quarta-feira, abril 15, 2015

Quando a justiça e política (não) se cruzam


    «1. Pelas citações que li nos jornais, creio que é justificada a decisão de arquivamento tomada pelo Ministério Público a propósito da conversa telefónica escutada entre o presidente da Relação de Lisboa e o ex-presidente do IRN.

    2. Nada do que li permitia, por si só, indiciar que houvesse, nessa conversa, manifestamente, outra coisa que não uma conversa privada entre pessoas que adoram salamaleques (o que, sendo ridículo, não é crime).

    3. Gostaria é que a mesma prudente sensatez guiasse procuradores e juízes, mesmo nos casos em que não têm de decidir sobre colegas, mas sim sobre estranhos ou mesmo pessoas sentidas como 'inimigas', como políticos desta ou daquela área.

    4. As escutas são um meio de investigação particularmente lesivo dos direitos fundamentais e a sua transcrição, publicitação e interpretação (sobretudo, se descontextualizadas) dão aso às maiores violações de regras básicas de administração da justiça.

    5. A escuta devia ser usada, comedida e controladamente, para obter informações que permitissem aos operadores judiciários competentes investigar factos. Não devia, ao contrário do que é a prática corrente entre nós, servir para (a) dispensar os operadores de investigações mais morosas, (b) 'fundamentar' apreciações que pouco têm de jurídico e muito de preconceito e senso comum, e (c) através de 'pingadelas' cirúrgicas, 'queimar' publicamente aqueles de quem não se gosta.»

14 comentários :

ignatz disse...

o santos silva esqueceu uma coisa importante, foi este juiz da relação que indeferiu o pedido de libertação do sócras baseado em provérbios de amizade e outras cenas pastoris e ainda nos brindou com a leitura do acordeão literário em tom de gozo na têvê à hora da janta.

Miguel Abrantes disse...

Caro ignatz:
Enquanto presidente do Tribunal da Relação, este juiz desembargador decidiu ler o comunicado sobre a decisão tomada, mas não foi ele o relator do acórdão (nem o «ajudante»).

Anónimo disse...

aqui só aparecem os comentários devidamente censurados pelos pe-esses porque se o psad-pp não presta, a verdade é que o costa é um bosta

Anónimo disse...

Santos Silva a tocar no ponto. As usual.

Joaquim Carreira Tapadinhas disse...

Este pessoal, ligado à política de interesses grupais, não pode mudar, porque a sua formatação social foi condicionada por acordos implícitos que estão para lá consciência individual. Sem um mínimo de dignidade,ataca-se um cidadão que tem todo o direito de querer lutar por valores sociais, cujo o grande palco pode ser a Presidência da República. O prof. Nóvoa é um cidadão com espinha dorsal mais aprumada que a maioria dos que o atacam em matilha.

Anónimo disse...

"Gostaria...devia...", o amigo Santos Silva é certeiro na análise e todos entendemos o que prentende atingir, só que com chapadinhas de luvas brancas n se combate a "pulhice" e o estado de guerra q a direita e o seu exercito instalado nas redacções estão a levar a cabo contra o PS, o estado de direito, a democracia e os interesses mais sagrados da pátria. É preciso muito mais que palavras macias! O tempo dos jogos florais...acabou! Ou então n vamos a lado nenhuma!

Anónimo disse...

O problema é , exactamente, o de estas criaturas se julgarem seres intocáveis porque ,não sendo eleitos, ninguém os pode remover dos cargos a não ser os próprios colegas que,contudo, corporativamente não o fazem. Espero que , um dia, alguém tenha coragem para mudar a 'ordem' das coisas.

Anónimo disse...

Caro Miguel este é mais um corrupto mesmo q vc me censure ele n o vai deixar de ser

ignatz disse...

abrantes, tem razão o neves não enrolou, mas fumou e inalou o espírito da coisa. o problema é que a justiça foi capturada pelos seus agentes, que por sua vez estão reféns de quem os promove e lhes paga o subsídio de isenção. depois há uns putos que ainda não perceberam bem como funciona e mandam umas bocas no facecoise para mostrar serviço.

Anónimo disse...

O anónimo das oito cinco n podia estar , mais certo a guerra q estes merdas fizeram ao povo português tem q ser travada com guerra custe o q custar senão estamos perdidos nas mas mãos destes pulhas corruptos e assassinos

Anónimo disse...

Lá que o meritíssimo tivesse prometido apoio pessoal , tudo bem. Os amigos são para as ocasiões. Oferecer apoio institucional é uma coisa muito diferente e aí alguém me está a tramar. Apoio institucionnal é algo muito feio e muito grave dito por um juiz a quem se exige independencia. Estão pagos por todos nós para isso.

Luís Aguiar disse...

Fácil de resolver em vez de usar transcrições usem a merda do audio para tirar "tons" a limpo em tribunal.

ignatz disse...

tamém podemos especular que o arquivamento das escutas ao vaz das neves foram a contrapartida para colar o presidente da relação ao indeferimento do habeas corpus do sócras.personagens, libretto, tempos e ritmos encaixam perfeitamente com a opereta.

Júlio de Matos disse...



Muito bem, sem dúvida!




Mas, atenção aos pormenores: "aso" escreve-se com "z" (azo).