Mostrar mensagens com a etiqueta Homossexualidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Homossexualidade. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 08, 2015

Sangue homo é melhor

• Fernanda Câncio, Sangue homo é melhor:
    «(…) Sejamos claros: as decisões em matéria de sangue devem ser científicas e não ideológicas. Não faz sentido ser o Parlamento a ditá-las, ou transformá-las numa batalha pelos direitos dos homossexuais, mas também não podem continuar a fundar-se na moral conservadora. Porque a segurança do sangue, como a individual, depende acima de tudo da autoperceção do risco e da consciência do dador: quanto menos julgamentos discriminatórios incidirem sobre ele, menos tendência terá para mentir; quanto mais claro e pedagógico for o inquérito quanto ao que são comportamentos de risco, menos hipóteses haverá de casos como o dos camionistas. Se é mesmo a segurança do sangue que nos preocupa, deveríamos estar todos empenhados em que ninguém se considere livre de perigo, ou de o causar, por não fazer parte de "grupos". Sendo certo que, por ironia, se há "grupo" cujo sangue é seguro é o das mulheres homossexuais. Às tantas, só elas deviam poder doar.»

quarta-feira, janeiro 21, 2015

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Eles não se detêm perante a lei…

1. O Tribunal Constitucional decidiu não verificada a constitucionalidade e a legalidade do referendo proposto na Resolução nº 6-A/2014, da Assembleia da República, sobre a co-adopção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo e a adopção por casais do mesmo sexo, casados ou unidos de facto, uma vez mais através de votações expressivas: 13-0 em relação à inconstitucionalidade de juntar a adopção com co-adopção; 11-2 em relação à inconstitucionalidade por não ser permitido o voto aos emigrantes. Hugo Soares, o testa-de-ferro de Passos Coelho para esta matéria, já veio dar a entender que o PSD não deixa cair o referendo.

2. As 85 obras de Miró que pertenciam ao BPN voltarão a leilão em Junho, anunciou hoje a leiloeira Christie's. O Governo continua sem esclarecer como é que as obras saíram do país, tendo em conta que não foram cumpridas as formalidades legais.

sábado, fevereiro 08, 2014

Retrato

    “D. Manuel Clemente defende que direitos das minorias devem ser referendados”.

O patriarca inteligente.

sábado, fevereiro 01, 2014

Tenham medo. Muito medo!


• Nuno Saraiva, Tenham medo. Muito medo!:
    ‘Incrédulo com a afirmação de que "todos os direitos das pessoas podem ser referendados", vista de fugida na televisão, não resisti ao desabafo instantâneo, através do Facebook. Instintivamente, escrevi: "O direito à justiça, o direito à saúde, o direito à educação, o direito ao trabalho e a um salário digno, o direito à não discriminação sexual, racial, política, religiosa ou qualquer outra. Isto para não falar no direito à vida. Tudo é, portanto, referendável e, por consequência, alienável." E acrescentei, a concluir: "Definitivamente, a imbecilidade não tem limites."

    (…)

    Talvez se questionem sobre a razão que me leva a "perder cinco minutos" a escrever sobre esta figura aparentemente menor. Hugo Soares, desenganem-se, não é personagem de somenos. Tem já, desde logo, o poder de legislar. Num tempo em que cada vez mais o acesso à política parece reservado e circunscrito a quem faz carreira a partir das juventudes partidárias - vejam-se os casos do atual primeiro-ministro e do líder do maior partido da oposição - determinará a ordem natural das coisas que, um dia destes, o dr. Hugo Soares possa ascender a um lugar de maior peso e relevância. E, à luz do pensamento que até agora lhe conhecemos, será esse o momento para termos medo. Muito medo.’

quinta-feira, janeiro 30, 2014

"Todos os direitos das pessoas podem ser referendados"


• Ferreira Fernandes, Povo: as mulheres podem conduzir? :
    “(…) É verdade, porém, que com a aberração de deputados como H.S., a Constituição não está livre de ser alterada, contra coxos e etc. Por isso é necessário tratá-la, à aberração, como fez a deputada Isabel Moreira, que também estava no debate televisivo. Acabou H.S. de dizer a enormidade e ela escreveu numa folha, soletrando o que ele dissera: "Todos os direitos das pessoas podem ser referendados." Isabel Moreira soletrou baixinho que é como se humilham as enormidades.”

terça-feira, janeiro 28, 2014

Cavaco chuta para o Tribunal Constitucional

O Presidente da República decidiu enviar a proposta de referendo sobre a co-adopção e a adopção por casais homossexuais para o Tribunal Constitucional. Ouça-se na TSF o comentário do constitucionalista Reis Novais.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Referendo condenado

