sábado, abril 09, 2011

Nadador-salvador laranja



Não será exagero dizer que a ideia de Passos Coelho de privatizar a Caixa Geral de Depósitos (CGD) deixou a sociedade portuguesa em estado de choque. Tendo o líder do PSD ficado sem pé, pois nem sequer o CDS-PP defende a privatização da CGD, a secção laranja do DN viu-se obrigada a ir buscá-lo para uma zona em que houvesse pé.

Nada melhor para o efeito do que garantir em manchete que, em resultado do “plano de privatizações da Europa”, “o Estado deixará de ser único accionista”… da CGD. Ora as negociações com a EU e o FMI não tiveram início, pelo que não se entende como é que o DN pode assegurar tão categoricamente que isso será proposto pela comitiva UE/FMI que chegará na próxima semana.

Acresce que o próprio artigo do jornalista Luís Reis Ribeiro (na p. 4) não apresenta qualquer indicação de que haja alguém — para além de Passos Coelho — que aponte nisso sentido.

1 comentário :

rabino disse...

Não concordo com as privatizaçoes quando elas são uma receita para o Estado.Não concordo com a privatização da RTP, pois no meio da selva,serve de refugio para adultos e crianças. Não concordo com a privatização da Agua,o privado para poupar dinheiro não tem pudor em reduzir aos tratamentos,é um bem escasso que na mão dos privados pagamos caro. Em Barcelos a direita perdeu a autarquia que sempre lhe pertenceu por causa do preço da agua...Não concordo com a privatização da CGD,é um agente regulador e uma fonte certa de receita para o Estado, num pais pobre. Não concordo com a privatização dos transportes fundamentais,nas grandes cidades e muito menos os lucrativos. Temos que explicar a UE qual a realidade do Pais e dos patroes em Portugal.Aqui é quem mais foge aos impostos e obrigaçoes contratuais.A regulação não existe. Por ultimo a Galp nunca devia ter sido privatizada,mas na mão do Estado era uma dor de cabeça para os governantes quando o preço do crude aumentava.Esta foi uma realidade que custou caro a Guterres Lembram-se? O estado pagou uma parte depois a direita cobrou na campanha eleitoral os milhoes "desperdiçados"...