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sábado, agosto 02, 2014

A passear na praia como se não fosse nada com ele

Perante a maior crise que abala o sistema financeiro nacional, e que tende a infectar irreversivelmente o tecido económico, o alegado primeiro-ministro chamou as televisões à Manta Rota para o verem a cirandar descontraidamente pela praia. Com aquele ar de quem foi ver a bola, Passos Coelho procurou passar a ideia de que não tem nada a ver com o desastre do BES.

Tem, porque é, para todos os efeitos, o primeiro-ministro.

Tem, porque é o Governo que vai nacionalizar o BES, sob proposta do governador do Banco de Portugal, depois de ambos — Pedro e Carlos — terem jurado a pés juntos que isso não aconteceria.

Tem, porque isto é também o resultado da política de «ir além da troika».

Tem, porque, a manter-se a política austeritária que atirou o país contra a parede, não é possível a recuperação do poder de compra dos cidadãos e, em consequência, da economia nacional.

ADENDA — Constança Cunha e Sá: Passos «vai ter que descalçar a bota e explicar» ajuda ao BES.