domingo, abril 22, 2007

O estranho caso do inspector Gonçalves


Andy Warhol, Campbell’s Soup, 1965



João Gonçalves é uma criatura que ganha a vida, diz ele, a fazer sindicâncias. Não se apresse o leitor a tomá-lo por um manga-de-alpaca. Do seu apregoado curriculum escorre ainda uma passagem pelo São Carlos (como comissário, não como barítono). E viagens ao estrangeiro para convívio com a civilização.

O bem pensante inspector recomendou-nos, um dia, um livro “interessantíssimo” de Dietrich Schwanitz: Cultura — Tudo o que é preciso saber. Nessa obra, aprendi, por exemplo, que “o galego se tornou português” (p. 87) ou que Jesus Cristo “não é o único profeta armado em hippie antes do nome” (p. 72). Armado deste esplêndido compêndio de 575 páginas, e com as sindicâncias a saltitar no cocuruto, o inspector Gonçalves olhou à sua volta e só viu pequeninos em Portugal — salvo Salazar, um homem de valores, o inenarrável general (graduado) do Opus Dei e o Pedro, um tribuno que deixa o inspector Gonçalves a arfar.

A desarrumação da mente não tem, em termos profissionais, consequências de maior. O arquivamento de processos não distingue a falta de provas da falta de capacidade para as obter. Já as sindicâncias na blogosfera são públicas. E quando são apimentadas pelas posições mais reaccionárias, nomeadamente no âmbito dos costumes, temos o pagode a divertir-se à custa do instrutor.

Procurei, uma vez, mostrar-lhe que os seus posts tresandavam a ketchup. Colérico, apontou o dedo à minha falta de pedigree. Já não me atrevo a alertá-lo para a incongruência que é um dia descobrir que o Engenheiro (está inscrito na Ordem?) Belmiro iria perseguir furiosamente Sócrates, na sequência da OPA da PT, e, a partir do dia seguinte, andar a dar ao rabo encantado com a campanha montada pelo Público.

Há pessoas que acreditam em coincidências. Não vem mal ao mundo — só não deviam ser inspectores, para não serem tomadas por tolos.

22 comentários :

Anónimo disse...

O JG deve estar a esta hora tão nervoso !

Anónimo disse...

Parabéns ao Miguel pela escolha do tema.

Ora aqui está uma Campebell's tomato soup que dá gosto saborear.

Seis ******!

É o que me ocorre por agora, mas prometo que voltarei ao assunto, estando na dúvida se irei consultar Freud, o Papa, António Variações, o Código de procedimento e processo Tributário, Maria Callas ou Gore Vidal...

On verra.

Anónimo disse...

Nunca tinha clicado no blog do sr.inspector Gonçalves.

Foi a primeira e a ultima porque o meu tempo é precioso.

Miguel Abrantes disse...

James, obrigado pelas suas palavras.

Abraço

Anónimo disse...

Tendo acompanhado com alguma sistemática o “percurso blogosférico” de JG, tenho de convir com o autor deste post, quando a determinado passo refere que: “A desarrumação da mente não tem, em termos profissionais, consequências de maior”, a evidência de tal asserção.

Com efeito, JG, provavelmente, estribado nos seus fétiches Vasco Pulido Valente e Medeiros Ferreira (só para citar alguns), este ou aquele blogger, seja o Eduardo Pitta, o Paulo Gorjão, o Corta-Fitas e o “inolvidável” João Pedro George (neste aspecto de blogs e bloggers, tal como nas ideias, JG muda como o vento), e na sua pretensa “superioridade intelectual” de homem de direita, faz, com que de tudo isto resulte um “melting pot”, completamente desarranjado e que atinge as fímbrias do paroxismo.

Até aqui nada de mal quanto a este inspector na prateleira (suponho que nenhum chefe o leve muito a sério, face a tamanho desbocamento), tal como um jarrão nos salões da Madame de Staël, que de certa forma é a blogosfera portuguesa, e onde ele tem o seu lugar num escaparate de uma loja de Preço Certo, corrijo, no referido salão.

