segunda-feira, julho 21, 2014

Avivar a memória de Portas


Paulo Portas afirmou, neste fim-de-semana, que «o CDS sempre contribuiu para a governabilidade do país nos tempos mais difíceis. Nas três vezes em que o fez, a casa estava a arder e era preciso arrumá-la». O que há de verdade nestas declarações do vice-pantomineiro? Confirma-se que o CDS esteve coligado com o PSD três vezes. Quanto ao mais, veja-se:

A primeira AD tinha um sonho: uma maioria, um governo e um presidente. Um tal Aníbal Cavaco e Silva (o e caiu mais tarde), que andava pelo Terreiro do Paço, decidiu colaborar na empreitada. Saiu no final de 1980, depois de devorar as divisas do Banco de Portugal. João Salgueiro, que lhe sucedeu no cargo de ministro das Finanças, teve de avisar Balsemão. A AD chegava ao fim. Coube ao governo do bloco central chamar o FMI.

A segunda coligação do CDS com o PSD fez-se já com o vice-pantomineiro no Governo, primeiro em parceria com Barroso, depois com Santana Lopes. Legou um défice de 6,8% (contas de Bagão Félix apresentadas num conselho de ministros em Évora), mais dois submarinos.

A terceira coligação do CDS com o PSD fez-se para chumbar o PEC IV e abrir as fronteiras à troika — estratégia para virar do avesso o regime democrático. Tudo o que se pode dizer é que só um farsante como Paulo Portas pode ter o desplante de falar de um país devastado como se nada tivesse acontecido nestes três últimos anos.

4 comentários :

Rosa disse...



Quando vejo Paulo Portas na TV mudo de canal ou tiro o som...

Ri Goleto disse...



Grandessíssimo bufão!

ESilva disse...

Já nem televisão tenho em casa para não o ouvir. Os seus discursos e as suas justificações enervam-me.

Paco disse...

Olvidou-se dizer que o CDS já esteve coligado com o ..............PS.

Um lapso, por certo.