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| Ontem no Expresso |
Ângela Silva, correspondente da São Caetano no
Expresso, publicou ontem uma peça a arredar Santana Lopes da corrida para Belém, pespegando que, segundo os seus conselheiros, ele faria melhor em preparar uma nova candidatura a Lisboa. E sem o mínimo pudor, a jornalista escreve: «
Seria um candidato temido em Lisboa, onde deixou marca. Depois de Costa, a sua herança ainda é falada.» Ângela Silva esquece-se de dizer que Santana já o tentou — e perdeu.
Mas há um aspecto em que não é possível discordar do
Expresso: «
a sua herança ainda é falada.» De facto, António Costa teve um trabalho dos diabos para reduzir a «
herança» que recebeu da coligação de direita PSD/CDS , tendo conseguido baixar as dívidas astronómicas em 45 por cento. Foram os milhões para Frank Gehry fazer um desenho, os processos da Feira Popular e do Parque Mayer, as assessorias externas no valor de 3,3 milhões de euros anuais (que Costa cortou), as dívidas escondidas na EPUL, etc., etc.
Parece que é
a mesma receita que agora Santana Lopes segue na Santa Casa. E cuja
avaliação estará na origem do recuo em avançar para Belém.