O que já me provoca perplexidade é a ligeireza, baseada num precipitado e intuitivo conhecimento dos factos, como comenta determinados acontecimentos, situações e pessoas, numa linguagem, por vezes, marialva de pegador de toiros e de chibata na mão.

Parecendo-me um homem de amor/ódio, facilmente, guinda ao pedestal um Manuel Maria Carrilho, por exemplo, para semanas depois se descartar da “fidelidade” inicial que tinha para com o visado, com a maior das facilidades.

Haveria outras inúmeras incongruências para mencionar, mas o que retenho da escrita deste homem é ele ser um “survivor”. Só que, quando a teta não lhe dá o leite que ele necessita, torna-se ofensivo para aqueles que primeiro bajulou e é neste vol de face que “apunhala” quem, supostamente, tanto encomiou.

Poder-se-á dizer que este fenómeno é próprio dos livres- pensadores, dirão, mas analisando a substância dos seus posts deparamo-nos com o bolor, o espírito de comandante de quinas da Mocidade Portuguesa, o cheiro a fumo de sacristia, mesclado com uns ditirambos que vai largando pelo caminho e que, ao invés de nos convocar para o tal livre pensamento, antes nos reconduzem ao que de mais reaccionário, retrógrado e por vezes fútil existe em determinados sectores ditos “liberais”.

Enfim, um aluado.

Anónimo disse...

Concordo com o comentário anterior.
E acrescento: tudo isto porque o Abrantes é um inconsciente colectivo.
Jornalista e advogado, artista frente ao espelho, e o que calha de tempos a tempos, uma legião de espíritos condenados à confusão.
Serventuário, agora, do PS e da maçonaria.

Anónimo disse...

idiota

Anónimo disse...

Idiota não diria...

Anónimo disse...

ALUADO. Eis João Gonçalves. Parabéns pelo poder de síntese.

Anónimo disse...

Era bom que conseguisses chegar aos calcanhares do JG, meu ganda borra-botas!

joshua disse...

Não pareces ter qualquer talento para ser convincente. Não passas da caricatura barata. Quanto ao mais, é óbvio que não passas de lacaio, partidocrata, um vendido do espírito.

Anónimo disse...

O miguel faz ferver esta cambada de incompetentes e invejosos, que sá por terem um blog, que se diga nem visita tem,acham-se com direitos especiais. Zurse neles Miguel, mais duas palmadas e vão-se a baixo.O teu blog é dos mais visistados da blogosfera.
Continua neste combate pela verdade e contra as corporações.

Anónimo disse...

Aluado? Mas ele está sempre com o rabinho voltado para onde vem o vento .... Tem é uma fraca capacidade de analisar a situação ....

Anónimo disse...

Que vulgaridade, seleccionar pessoas na blogosfera e ofendê-las!
Ao menos siga as orientações do "chefe", ao pedir uma democracia de gente decente...

Conde d'Anunciação

Anónimo disse...

O PROFESSOR QUE SÓCRATES NÃO CONHECIA , NÃO CONHECEU NEM QUER OUVIR FALAR ; A BEM DA NAÇÃO

CHAMA –SE ANTÓNIO JOSÉ MORAIS E É ENGENHEIRO A SÉRIO ; DAQUELES RECONHECIDOS PELA ORDEM (não é uma espécie de Engenheiro, como diriam os Gatos Bem Cheirosos ) .

O António José Morais é primo em primeiro grau da Drª Edite Estrela. É um transmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates . Também é amigo de outro transmontano, também licenciado pela INDEPENDENTE o DR. Armando Vara , antigo caixa da Caixa Geral de Depósitos e actualmente Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Drª Edite Estrela.

O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC ( Laboratório Nacional de Engenharia Civil) , só que devido ao seu elevado empreendedorismo canalizava trabalhos destinados ao LNEC, para uma empresa em que era parte interessada.
Um dia foi convidado a sair pela infeliz conduta .

Trabalhou para outras empresas entre as quais a HIDROPROJECTO e pelas mesmas razões foi convidado a sair.

Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã aonde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates.

Daí nasce uma amizade.

É desta amizade entre o Eng da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Drª Edite Estrela , proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.