Passos Coelho ao jornal i

• Fernanda Câncio, Referendo condenado:
    ‘Não é a primeira decisão de tribunais europeus a tornar claro que, como o TEDH [Tribunal Europeu dos Direitos Humanos] disse em 2002 a propósito destes temas, "os Estados não têm carta-branca para exercer poder arbitrário". Uma advertência que deve ser dificilmente compreensível a uma maioria que se especializou na arbitrariedade, no desrespeito pela Constituição e no insulto ao Tribunal Constitucional, e que só ajoelha perante as decisões europeias que mandem reduzir défice e aumentar austeridade. Mas não nos equivoquemos: o primeiro-ministro que em 2010 dizia achar que a proibição de adoção para casais homossexuais é inconstitucional pode estar-se nas tintas para os princípios, não ter uma pinga de vergonha e achar incompreensível a noção de direitos fundamentais e decisões neles baseadas, mas não quer um referendo. Só quer empatar e poder dizer aos integristas conservadores cujo apoio deseja que fez tudo o que estava ao seu alcance. E, brinde, passar a batata quente a Cavaco.’

quarta-feira, janeiro 22, 2014

Da série "Frases que impõem respeito" [835]

    Nós temos o Presidente da República em funções. Ainda ontem condecorou o jogador Cristiano Ronaldo com um discurso de grande patriotismo e com grande ênfase. Eu até estava a ver e pensei: — Isto é que é de facto puxar pelos símbolos da Pátria. O que aconteceria se Portugal por acaso tivesse o Nobel da Literatura? Que discurso faria este homem se Portugal por acaso tivesse o Nobel da Literatura?
      Augusto Santos Silva, no comentário das terças-feiras na TVI24 (vídeo), em que falou da destruição do ensino levada a cabo por Nuno Crato (e dos seus efeitos no tecido económico), das marcelices e do referendo

sábado, janeiro 18, 2014

"This man is a dangerous man.
He lies while looking at you in the eye"¹

Hoje no DN

Estávamos em 2010. Passos Coelho enganou tudo e (quase) todos. Ana Sá Lopes, por exemplo, não poderia ter escrito um artigo mais laudatório: “A mudança radical que ocorreu no PSD há uma semana tem passado despercebida. Pela primeira vez na sua história, o partido social-democrata elegeu um líder não católico que defende, por exemplo, a adopção por casais homossexuais (…).” E, extasiada, interroga-se: “as opções pessoais do novo líder contagiarão um partido que ao longo da sua história tem alinhado com as ideias mais conservadoras nos costumes?”

Uns dias antes, a mesma jornalista havia entrevistado Passos Coelho, que preparava, com o terrível Ângelo e o facilitador Dr. Relvas, o assalto à São Caetano. O título que Ana Sá Lopes escolheu para a entrevista² não poderia ter sido mais premonitório: “Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?” Eis um extracto dessa entrevista:


Foi este mesmo Passos Coelho que agora impôs a aprovação do referendo. E não se limitou a dar luz verde aos sectores mais ultramontanos do PSD: hoje, o Expresso relata que “Passos Coelho incentivou a ideia de um referendo à coadoção mal a lei foi aprovada no Parlamento em maio.” O último passo da operação ocorreu na véspera da votação da resolução, quando o testa-de-ferro da JSD esteve reunido com o alegado primeiro-ministro em São Bento, onde foi “devidamente instruído”. O que o Expresso refere coincide, de resto, com o que consta do DN.

Mas, hoje, Passos Coelho olhou para as câmeras de televisão com um ar impávido e disse que não deu qualquer indicação sobre referendo à co-adopção. Souness bem poderia estar a pensar em Passos Coelho quando se referiu a Vale e Azevedo.

________
¹ Graeme Souness, antigo treinador do Benfica, referindo-se a Vale e Azevedo [através de João Pinto e Castro].
² Partilhado pela Shyznogud.

O sequestro da Assembleia da República



Intervenção do deputado Pedro Delgado Alves

Um duplo exercício de cobardia política

Editorial do Público (partilhado por Nuno Oliveira)

sexta-feira, janeiro 17, 2014

Bullying político

Estas famílias vão ser referendadas
(porque não as outras todas também, hein?)

Quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo uma delas responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adopção, pode o cônjuge ou o unido de facto, reunidos determinados requisitos, co-adoptar o referido menor.

O Projecto de Lei n.º 278/XII do PS — sobre a co-adopção por casais do mesmo sexo — foi aprovado na generalidade em 17 de Maio de 2013, sendo depois discutido na especialidade. Inopinadamente, o PSD decide interromper o processo legislativo e impor um referendo de matéria já aprovada na generalidade (vide artigo de Isabel Moreira).

É possível que esta iniciativa vise apenas desviar a atenção do novo pacote de austeridade que consta do Orçamento do Estado para 2014, cujos efeitos os pensionistas, os funcionários públicos e os outros trabalhadores começam este mês a sentir no bolso. Ou que seja uma manobra para agradar aos círculos mais reaccionários da sociedade portuguesa. Seja qual for a razão, este caso de bullying político, como o apelidou Isabel Moreira, revela que, em nenhuma circunstância, este PSD se conforma com as regras do Estado de direito. E muito menos se preocupa com “o superior interesse da criança”.

