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sábado, outubro 04, 2014

A edição em português

Chegou finalmente a edição em português de O Capital no século XXI de Thomas Piketty, uma obra a que Paul Krugman deu grande destaque (considerando-o o livro do ano ou talvez da década). Para aguçar a vontade de ler a obra, para além da já antes referida excelente recensão de João Constâncio, podem ser consultados muitos outros trabalhos, como o de Paul Krugman, o de Dani Rodrik, o de Eric Toussaint, o de Gonçalo Pessa ou o de Sérgio Aníbal. Ou a entrevista de Jorge Nascimento Rodrigues a Thomas Piketty.

segunda-feira, agosto 25, 2014

Espada contra o Capital

O Capital no Século XXI de Thomas Piketty tornou-se o livro mais vendido da Amazon. Paul Krugman considerou-o «o livro da década». Com a direita, designadamente a norte-americana, paralisada face às conclusões de Piketty, João Carlos Espada saltou hoje para a arena e em duas penadas desmontou O Capital no Século XXI, valendo-se de «o (a mais do que um título) saudoso Ronald Reagan». O mesmo Reagan que, conjuntamente com Thatcher, impôs a desregulação dos mercados, que esteve na origem da maior crise internacional dos últimos 80 anos.

domingo, julho 20, 2014

«A pior solução, em termos de justiça e eficiência,
é a austeridade – que é a orientação que está a ser seguida»


        «Que há uma reemergência clara da desigualdade depois dos anos 1980 e que isso foi devido a mudanças políticas nas últimas décadas devido à política fiscal e à finança. O peso das fortunas privadas no início do século XXI parece estar na iminência de regressar aos níveis elevados do século XIX. O rácio do capital em relação ao rendimento nacional caiu quase 2/3 entre 1914 e 1945 e, depois, mais do que duplicou entre 1945 e 2012. Em 2010, aquele rácio regressou aos níveis anteriores à 1ª Guerra Mundial, ou mesmo ultrapassou-os se for medido em relação ao rendimento disponível das famílias.»

Uma entrevista de Jorge Nascimento Rodrigues a Thomas Piketty — a cuja principal obra José Sócrates fez hoje alusão na RTP — pode ser lida aqui.

ADENDA — A brilhante recensão de João Constâncio pode ser relida através deste link.