terça-feira, janeiro 04, 2011

É melhor esperarmos sentados pelo governo-sombra do PSD



Eis alguns momentos em que Passos Coelho garantiu que iria constituir um governo-sombra:
– Passos Coelho irá criar "um governo-sombra, com um conjunto de pessoas, que assumirão o papel de propor alternativas à política governamental". (i, 14 JAN 2010)
– Passos garante que vai formar um "governo-sombra" (DN, 14 JAN 23010)
– Passos distribui pastas pelo seu 'governo-sombra' (DN, 5 MAIO 2010)
– Pedro Passos Coelho (…) vai formar um governo-sombra, disse ao Expresso o novo líder do PSD. (Jornal de Negócios, 27 MAR 2010)


Foi neste contexto que o espertalhão do Raposo se pôs ao caminho por um atalho que pensava não ter ratoeiras. Mas Nogueira Leite, naquele estilo sempre empolgante de patos e gatos, mandou-o calar. Afinal, por que não pode Passos Coelho cumprir o que havia garantido à rapaziada do Albergue Espanhol, Aventar, Delito de Opinião, O Insurgente e 31 da Armada, relatado pelo insuspeito Pedro Correia?

Coitado, Passos olha em volta e só vê a seu lado o inevitável Relvas, o inimitável Marco António e o próprio Nogueira Leite com um pé dentro e outro fora. Diogo Leite Campos foi retirado de cena depois daquela inenarrável entrevista em Setembro ao Jornal de Negócios (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), não se sabe ao certo se uma tal Nilza – incumbida da “estratégia institucional, formação, eventos públicos, administração pública, ética, sociedade e cultura e Desporto” – investiu mais na sociedade do que na ética ou nos eventos públicos e Manuel Luís Rodrigues – umas vezes economista, outras vezes engenheiro – continua sem dar acordo de si.

Com este naipe de valetes, como poderia o PSD constituir um governo-sombra? Como diria o espectacular Nogueira Leite, “Passos pode confundir lombadas de livros mas não se esquece de algo tão prosaico como essencial: os patos não são gatos….só vivem uma vez e depois, PUM!.”

Compare-se com Durão Barroso. Enquanto dizia que iria ser primeiro-ministro e que só não sabia quando, o José Manuel juntou à sua volta, em 2002, toda a tralha laranja – e nem lá faltou o político  que não é político (e que, pouco depois, se desembaraçava das acções do BPN). Passos Coelho, que até confunde “lombadas de livros”, quer fazer omeletas com o Relvas e o Marco António. Valha-nos São Caetano.

Outra vítima do eduquês



Entre patos, gatos e lombadas, Nogueira Leite adopta uma variante do Acordo Ortográfico para dar a machadada final nos abrantes. O governo-sombra do PSD já tem ministro da Educação.

As perguntas giras da Judite

JM Correia Pinto: DEFENSOR MOURA NA "GRANDE ENTREVISTA"
Sofia Loureiro dos Santos: Entrevista com Defensor de Moura
Porfírio Silva: Defensor de Moura entrevistado por Judite de Sousa
MFerrer: A Judite desconseguiu de atrapalhar e de divagar sobre coisa nenhuma

Da série "Frases que impõem respeito"™ [550]



O Presidente tem de mostrar o contrato de venda daquelas acções que apesar de não estarem cotadas em bolsa permitiram uma mais-valia de 145%.

Manuel Alegre, acerca do estranho negócio entre a SLN/BPN e Cavaco,  mais lucrativo do que as transacções da D. Branca

Texto de apoio ao jornalismo económico (2)

Inquérito ao Emprego passa a ser telefónico.

Entre a desonestidade e a negligência profissional, venha o diabo e escolha

• Manuel António Pina, Jornalismo criativo:
    ‘Mas mais temível que a desonestidade, e confundindo-se com ela nos resultados, é a negligência profissional.