Referendar o horror

• Fernanda Câncio, Referendar o horror:
    ‘(…) Quem se habituou a pensar assim, quem gosta de pensar assim, prefere agarrar-se a essa ideia. É por esse motivo que de cada vez que se fala de coadoção em casais do mesmo sexo - a possibilidade de um dos cônjuges solicitar a um tribunal que lhe permita adotar o filho, biológico ou adotivo, do outro cônjuge, filho esse que vive com os dois, que é criado pelos dois e chama mãe ou pai aos dois (e que não pode ter mais nenhuma mãe ou pai reconhecido pela lei, porque se tiver a coadoção é interdita) - há quem fale de adoção por casais do mesmo sexo. Conduzir o debate para a possibilidade de adotar, em conjunto, uma criança disponível para tal e até aí sem laços com o casal permite dizer coisas como "as crianças devem ter direito a um pai e a uma mãe"; "a adoção não é um direito dos adultos, é um direito das crianças"; "não sabemos o efeito numa criança de ser criada por dois pais e duas mães, por isso é melhor não arriscar" - etc. Sobretudo, permite fingir que se está a pôr acima de tudo a preocupação com as crianças, quando a intenção é a contrária.

    Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir".

    Entendamo-nos: as crianças em causa na lei da coadoção nunca vão ter "um pai e uma mãe". Têm duas mães ou dois pais e tê-los-ão sempre - quer a lei lhos reconheça ou não. Não está em causa decidir com quem essas crianças vivem, quem vai educá-las e amá-las e quem elas vão amar. Essa decisão não nos pertence. A nossa opção é entre aceitar e proteger essas famílias ou rejeitá-las e persegui-las. Entre dizer a essas crianças "a tua família é tão boa como as outras" ou "a tua família não presta". Referende-se então isso: "Tem tanto horror aos homossexuais que deseja que a sociedade portuguesa decida em referendo discriminar os filhos deles ou acha que a lei portuguesa deve deixar, o mais depressa possível, de fingir que essas crianças não existem e o Parlamento lhes deve garantir os direitos que lhes faltam?"’

quarta-feira, dezembro 25, 2013

A segunda condenação de Turing e de mais 50 mil


Parece que o logótipo da Apple recorda a forma como Alan Turing se suicidou. Teve muita sorte: Isabel II concedeu-lhe, cerca de 60 anos após a sua morte, o perdão porque era um “homem excepcional”. Há outros 50 mil no Reino Unido que não foram homens excepcionais.

domingo, junho 23, 2013

Propaganda "gay"

• Fernanda Palma, Propaganda "gay":
    ‘Vários Estados-membros do Conselho da Europa – incluindo a Moldávia, a Rússia e a Ucrânia – aprovaram ou pretendem aprovar leis que proíbem a "propaganda da homossexualidade". Porém, a Comissão Europeia para a Democracia através do Direito ("Comissão de Veneza") considerou que esta proibição polémica viola a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

    Em que se baseou, afinal, a "Comissão de Veneza" para chegar a tal conclusão, coincidente, aliás, com algumas decisões que já tinham sido proferidas pelos próprios tribunais moldavos? Em síntese, este órgão do Conselho da Europa entendeu que a referida proibição é imprecisa, desproporcionada e discriminatória, contrariando os valores essenciais da Convenção.’

domingo, junho 02, 2013

Co-adopção

Vale a pena ver este depoimento do médico pediatra Mário Cordeiro.

quinta-feira, maio 23, 2013

“Não em prejuízo da criança, mas sempre em nome do seu interesse superior”

• Rui Pereira, Novas famílias:
    ‘Todas estas transformações demonstram que é exagerada, no mínimo, a ideia de que a sociedade portuguesa é irremediavelmente conservadora ou retrógrada em matéria de costumes. A tolerância faz parte do nosso património genético. Sofremos de uma espécie de ‘distúrbio bipolar benigno’: somos anticlericais mas religiosos; dizemos mal dos políticos mas confiamos na democracia; contamos anedotas de gosto duvidoso acerca das pessoas de outras ‘raças’ e etnias ou dos homossexuais mas ficamos revoltados com os comportamentos racistas ou homofóbicos.

    Depois da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a aprovação da lei que admite a co-adoção, pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo, de uma criança que é filha biológica ou adotiva do outro membro do casal (e desde que não haja um segundo vínculo de filiação relativo ao menor) constitui mais uma evidência desta natureza ‘timidamente’ progressista do Povo Português. No futuro, estou certo, será erradicado o último traço de discriminação que ainda subsiste. Não em prejuízo da criança, mas sempre em nome do seu interesse superior.’