O PSD avisou o PCP de que estava a perder votos para António Costa. O PCP agradeceu a informação e intensificou os ataques o PS. A espúria coligação negativa cumpre a sua função.
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quarta-feira, setembro 30, 2015
O inimigo do meu inimigo meu amigo é
O PSD avisou o PCP de que estava a perder votos para António Costa. O PCP agradeceu a informação e intensificou os ataques o PS. A espúria coligação negativa cumpre a sua função.
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sábado, maio 30, 2015
Da série "Frases que impõem respeito" [921]

O PS garante as pensões já formadas, as pensões em pagamento, e garante o princípio da confiança, com a certeza que garantir aos pensionistas de hoje a confiança que continuarão a receber as suas pensões é também garantir aos pensionistas de amanhã que podem ter confiança num sistema que honra hoje as suas obrigações como honrará amanhã as obrigações que tiver para com eles", declarou o secretário-geral do PS, reforçando ainda garantias sobre o que fará o partido em relação ao sistema de pensões.
- António Costa, que reforçou a sua posição, acrescentando que «para o PS não há qualquer disponibilidade para, hoje ou amanhã, fazer qualquer tipo de compromisso que conduza ao corte de pensões proposto pelo Governo»
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sexta-feira, maio 29, 2015
A verdade contra cinco mentiras
• Augusto Santos Silva, A verdade contra cinco mentiras:
- «Qualquer observador/a minimamente atento/a já percebeu que a campanha da direita se vai basear no lançamento de falsidades sobre as propostas do PS e na criação de um clima de medo entre as pessoas. Deixo aqui um pequeno contributo para a desmontagem de tais falsidades. Indicarei cinco argumentos repetidos até à exaustão contra o PS e António Costa, que têm em comum faltarem à verdade dos factos.
Primeiro argumento: o PS não pode voltar ao Governo porque o PS é o responsável pela troica e o programa de ajustamento.
Falso: quem obrigou o país a recorrer ao resgate foi a coligação negativa de todas as forças políticas então na Oposição que chumbaram em março de 2011, no Parlamento, a alternativa que o Governo do PS tinha negociado com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu. Essas forças chamam-se: PSD, CDS, PCP e BE. Foram elas que chamaram a troica.
Segundo argumento: o Governo Passos Coelho-Paulo Portas fez o que fez, porque tinha de cumprir o Memorando de Entendimento assinado pelo Governo anterior com a troica; não havia alternativa à política que foi seguida.
Falso: havia desde logo a alternativa de cumprir esse mesmo Memorando! O Memorando não previa nem obrigava a cortes adicionais de salários e pensões, nem ao aumento do IRS, nem à subida do IVA para a restauração. Foi o Governo PSD-CDS que forçou esses cortes, “indo além da troica”. Por outro lado, o Memorando previa medidas que o Governo da direita se recusou a cumprir: por exemplo, intensificar a criação das Unidades de Saúde Familiar e implementar o Mapa Judiciário aprovado pelo PS.
Terceiro argumento: o programa de ajustamento foi duro (a terapêutica causou dor), mas produziu resultados (o “doente” ficou melhor).
Falso: Portugal ficou pior. Ficou pior a dívida pública, que subiu em mais de um terço, em relação ao PIB. Ficou pior a economia, que caiu mais de 5%. Ficou pior o emprego, tendo-se perdido mais de 400 mil postos de trabalho. Ficou pior o desemprego, cuja taxa subiu até aos 14%. Ficou pior a pobreza, designadamente entre as crianças e os jovens. Ficaram pior as desigualdades, tendo aumentado o fosso entre os rendimentos dos mais ricos e os dos mais pobres. Ficou pior a proteção social aos mais desfavorecidos. Ficou pior o rendimento disponível para as famílias. Ficaram piores os cuidados de saúde. O investimento recuou 30 anos e a emigração voltou aos níveis da década de 60.
Quarto argumento, que é variante do terceiro face à demonstração da sua falsidade: a sociedade perdeu, mas houve elementos económico-financeiros que melhoraram por responsabilidade do Governo.
