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sexta-feira, abril 25, 2014

Quarenta anos depois — Desenvolvimento da rede viária e combate à sinistralidade

INE, 25 de abril: 40 anos de estatísticas

Em 1977, existiam em Portugal apenas 74 quilómetros de auto-estrada. Até ao ano de 2012, a rede de auto-estradas prolongou a sua extensão até aos 2.988 km, conhecendo um acréscimo substancial entre 1997 e 2006 e, mais recentemente, em 2012. A proporção de auto-estradas no total de estradas registou sempre um acréscimo, com excepção do período 2008-2010 em que se manteve praticamente estável e do ano 2011, que registou um ligeiro decréscimo.

INE, 25 de abril: 40 anos de estatísticas

O número de acidentes de viação com vítimas conheceu alguma oscilação podendo ser analisado em dois períodos distintos:
    • Um período inicial entre 1970 e 1992, ano em que atingiu o seu valor máximo (50.851 ocorrências), havendo ainda a salientar um pico entre 1985 e 1992;
    • Uma segunda fase tendencialmente de decréscimo até 2012, embora ainda sem atingir os valores de 1970.

A gravidade dos acidentes de viação apenas aumentou em seis dos 43 anos em análise. No entanto, o aumento registado em 2010 deveu-se em grande medida à alteração no método de cálculo deste indicador, que alargou para 30 dias após a data do acidente de viação o período de contabilização de vítimas mortais.

Em 1970, cada 100 acidentes com vítimas resultaram em 6,3 vítimas mortais, o que compara com 2,4 vítimas mortais por cada 100 acidentes com vítimas em 2012.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

A ver navios

• Pedro Silva Pereira, A ver navios:
    ‘Enquanto se prolonga o impasse na construção da ligação ferroviária para mercadorias projectada para ligar o Porto de Sines ao resto da Europa, prossegue a contagem decrescente para o fim das obras de alargamento do Canal do Panamá, que terminam já em 2015. Por este andar, a economia portuguesa e o Porto de Sines correm o risco de ficar a ver navios.

    Como todos reconhecem, o alargamento do Canal do Panamá constitui uma oportunidade extraordinária para a nossa economia, sendo que o Porto de Sines reúne condições excelentes para tirar partido da sua localização privilegiada e atrair o tráfego dos grandes navios porta-contentores. Para isso, todavia, Sines precisa de ver assegurada uma ligação ferroviária que garanta o acesso expedito das suas mercadorias a Madrid e ao resto da Europa. Isto significa que é imperioso - como reconhece o próprio grupo de trabalho governamental nomeado para estudar os investimentos prioritários - relançar o projecto de construção do troço ferroviário Évora-Caia-Badajoz, que o actual Governo erradamente mandou suspender já lá vão mais de dois anos. Só que o tempo passa e, apesar de muita conversa, nada acontece.

    Em Outubro do ano passado, recorde-se, o primeiro-ministro, de visita ao Panamá, não tinha sequer um calendário para anunciar: "Não tenho nesta altura ainda uma data fixa para a poder anunciar. O que posso dizer é que estamos a fazer tudo para que não haja um grande desfasamento (sic) entre a oportunidade que se abre aqui (com o alargamento do Canal do Panamá) até meio, fim de 2015, e as obras do lado de Sines, que permitirão levar a ligação (ferroviária) de Sines até à fronteira espanhola" (Diário Económico, 18-10-13).

    Sucede que esta semana, finalmente, tivemos notícias sobre a verdadeira dimensão do "desfasamento" admitido pelo primeiro-ministro. Em declarações ao jornal Público, o presidente da REFER, Rui Loureiro, revelou que apenas espera "poder começar" as obras em 2017, pelo que a ligação ferroviária só estará pronta, na melhor das hipóteses, lá para 2019. Ou seja: com os seus erros e adiamentos, o Governo vai falhar por quatro anos (!) a conclusão de uma infra-estrutura de evidente interesse nacional para tirar pleno partido do alargamento do Canal do Panamá. Entretanto, a economia espera. E o País desespera.’

segunda-feira, junho 17, 2013

quarta-feira, junho 05, 2013

Que governador do Banco de Portugal é este? (2)

Ontem, na audição no parlamento, o governador do Banco de Portugal disse que o crédito externo tinha sido mal aplicado — em projectos sem retorno financeiro. Inconscientemente, o governador do Banco de Portugal fez mea culpa.

Carlos Costa é mais conhecido por ter sido chefe de gabinete de João de Deus Pinheiro, o comissário europeu com o pelouro do golfe. Mas é menos conhecida a fase em que foi administrador do BEI (depois da fase dos tacos). E foi como responsável do BEI, um dos principais financiadores (e avalizadores) dos tais investimentos ruinosos, que Carlos Costa admitiu toda a sua incompetência.

Os portugueses não serão tão impiedosos quanto o governador foi em relação ao seu passado. Eles sabem que, apesar da propaganda, o investimento público — ao contrário do privado — não foi o desastre de que tanto se fala. A saúde, a educação, as infra-estruturas, as energias renováveis, etc. estão aí para o provar. E o que deixará às "gerações vindouras" este governo moribundo que Carlos Costa tanto defende, a ponto de não se envergonhar de tentar mostrar uma “realidade” que só existe na sua cabeça (e na de Gaspar, naturalmente)?

“O Governo a pôr-se na boca do lobo sem consciência dos problemas que pode causar”


Excelente entrevista de Francisco Nunes Correia, antigo ministro do Ambiente e pai do Plano Nacional de Política do Ambiente, hoje à Antena 1, sobre o retrocesso na área do ambiente e a ligeireza da decisão de construir um terminal de contentores na Trafaria. A merecer ser ouvida.

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Sugestão de leitura: Terminal de Contentores da Trafaria: Um Frete aos Lobis do Aço.

sexta-feira, maio 31, 2013

Ponto de situação sobre as “obras faraónicas”


Depois das “obras faraónicas”, que não chegaram a ser feitas, mas foram responsáveis pela bancarrota do país, vamos ter as mesmas obras — mas mais caras.

quarta-feira, maio 29, 2013

TGV: a rábula do Marcelo Álvaro



O Álvaro reuniu-se com Ana Pastor, ministra espanhola do Fomento, para anunciar a construção do TGV, de modo a que a Península Ibérica deixe de ser "uma ilha no transporte ferroviário". José Sócrates analisa as sucessivas cambalhotas que o Governo tem dado em relação ao TGV (para já não falar nas guinadas com que a direita nos vem presenteando desde o Governo Barroso/Portas).

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Alguém pode também fazer chegar a Gaspar este artigo da subdirectora-geral do FMI?


No dia em que a troika aterra em Lisboa, o FMI mantém em destaque no seu site um artigo da sua subdirectora-geral Nemat Shafik, no qual esta dirigente defende que a União Europeia deve apostar no crescimento, em particular para enfrentar o problema do desemprego, empenhando-se em investimentos em infra-estruturas e na educação para melhorar a competitividade.

Vítor Gaspar vai ignorar esta posição de Nemat Shafik, tal como não deu sinais de ter aproveitado o que disseram, não há muito tempo, a directora-geral e o economista-chefe do FMI sobre os efeitos da austeridade?