quarta-feira, julho 09, 2014

A troika como pé-de-cabra para virar do avesso o país

Hoje, percebe-se melhor por que o PSD de Passos Coelho chumbou o PEC 4 e, após ser Governo, fez questão de «ir além da troika», tendo alterado, em cada uma das 11 avaliações do programa de «assistência», o memorando de entendimento, com a austeridade sobre os portugueses a ter mais do dobro do peso inicialmente acordado.

A troika foi o pretexto externo de que a direita precisava para fazer implodir os entraves à desvalorização salarial, à compressão dos direitos sociais e à criação de um Estado (Social) mínimo.

É neste contexto que se deve observar a oposição frontal da Miss Swaps em relação à proposta do governo de Matteo Renzi de suavizar o Pacto de Estabilidade e Crescimento para impulsionar a recuperação económica. No momento em que se anunciam novos pacotes de austeridade para os próximos anos, o Governo coloca-se sem hesitações ao lado dos países que têm beneficiado com a disfuncional arquitectura do euro e contra os interesses dos países que têm sido prejudicados.

Perante (mais) esta posição do Governo, deixe-se de sustentar que as suas políticas são erradas. Com mais ou menos incompetência, esta é a estratégia que Passos Coelho & Paulo Portas estão a levar a cabo desde que tomaram posse: o empobrecimento crescente dos portugueses a par da concentração da riqueza em poucas mãos.

Neste sentido, a crise veio mesmo a calhar.

10 comentários :

Anónimo disse...

... tudo isso agora potenciado com a prespectiva de mais 5 anos à frente do país!
O desmantelamento vai ser total! Por isso o Tó Zé promete, promete, porque sabe que não vai chegar lá!

Anónimo disse...

Passos Coelho e Paulo Portas estão a cometer um crime contra Portugal. Isso não pode ser esquecido na hora certa. E ela há-de chegar.

Anónimo disse...

Jean Claude Juncker no debate do PE com João Ferreira
"Não fui eu que obriguei na Grécia e Portugal a baixar o salário mínimo nacional, bem pelo contrário. No Eurogrupo lutei contra essa redução, e fiquei muito surpreso por ver que outros países ditos pobres e que o são foram aqueles que exigiram que tal política fosse aplicada",

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4016989&page=2

Anónimo disse...

Esta Miss Swaps, don't mistake, em todo o lado onde andou, sempre exibiu um sentido feroz do poder e uma ética férrea do bom tacho. Nunca teve duvidas e raramente se engana. Sabe que a sua posição passada, presente e futura resulta apenas do apego à ortodoxia e do fanatismo primário com que a exerce. Não se pode afastar da cartilha pois fora dela nada sabe, nada pode fazer, não serve para nada.Tem o seu POSICIONAMENTO muito claro. Aliás saiu melhor do que a encomenda e foi muitíssimo subestimada pelo seu amante mais recente: o irrevogável Dr.Portas.
Há uma ano que o meteu no bolso. Desde então, quando estão juntos nas visitas de estado e nas conferencias de imprensa, diz para consigo prazenteira: É SÓ RIR!!!

Anónimo disse...

Além de mal vestida, MISS SWAPS está a ficar com cara de pé de cabra

Anónimo disse...

FYI:
http://www.eurointelligence.com/news-details/article/bruno-macaes-reinvents-the-wheel.html?no_cache=1

comentario a este artigo:
http://www.voxeu.org/article/ever-closer-union
em que o autor não desmarca a sua opinião da instituição que representa

Anónimo disse...

É preciso consolidar o muito que já conseguimos. Não podemos deitar a perder todo o esforço de consolidação que temos levado a bom porto, pois se temos boas notícias para dar hoje aos portugueses (a economia está salva e adaptada/redimensionada/ajustada tendo em conta as nossas possibilidades), facilitismos neste momento deitariam a perder tantos sacrifícios.
Os sacrifícios salvaram-nos, redimiram-nos dos nossos excessos, mas é preciso continuar um caminho orçamental de rigor, boas contas e cumprimento incondicional dos compromissos assinados pelo governo anterior, que assumimos numa das fases mais difíceis da Nação.
Não basta fazer sacrifícios: é preciso dar-lhes sentido. Esta fase está cumprida com sucesso, graças ao esforço dos Portugueses em conjunto com a boa governação.
A próxima fase será consolidar todo este esforço de saneamento para que nunca mais sejamos sujeitos à humilhação de pedir ajuda aos nossos credores, que hoje já nos olham como Povo cumpridor.
Deitar isso a perder, com facilitismos eleitoralistas, seria meio caminho andado para que voltássemos a 2011 e ao delírio despesista socrático, sem pensar no País que deixaremos às futuras gerações.
Este é o momento de consolidar e recuperar a credibilidade. Prova disso é já a recuperação dos rendimentos dos Portugueses em 2015, só possível graças ao esforço patriótico deste Governo, acompanhado pela maioria dos Portugueses, que ficaram bem cientes das consequências de uma "governação" socialista, fundada no despesismo sem pensar nas consequentes obrigações (duras obrigações...), que depois têm de assumir a população e os governos de direita que, sina a deles, têm sempre a árdua tarefa de limpar a porcaria deixada pelos socialistas, repondo a honra dos compromissos e da boa gestão pública.
O país está salvo. Agora é preciso consolidar essa salvação, repondo, na medida das possibilidades, os rendimentos dos Portugueses.

Anónimo disse...

Olha, o Grupo BES já deitou tudo a perder! Vai ser o grande arrastão! e mais vale gritarmos já: agarra que é ladrão !

Anónimo disse...

De bom grado voltaria a 2011, caro anónimo das 03:00.
Nessa altura não estava desempregado por culpa exclusivamente das vossas imbecis politicas, e tinha boas perspectivas de continuar no mesmo negócio.
Entretanto, sabe o que aconteceu? O seu governo aconteceu.
Contar histórias de embalar é muito bonito mas este blog não é a disney nem os seus leitores são crianças de 4 anos, ok?
Vá pregar no deserto que aqui anda tudo de olhos abertos.

Angelina bailarina disse...


O comentador PATETA das 15h de ontem deve viver no «Cartoon Network», ou mais provavelmente no "Jim Jam", a dançar com o Barney e a beber cházinhos com a dinossaura Doroteia...

Ou, mais do que certo, é um amanuense borrado ao serviço do Relvas.