Falso: os elementos que melhoraram, no plano financeiro, foram o valor dos juros e a acessibilidade aos mercados de dívida pública. Eles resultam da nova política do BCE, exatamente aquela contra a qual se pronunciou Passos Coelho. No plano económico, nenhum dos fatores do, aliás tímido, crescimento de 2014 e 2015, se deve ao Governo: no plano externo, o crescimento da Zona Euro, a desvalorização do euro e a descida do preço do petróleo; no plano interno, a minoração dos cortes nos salários e pensões imposta pelo Tribunal Constitucional.
Quinto e último argumento: o Governo vincula-se à política de austeridade, mas ao menos tem as contas feitas; ao passo que o PS quer deitar para trás a austeridade mas não apresenta os custos das medidas que propõe.
Falso: é exatamente ao contrário. Os compromissos do PS estão quantificados e o Cenário Macroeconómico que serve de referência ao seu Programa de Governo mostra precisamente como se enquadram na evolução financeira e orçamental antecipada para 2015-2019. Quem se comprometeu com 600 milhões de cortes nas pensões e não quer dizer como é que tencionaria obtê-los é o Governo!
Caras e caros leitores: só há uma maneira de derrotar a mentira: é desmascará-la com a verdade dos factos.»
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quinta-feira, maio 28, 2015
Que grande mentiroso que este me saiu!
- «Temos tido nos últimos dias um grande debate à volta da questão das pensões: enfim, a ministra das Finanças alvitrou a hipótese de se poderem cortar ainda pensões, o PS reagiu, também não explicou como é que iria fazer cumprir o documento que aprovou e que foi entregue na União Europeia sobre a estratégia para os próximos anos.»
- Bernardino Soares, ontem no Frente a Frente da SIC Notícias (a partir dos 2:55)
Esta passagem do «minuto prévio» de Bernardino Soares no Frente a Frente da SIC Notícias é elucidativa a vários títulos:
- • O dirigente do PCP mente quando diz que o PS aprovou o Programa de Estabilidade 2015-2019 enviado para Bruxelas, uma vez que o documento nem sequer foi submetido a votação na Assembleia da República;
• O dirigente do PCP diminui a gravidade da decisão do Governo de fazer um corte de 600 milhões de euros nas pensões em pagamento, quando transforma uma medida já comunicada a Bruxelas num mero «alvitre» da ministra das Finanças;
• O dirigente do PCP finge ignorar que o PS, designadamente pela voz do seu secretário-geral, já recusou o corte de 600 milhões de euros nas pensões em pagamento.
A coligação negativa não foi desfeita com o desembarque da troika.
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sábado, maio 23, 2015
A narrativa e as propostas
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quarta-feira, abril 22, 2015
Variações sobre o pensamento único

- «Pena que Mariana Mortágua tenha caído na armadilha da Direita.
Segundo a Lusa, a deputada do BE Mariana Mortágua classificou hoje o cenário macroeconómico do PS de "irrealista", nestes termos: "Parece-nos irrealista, do ponto de vista do PS, apresentar um cenário em que diz acabar com a austeridade e, ao mesmo tempo, cumpre à letra e à risca as determinações de austeridade da União Europeia (UE). Nós acabamos com a austeridade, mas conseguimos ter saldos orçamentais positivos e reduzir a dívida na proporção que a UE nos exige. Isto, em si, é a quadratura do círculo e é o que torna este documento irrealista", afirmou a deputada na Assembleia da República.
Tenho imensa pena que a Mariana Mortágua, que não conheço pessoalmente mas da qual tenho a melhor impressão, tenha caído na armadilha da Direita. A tese da Direita sempre foi: se querem Europa, têm de engolir o empobrecimento. Infelizmente, a Mariana Mortágua não encontrou melhor maneira de tentar reagir ao Relatório dos Economistas ao PS do que fazer coro com a Direita, fazer coro com a tese central do "pensamento único": ou se submetem ou saem da UE (ou, pelo menos, do euro).
Pois, o PS não engole o pensamento único. Vamos ficar na Europa e vamos acabar com a austeridade e o empobrecimento. E faço um apelo à Esquerda para que encontre uma linha de debate que não ressuscite a coligação negativa, com a esquerda da esquerda a fazer o mesmo discurso da Direita.»
- Porfírio Silva, no Facebook
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