E assim começa a fulgurante ascenção do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa apadrinhada pela famosa Drª Edite Estrela , ainda hoje um vulto extremamente influente no nucleo duro do lider socialista.

À ambição legitima do politico Sócrates era importante acrescentar a licenciatura .

Assim o Eng. Morais , já professor do prestigiado ISEL ( Instituto Superior de Engenharia de Lisboa ) passa a contar naquela Universidade com um prestigiado aluno – José Sócrates Pinto de Sousa , bacharel .

O Eng. Morais demasiado envolvido noutros projectos faltava amiudes vezes ás aulas e naturalmente foi convidado a sair daquela docência.

Homem de grande espirito de iniciativa , rápidamente colocou – se na Universidade Independente .
Aí o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na politica e na governação seguiu – o “ porque era a escola ,mais perto do ISEL que encontrou “.

E assim se licenciou , tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais . E ultrapassando todas as dificuldades , conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante licencia –se , e passa a ser Engenheiro, á revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo – se completamento ao Ministério que tutela o ensino superior.

( Essa também não é muito entendivel; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia ; La Palisse diria assim)

Eis que licenciado o governante há que retribuir o esforço do HIPER MEGA PROFESSOR, que com o sacrificio do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal , já que a ocupação de Secretário de Estado é normalmente absorvente .

E ASSIM FOI:

O amigo Vara , também secretário da Administração Interna coloca o Eng. Morais como Director Geral no GEPI , um organismo daquele Ministério.
O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa , teve que ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado Vara .
( lembram - se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng. Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio ) , o que levou ao corte de relações do DR. Vara com o DR. Sampaio – consta – se até que o DR. Vara nutre pelo ex Presidente um ódio de estimação.

O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista ( porque é um homem de bem , acima de qualquer suspeita , integro e patriota) aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda – os todos para o desemprego.

Segue –se o DR. Durão Barroso e o DR. Santana Lopes que não se distinguem em práticamente nada de positivo e assim volta o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates E GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.
Eis que , amigo do seu amigo é , e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais , que o tipo não é para brincadeiras.

E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça .

O Eng. Morais homem sensivel e de coração grande , tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.

E como a paixão obnibula a mente e trai a razão nomeia a “brasuca “ Directora de Logistica dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês. Claro que ia dar chatice, porque as habilitações literárias ( outra vez as malfadadas habilitações ) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava.
Daí a ser publicado no “ 24 HORAS” foi um ápice.
E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.

TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES

Anónimo disse...

Estou a ver, tudo gente da maior honestidade!
Só não percebo que estando os dois na Covilhã (O Socrates e o Morais), um na Universidade e o outro na camara, pertencendo os dois aos partido xuxalista, não se conhecessem. Na Covilhã todos se conhecem, a não ser que não saissem de casa!

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
João Gonçalves disse...

Só Vc admitir comentários como o anterior, é todo um programa.Não me aquece nem me arrefece já que diz mais de si do que de mim.

Anónimo disse...

Mas quais são os limites num blog aberto?
O JG não escreve atoardas sobre personalidades públicas?

Vc próprio não chamou "marrequinha da Cruz Vermelha" a Maria Barroso e, se não me engano, paneleiro/maricas a Frederico Lourenço?

Não colabora num blog execrável chamado Braganzzzza Mothers?

Do que é que estava à espera?
Quem vai à guerra dá e leva!

Miguel Abrantes disse...

.

João Gonçalves:



Estive fora umas horas e cheguei neste momento. Nem imagina o número de comentários que já tenho apagado sobre os seus supostos "crimes". Só me interessa o que V. escreve. E sobre isso, quando achar, continuarei a escrever, se me dá licença. Sobre o comentário rasca, peço desculpa.

Em todo o caso, sou menos sensível do que o João. Não me ofendo quando me chama "animal", por exemplo.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Miguel Abrantes disse...

Ao anónimo anterior, peço-lhe que evite esse tipo de "comentários". Discordo de muito do que João Gonçalves defende, mas respeito-o.

Vamos lá levar isto sem ofensas. Please.

Ponha os olhos em mim: restando-me menos de 24 horas de vida, procuro o lado positivo das coisas.