    Nos últimos dias foi, primeiro, a falsa notícia da SIC sobre os "aumentos" de dirigentes da Segurança Social, que os demais media repetiram sem se darem ao trabalho de confirmar. Ontem foi a manchete do "i" sobre as conclusões de "despesismo injustificado" de uma auditoria do TC ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) que foi, do mesmo modo, repetida acriticamente por tudo quanto é media, da RTP à RR e do "Público" a "A Bola" e, do mesmo modo, sem ninguém descobrir que tal relatório, se bem que só agora disponibilizado, tem mais de meio ano, refere-se a 2007/2008 e foi uma das razões, em Junho, da demissão da presidente do Conselho de Administração do SUCH.

    O jornalismo pela-se por más notícias. Mas não há más notícias que cheguem. Por isso é preciso inventá-las ou ir à procura delas ao sótão.’

É o toque de Midas de Cavaco: apareça quem tenha ficado mais pobre depois de o ter servido

• Óscar Mascarenhas, Salomé e o cheque:
    ‘(…) Existe uma senhora que canta fados e que, na sua inteira liberdade, decidiu apoiar a candidatura de Cavaco a Belém há cinco anos. Nada a dizer, gostos não se discutem.

    Cavaco fê-la mandatária juvenil da sua candidatura. 'Nihil obstat.' Os candidatos escolhem mandatários, numa troca de honrarias: sente-se incensado o representado, ungido se sente o mandatado. É bonito.

    Mas esta doce sinfonia de elegâncias e reverências é desafinada pelos ferrinhos do tinir de maravedis e dobrões que, neste caso, se ouve, quando se abre a celebérrima «página oficial» de Sua Excelência na Internet. Digitando o nome da fadista, ele aparece-nos DEZ vezes em outros tantos concertos «oferecidos» pela Presidência, na Índia, na Turquia, ou mesmo no sabe-se lá onde é Viana do Castelo!

    A entusiasmada mandatária juvenil é, agora, paga pela Presidência para encantar convivas com a sua bonita voz e assustá-los com o seu desmedido contorcionismo de esgares de parto (é a minha opinião, a que também tenho direito!).

    O assim-chamado «presidente de todos os portugueses» não é, pelo menos, de «todos os fadistas»: tem a sua favorita, a sua Salomé que, não recebendo cabeças em bandeja, se contenta com um simpático cheque.

    Maravilhoso exemplo para a juventude sonhadora e idealista: apoia aquele, que ficas logo a ganhar! Faz pela vida, pá! É o toque de Midas de Cavaco: apareça quem tenha ficado mais pobre depois de o ter servido.’

"Os velhos privilégios corporativos"

• A. Marinho e Pinto, Um novo paradigma para a advocacia:
    ‘(…) na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974 e, sobretudo, a partir da criação do Centro de Estudos Judiciários, os magistrados desfizeram essa aliança, criaram sindicatos e voltaram-se unicamente para a defesa dos seus interesses egoístas. Perderam o sentido de serviço público próprio das suas funções e assumiram-se unicamente como poder - um poder ilimitado e sem qualquer escrutínio democrático. Sentindo-se donos da justiça e senhores dos tribunais, eles desfizeram a tradicional aliança com a advocacia e passaram a tratar os advogados com arrogância, prepotência e mesmo com hostilidade e desprezo.

    Unidos pelas mesmas reivindicações (os velhos privilégios corporativos) perante o mesmo patrão (o estado de direito), as magistraturas judicial e do Ministério Público afundaram-se numa vergonhosa promiscuidade funcional. A desjudicialização da justiça e o aumento das custas judiciais são também consequências directas dessa degenerescência.’

♪ A Song for Europe [3]


Blondie


Texto de apoio ao jornalismo económico

As estatísticas do desemprego não são recolhidas para excitar os jornalistas.

Porque no puedo…



Já ninguém trava Cavaco. Depois de voltar a comparar as dificuldades por que passaram os bancos ingleses (que apostaram no “subprime” e foram apanhados no vendaval da crise internacional) com o buraco do BPN (que não passava de um disfarce para negócios fraudulentos), Cavaco atira-se de novo à actual administração do banco. O ainda Presidente da República descobriu agora que os administradores ingleses são “altamente profissionais e independentes” enquanto os do BPN não têm tais atributos e ainda lhes deu na mona trabalharem em part-time.

Os nossos pobres administradores, alguns dos quais fazem parte da comissão de honra de Cavaco, bem se esforçam por não dinamitar a candidatura laranja, mas sempre foram dizendo que o actual conselho de administração do BPN é composto por sete elementos, quatro dos quais em regime de exclusividade — o que Cavaco poderia saber se Fernando Lima soubesse consultar um relatório e contas (p. 243). Pelo rumo que as coisas levam, o próximo comunicado da administração do BPN — será então o terceiro a responder a Cavaco — terá apenas uma pergunta: ¿Por qué no te callas, Aníbal?

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Desiquilíbrio

É uma pena que argumentos tão originais de um professor universitário em defesa do desmantelamento do Estado Social possam ser desprezados por um mero tropeção na ortografia. Mais uma vítima do eduquês, é o que é.

Qual é a coisa qual é ela

que saiu da TVI e as audiências nem deram por ela.

What's Up, Tiger Lily?



A mensagem de Ano Novo do Presidente da República fez José Manuel Coelho recordar-se da comédia “Que se Passa Tigresa?”, de Woody Allen. “Parecia aquelas candidatas a miss Mundo, loiras e esbeltas mas ocas de cabeça, que quando entrevistadas pelos jornalistas, desejam sempre que haja paz e amor e que as criancinhas não passem fome”. José Manuel Coelho, candidato a Presidente da República.

Da série "Frases que impõem respeito"™ [549]




Passos pode confundir lombadas de livros mas não se esquece de algo tão prosaico como essencial: os patos não são gatos….só vivem uma vez e depois, PUM!.
      António Nogueira Leite, conselheiro económico de Passos Coelho, reconhecendo, numa linguagem acessível a "cronistas sub 40", que o líder do PSD se desembaraça melhor com a pecuária do que com a metafísica (e outras coisas assim)

Quac, quac.. há patos na São Caetano

O 'governo' de Passos Coelho, visto de dentro:

Assim vai o terrorismo mediático©



O i faz hoje manchete com as conclusões de um relatório do Tribunal de Contas sobre o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH). É bom podermos conhecer o que se passa na Administração Pública, ainda que o relatório em causa tenha sido publicado há mais de dois meses.

O que é suepreendente é a circunstância de a fanzine do grupo Lena se ter esquecido de dois pormenores que fazem toda a diferença:
    • A auditoria respeita a 2007 e 2008;

    • Mal teve conhecimento dos resultados preliminares da auditoria há cerca de seis meses, o secretário de Estado da Saúde demitiu a presidente do conselho de administração do SUCH, tendo expressamente sido referido no despacho de exoneração que teve em conta “as conclusões e recomendações da auditoria do Tribunal de Contas”.

♪ A Song for Europe [2]


Ramones

Isenção do serviço público é entregar o microfone à direita?


• A.R., 2011:
    ‘Pelo que ouvi, ontem, às 20 horas, no Telejornal da RTP, sobre uma alegada fuga de cérebros para o estrangeiro, e, depois, pelo que continuei a ouvir, no mesmo Canal, sobre a política governativa nos últimos 20 anos, é legítimo concluir que 2011 irá ser um ano em que o terrorismo mediático vai assentar arraiais. Já não é apenas um problema de incompetência, é uma questão de conspiração. Sem teoria.’

A palavra aos leitores - a história recente refeita pela RTP

A reportagem da RTP [2010, O ano em que chegou a fatura], sobre a politica governativa desde Cavaco até à data, foi a maior vergonha que assisti em termos de isenção...
No período dos governos da direita falou Cadilhe, catroga, Dr. Beleza, Sousa, presidente actual dos bancos, Bagão Félix e Santana Lopes.
Dos anos do PS falou Pina Moura, Campos e Cunha "O fugitivo" e os "socialistas": Catroga, dr. Sousa. dr Beleza e Catroga.
O terror está instalado na RTP. Se isto é assim... com o Psd na oposição, imagino o que se será com eles no poder...
Hoje caiu em definitivo, o unico reduto com o minimo de independência. Quovadis Portugal.
Z. V.

Os velhos dos marretas, agora, são três


O fim do ano excitou os comentadores da nossa praça, que resolveram de repente explicar ao povo distraído o que era a crise e como se devia resolver. Como seria de esperar, brotaram por aqui e por ali maravilhas teóricas. Duas especialmente me espantaram (e não me espanto com facilidade). A primeira foi de João César das Neves, que se excedeu em extravagância e em génio, no seu famoso (e famigerado) sermão do DN. A segunda foi de Helena Matos, que publicou neste jornal uma interpretação da história nunca dantes vista ou pressentida. As cabeças, como se vê, funcionam. Talvez não funcionem muito bem. De qualquer maneira, não deixa de ser curioso observar o resultado. Portugal está a mudar.

João César das Neves, por exemplo, pensa audaciosamente que o mal do país "(que aboliu a pena de morte e criou o banco central antes da Europa)" "nunca esteve na modernização". "O mal", o verdadeiro mal, esteve sempre "na qualidade dos nossos "modernizadores". Basta pensar na "podridão do Liberalismo" e na "canalhice da República", que, em conjunto, duraram mais de um século e acabaram num "fiasco". Felizmente, depois veio Salazar, que nos transformou (assegura ele) num "país seguro, estável e progressivo" e permitiu à "revolução de Abril" conseguir "um regime aberto, pacífico e dinâmico". Só que, há 15 anos (a seguir a Cavaco, como é óbvio), surgiu (com o PS) a "terrível tentação da facilidade" e tudo se estragou. Mas tudo se pode ainda arranjar depressa, se pararmos com "tretas", e conseguirmos subir "a pulso" o "penhasco" onde paira a "modernidade". João César das Neves garante que sim.

Helena Matos vai mais longe ou provavelmente mais perto. Para ela, a origem da presente desgraça é a "geração de 60", ou seja, a geração daqueles que eram jovens por volta dessa "década ícone" e que irresponsavelmente construíram "o mundo imaginário em que vivemos". E não se limitaram a isso: dantes culpavam o pai, a mãe, o modelo de família, o capitalismo da pobreza e o sistema de guerras (?); agora, por natureza, educação e hábito, continuam a culpar a humanidade inteira, principalmente para esconder de Portugal o seu falhanço. Menos de Helena Matos, claro, que lhes diz de dedo esticado e com uma enorme ironia queiroziana: "Falharam, meninos!". Falharam e acabaram também com a "esperança" dos mais novos. José César das Neves, pelo menos, não é tão drástico. Com a mesma crise de nervos, lá nos promete que a distância até ao cimo do "penhasco da modernidade" já "não é longa".
Vasco Pulido Valente
"Comentadores com uma crise de nervos", Público, 2 Jan 11

domingo, janeiro 02, 2011

A palavra aos leitores — Sobre os “aumentos” na segurança social

De um leitor que se sente revoltado com a última campanha de 2010 — a de que os dirigentes da segurança social haviam sido aumentados no último dia do ano —, recebemos este e-mail:
    ‘(…) julgo que pelo endereço já consegue adivinhar onde é que eu trabalho…

    Estou a tomar a ousadia de lhe enviar este email, para o desafiar, face a esta campanha que está em curso, falsa e de má-fé, que alega que os dirigentes da Segurança Social foram promovidos e que isso foi para fugir aos cortes salariais, para fazer e publicar um post no CC, desmistificando tudo isto.

