e das Finanças:
      1. Se a medida supracitada não é um corte de pensões, de acordo com as palavras da senhora Ministra das Finanças, mas uma medida a “definir”, podendo ter impactos na despesa e/ou na receita, em que termos e com que pressupostos o Governo considerou esta medida nas projeções incluídas no P.E.?

      2. Quais os impacto global da medida referida no ponto anterior, por ano (2015-2019), e quais o impacto líquido da mesma estimado para cada uma desses anos?

      3. Sendo que esta é uma medida que visa reduzir a despesa, logo o défice, tem necessariamente impacto no cenário macroeconómico, contudo das declarações da Ministra das Finanças surgem dúvidas. O impacto desta medida encontra-se contemplado na projeção da conta das Administrações Públicas? E encontra-se igualmente contemplado o seu impacto no cenário macroeconómico? Ou o seu impacto não se encontra refletido no P.E.? E nesse caso, o Governo informou a Comissão Europeia?

    Lisboa, 23 de abril de 2015

    Os Deputados,

    João Galamba
    Vieira da Silva

domingo, abril 26, 2015

Vieira da Silva fala de «Uma Década para Portugal»

Entrevista a Vieira da Silva, da qual se reproduzem algumas passagens:
    «Creio que o exercício é suficientemente sólido. Podemos compreender a dimensão do efeito positivo que ali temos se nos lembrarmos do efeito negativo que tiveram na economia medidas de natureza oposta que surpreenderam até os seus autores.»

    «Nós estamos a reivindicar uma atitude diferente por parte da Europa, mas não estamos a ameaçar com a saída do euro. Não queremos um caminho de tal forma alternativo que a sua decorrência seja que, se ele não existir, estejamos logo fora do projeto europeu.»

    «O projeto europeu corre sérios riscos e grande parte dos riscos vem da forma como tem sido gerido. Mas também creio que os custos de qualquer rutura são inaceitáveis – para Portugal, mas também para a Europa. Com quem vamos dialogar sabe bem a diferença da nossa atitude. As entidades europeias são aliás muito mais flexíveis nos factos do que nós poderemos supor.»

quinta-feira, abril 23, 2015

Após quatro anos de atropelos, um caminho diferente


Apresentação do projecto de resolução do PS
no âmbito do debate sobre o Programa de Estabilidade
e o Programa Nacional de Reformas

quarta-feira, janeiro 28, 2015

O Governo de Portugal sempre do lado errado da História


Intervenção de Vieira da Silva sobre actualidade política europeia

1.ª resposta a deputados no âmbito da declaração política do PS
sobre actualidade política europeia

2.ª resposta a deputados no âmbito da declaração política do PS
sobre actualidade política europeia

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Da série "Frases que impõem respeito" [891]


Menos 6,2% no PIB é a dimensão do falhanço e é nele que radica grande parte do retrocesso que vivemos.
      Vieira da Silva, na interpelação ao Governo sobre o «combate à pobreza e promoção da igualdade de oportunidades»

sexta-feira, outubro 31, 2014

O PS fez-se ouvir no debate do OE-2015


Intervenção de Ferro Rodrigues no encerramento
do debate na generalidade do OE-2015

Resposta de Vieira da Silva a um deputado do PSD
no debate na generalidade do OE-2015

Pergunta de João Galamba ao alegado primeiro-ministro
no debate na generalidade do OE-2015

terça-feira, outubro 21, 2014

E às questões sobre o OE-2015 Miss Swaps disse nada (2)

Intervenção de José Vieira da Silva na audição da Miss Swaps, que decorreu esta manhã, sobre o Orçamento do Estado para 2015: