quinta-feira, abril 27, 2006

Memo

É bom não esquecer que há magistrados nos órgãos da Liga de Futebol Profissional e na Federação Portuguesa de Futebol. E que alguns são convidados frequentes das comitivas de alguns clubes, quando estes se deslocam ao estrangeiro para disputar jogos para as competições europeias.

19 comentários :

Anónimo disse...

E isso quer dizer o quê?!
Que quem arquivou fez o jeito?!

É que não se percebe o sentido do post...

Anónimo disse...

Sempre o omnipresente e omnipotente futebol.

Anónimo disse...

Podemos dizer o mesmo relativamente a alguns políticos ou aqui ficaria mal...?

Anónimo disse...

à mulher de César não basta ser séria é preciso que também pareça...

Certo?

Anónimo disse...

Tipo os 30 ferrenhoa adeptos que faltaram a uma sessão parlamento para ir ver um jogo do Porto a Espanha...?

Ná... não tem interesse, não são juizes...embora lá aparecem nomes bem interessantes...

Anónimo disse...

O Conselho de Ministros renovou esta quinta-feira a nomeação de Vítor Constâncio para o cargo de Governador do Banco de Portugal e aprovou as Grandes Operações do Plano para 2007.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=199801&idselect=21&idCanal=21&p=200

Ao ponto a que "isto" chegou, caro "Miguel" - poderia falar com o seu patrão sobre o assunto (cartas abertas ou Prémiios do Dia dos reis é que não vale a pena)...

Anónimo disse...

Será que o Abrantes Mendes ganha a Presidencia do Sportem?

Quero com isto dizer, que os Juízes não possam execer uma actividade que não a sua. Que é lá isso.

Mas, depois de ver o "apito dourado", começar a ser arquivado, depois de andarem nas escutas telefonicas, depois de os levar a tribunal, com as restrições conhecidas, dão o caso como encerrado.

Fica mal, muto mal. Muitos Juízes devem pensar o mesmo.

Então que valeu as investigações?

Então o que valeu as restrições á liberdade individual dos envolvidos.

Então o que dizer? foi um mero teste, ou foi um ....

Anónimo disse...

O "chefe" do Ministerio Publico não é do Porto?

Então...

Anónimo disse...

E de onde é o "chefe" do Miguel?

Só porque uma das acusações caiu por terra não quer dizer que as outras não se mantenham.

Béu-béu...

Anónimo disse...

"São cinco os processos em que Pinto da Costa é arguido e que continuam por decidir nos DIAP do Porto e de Lisboa. Todos relacionados com certidões extraídas do Ministério Público de Gondomar no caso ‘Apito Dourado’, por tráfico de influências."

in
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=199722&idselect=12&idCanal=12&p=200

Anónimo disse...

O Ministério Público do Porto concluiu que não há matéria para formar acusação no processo relativo ao jogo FC Porto-E. Amadora do Campeonato de 2003/04. Pinto da Costa, Reinaldo Teles, os ex-árbitros António Garrido e Jacinto Paixão, os assistentes José Chilrito e Manual Quadrada e o empresário António Araújo estão ilibados de um caso extraído da investigação Apito Dourado.» (A Bola, 25/04/2006)

30 anos depois da instauração da democracia em Portugal, não tenho dúvidas em assumir que vivemos num país decadente, a viver uma grave crise de valores, onde grassa a impunidade dos poderosos e onde os mais fracos são diariamente aviltados na sua dignidade e decência. Mas isto parece deixar muita gente indiferente e muitos outros perfeitamente satisfeitos, a concluir por algumas análises feitas a este verdadeiro ultraje que constituiu o arquivamento deste caso...

Espero que daqui a uns anos, os que agora alegremente assobiam para o lado e deixam o país ser ajavardado por estes podres e corruptos da sociedade, não sejam de repente tomados por uma indignação absoluta, qaundo verificarem que os seus filhos não conseguem triunfar por mérito próprio e pela capacidade de trabalho, mas antes se vêem ultrapassados nos seus objectivos pessoais e profissionais para que tanto lutaram, por uns quantos medíocres instalados que vivem do compadrio e da protecção que vão conferindo uns aos outros.

Decisões como esta, mais não são do que o elogio da imoralidade e da desonestidade, afinal, o maior e mais belo exemplo para todos, um excelente utensílio para o desenvolvimento cívico e humano de todos nós.

Deixo aqui uma pergunta: será possível considerar, nem que seja ao de leve, que no processo dos alegados favores sexuais por parte de prostitutas à equipa de arbitragem liderada por Jacinto Paixão, após o jogo entre o FC Porto e o Estrela da Amadora de 2003/2004, envolvendo Pinto da Costa, Reinaldo Teles e o empresário António Araújo, não foi cometido um crime de corrupção desportiva punível segundo o Regulamento Disciplinar da Liga com a descida de divisão (no artigo 51.º, relativo a corrupção da equipa de arbitragem, pode ler-se que o clube infractor é punido com «baixa de divisão» e «multa de 50000 a 200000 euros»)?!!!...

Uma das vertentes fundamentais de um Estado de Direito reside na confiança que o cidadão deve ter em relação à justiça. Mas que justiça?...

Será possível ao procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, ter dúvidas sobre o julgamento a fazer, depois de ouvir o conteúdo de algumas das escutas feitas a Pinto da Costa, prometendo aos dirigentes madeirenses e ao empresário António Araújo, respectivamente, antes do jogo Nacional-Benfica e FC Porto-Amadora, «rebuçadinhos» para o AD (Augusto Duarte) e para o JP (Jacinto Paixão)?!!!...

Será possível ao procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, redigir um despacho de arquivamento onde afirma que «não se percebe o interesse do FC Porto em comprar o árbitro frente ao modesto Estrela da Amadora»?!!!... (O Jogo, 25/04/2006)

Será possível ao tal procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, Jorge Marques, afirmar que embora Pinto da Costa tenha sido informado do facto de António Araújo ter acedido a arranjar umas meninas a Paixão, no entanto, não ficou provado que tal pedido tenha sido interpretado pelo FC Porto ou pelo juiz de Évora e seus auxiliares como oferta ou contrapartida de favores de arbitragem?!!!!!!...

Será possível que Jorge Marques, o tal procurador do Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto, afirme que o interesse em vender o jogo por uma noite de animação não parece ser contraprestação que se equivalha?!!!...

Depois há uma aberrante omissão dos poderes públicos que reclamam punição e justiça, mas não a desejam para todos os criminosos e contraventores... Perante tantos e tantos anos de situações menos claras, sempre envolvendo os mesmos protagonistas, os poderes públicos actuam como se os poderes dos futebol fossem um mundo à parte da nossa sociedade.

Não temos respostas, mas isso não causa perturbação a ninguém. Centenas de horas de escutas telefónicas do processo, podem desembocar num vergonhoso vazio de responsabilidades, como o vazio das respostas às viagens da agência Cosmos de há uns anos atrás, ou dos "quinhentinhos" de Reinaldo Teles...

A lei é um embuste total quanto à sua aplicação, quando afirma na Constituição que «Todos os cidadãos (...) são iguais perante a lei» (Artigo 13.º - Princípio da igualdade).

Normalmente, o procedimento a adoptar com um cidadão comum acusado de um crime é o seguinte: é detido esteja onde estiver, é conduzido ao Tribunal e espera nos calabouços da Judiciária a sua vez de ser ouvido. Pinto da Costa foi notificado, apareceu quando quis, saiu para ir ver o Porto jogar contra o Beira-Mar e, por fim, ainda viu a caução inicial de 125 mil euros, determinada pela juiza instrutora do processo, Ana Cláudia Nogueira, transformar-se em 50 mil euros por decisão do Tribunal da Relação do Porto...

Estou cansado de tanto devassidão. Desacredita as instituições de Direito, reforça-se o disfarce dos infractores. Tudo se passa às claras, mas parece que nada é sancionável... Esta é, aliás, a provocação suprema dos corruptos, a sensação de impunidade...

Os criminosos pedem indemnizações, ressurgem do covil como arautos da lisura e da transparência e a turba portista agita-se em êxtase.

Quanto aos outros, os tais que queriam justiça, que desejavam o apuramento de responsabilidades, que depositavam esperança nos magistrados da nação como última salvaguarda da decência nacional, esses podem fazer as malas e fugir rapidamente deste antro, que se transforma, dia após dia, num corpo em avançado estado de decomposição.

Anónimo disse...

O MA, anonimamente e através do seu heterónimo mais famoso (o " Anônimo") acusa, aprecia as TODAS as provas, julga e condena...

Como dizia um amigo meu, o Lince, "Ó tempos - ó amores"...

Miguelices...

Anónimo disse...

A(S)prendinha (s) foram uma realidade.

Não foi para favorecer determinado jogo, Amadora.

pois não,ninguem paga favores anteriores.

Os favores podem ser indirectos e directos.

Ninguem paga favores directos

Ou sou eu que sou mentecapto e vejo as coisas ao contrarario

Anónimo disse...

Tanto se critica os Juizes e, afinal, o que o Miguel e os seus anônimos heteronóminos querem é, afinal, julgar...

Eu quero julgar, perdidamente,
este, aqule, ou outro...

Volta Florbela (Espanca para os SM...)

Anónimo disse...

post 01.26 AM

Caro anónimo, v/ disse exactamente aquilo que muitos pensam deste vergonhoso processo.
V/ não inventou nada, ainda hoje de madrugada vi e ouvi na TV uma análise com o mesmo sentido da sua só que menos detalhada.
Parabéns pelo post.

Anónimo disse...

Sou do povo e ignorante, embora me divirta imenso com estes comentários dos senhores doutores. E, entre muitas dúvidas tenho a seguinte; porque carga de água um magistrado entra no futebol, e um “ major” o acompanha? Então os Magistrados não eram aqueles senhores respeitáveis, guardiães da causa da Justiça, reservados e honestos, e os majores não eram aquilo do exército e das praças na parada?
Que caricato País este ,onde os licenciados em qualquer coisa são doutores, os técnicos passam a engenheiros, e os projectistas a arquitectos. E depois pedem respeito aos jovens e ficam escandalizados quando o Zé-povinho olha de revés, e goza de mansinho com tanta patetice. E se começassem a ter vergonha nessas caras.?

Anónimo disse...

Miguel Abrantes:
Devo dizer-lhe que sou magistrado e, por regra, estou em completamente desacordo consigo.
Mas, neste caso concreto, é verdade que é uma vergonha nacional os magistrados não se reservarem e não aceitarem lugares seja nos futebóis, seja na politiquice que, como é consabido, são, desculpem o termo, uma pocilga...

Anónimo disse...

Fora de ironias e picardias...

Neste post, tem toda a razão!
E não é só a imagem que está em causa...

Aquele amplexo.

Carlos Rodrigues Lima disse...

Ó Miguel, que bom assunto para se discutir. Para já não falar nos que pedem a um amigo de um amgigo para este falar com "o" amigo para arranjar bilhetes...enfim....

Um abraço

Carlos Lima

o-bem-amado.blogspot.com