    Como certamente saberá, as portarias que saíram ontem no Diário da República apenas se limitam (como dezenas e dezenas de outras para outros institutos que saíram ao longo do ano) a cumprir uma obrigação legal, introduzida em 2009 no estatuto do Pessoal Dirigente que obrigou os diplomas orgânicos dos Institutos públicos a serem alterados para prever a qualificação dos seus cargos dirigentes, de forma a equipará-los ou adequá-los á classificação vigente nos demais cargos dirigentes da Administração Pública.

    Com efeito, os cargos dirigentes da grande maioria dos institutos públicos vinham até agora a ser exercidos ao abrigo do Código do trabalho (comissões de serviço privadas) e com esta publicação das portarias alterando os estatutos dos institutos, tais cargos, passam a estar sujeitos ao regime dos cargos dirigentes da função pública (comissões de serviço públicas).

    De resto e no que respeita a remunerações, verifica-se mesmo, conforme ontem Pedro Marques, secretário de Estado da Segurança Social, esclareceu (mas que tem sido menosprezado pelos jornalistas), que os novos salários da novas comissões de serviço ainda serão mais baixos que os actuais processados às comissões de serviço ainda em curso.

    Mais: com o novo regime estes cargos dirigentes dos Institutos, que eram providos por livre escolha ou nomeação, passam a ser providos por concurso.

    Portanto, o que se tem dito nos Órgãos de Comunicação Social (com base numa denúncia dos TSD) é exactamente o contrário do que é a realidade das coisas. Não se trata de quaisquer promoções, os dirigentes não levam algum aumento salarial com a qualificação agora feita dos seus cargos e obviamente a publicação das portarias é inócua nessa questão dos cortes salariais, pois todos os dirigentes irão sofrer os cortes previstos no orçamento.

    Como diz aquela máxima do jornalismo tablóide “ não deixe que a verdade estrague uma boa noticia”… (…)
    ’

Os grandes espíritos... (uma espécie de espiritismo)


Com a feliz recomendação do Doutor Salazar na ideia: decididos até onde ir, não devemos ir mais além. 

Sempre igual, sempre diferente: em 2011, Marighella da Marmeleira



O próximo passo é Pacheco juntar-se a Carlos Vidal e vê-los então na Estação Fluvial Sul Sueste a distribuir uma edição policopiada do Pequeno Manual do Guerrilheiro Urbano.

♪ A Song for Europe [1]


Roxy Music

Nervos, muitos nervos

Vasco Pulido Valente escreve — hoje, no Público — sobre Comentadores com uma crise de nervos:
    ‘O fim do ano excitou os comentadores da nossa praça, que resolveram de repente explicar ao povo distraído o que era a crise e como se devia resolver. Como seria de esperar, brotaram por aqui e por ali maravilhas teóricas. Duas especialmente me espantaram (e não me espanto com facilidade). A primeira foi de João César das Neves, que se excedeu em extravagância e em génio, no seu famoso (e famigerado) sermão do DN. A segunda foi de Helena Matos, que publicou neste jornal uma interpretação da história nunca dantes vista ou pressentida. As cabeças, como se vê, funcionam. Talvez não funcionem muito bem. (…)’

Em Espanha, já falam na criação de um partido político




















[El Pais, 2 Jan 11]

sábado, janeiro 01, 2011

Ética republicana

Tendo coincidido a passagem de ano com o período pré-eleitoral, Jorge Sampaio prescindiu, aquando da sua recandidatura à presidência da República, da habitual mensagem de Ano Novo. Aníbal Cavaco Silva, pelo contrário, não prescindiu — naquele estilo único em que se não distingue as actividades do Presidente da República e do candidato.

Querem melhor prova de que ele nunca seria o Presidente de todos os portugueses?



Ao contrário de Cavaco Silva — que apenas deseja “a todos os meus apoiantes um Bom Ano Novo, coragem e alegrias” —, o CC deseja a todos os leitores, sem excepção, um óptimo 2011.

♪ Coisas de 2010 [7]



Os Golpes (com Rui Pregal da Cunha)

Vá lá Senhora