domingo, Setembro 21, 2008

Que faz correr António Borges?




Depois de se conhecerem os efeitos devastadores do subprime, António Borges — que até trabalhou no Goldman Sachs, um banco de investimento que está na corda bamba — continuou a achar o crédito imobiliário de alto risco “uma das melhores inovações dos últimos anos”.

Agora, na sequência do descalabro da “economia de casino”, quando ninguém no PSD dá a cara pelo projecto de privatização da segurança social, com o qual fez tanto chinfrim há três anos, aí está o vice-presidente do PSD António Borges a defender a privatização das pensões, com um discurso trôpego que não resiste ao mais ínfimo confronto com a realidade.

Este homem é perigoso.

15 comentários :

Anónimo disse...

Mostrar serviço aos grupos financeiros é essencial para este desempregado previsivelmente de longa duração.

Anónimo disse...

Mostrar serviço aos grupos financeiros é essencial para este desempregado previsivelmente de longa duração.

Anónimo disse...

É um artista português.

aviador disse...

Miguel! por favor dobre a língua.
O senhor professor António Borges foi vice-presidente da Goldman & Sachs. Bem sei que vice-presidentes eram para aí uns 500.
( um por país para influenciar os governos e as forças vivas).

Bem dizia o outro que lhe chamava Goldman & Saques!

Anónimo disse...

A falta que "Vice-Presidente" faz!!!? Desde que ele saiu, até os negócios são geridos por um Director Executivo!! Os vice-presidentes já não são o que eram!! E até já pedem empréstimos!! O Borges a Presidente, (ou Director executivo) já!!!!!!
Goldman Sachs y Morgan Stanley se transformarán en bancos comerciales
El rótulo del banco de inversión Morgan Stanley es visto en Times Square, Nueva York, EEUU. - EFE O rótulo banco de investimento Morgan Stanley é visto na Times Square, Nova York, E.U.A.. - Reuters
Los dos últimos grandes bancos de inversión estadounidenses, Goldman Sachs y Morgan Stanley, cambiarán su modelo de negocio y se convertirán en entidades comerciales, tras ser aprobadas sus respectivas solicitudes por la Reserva Federal de Estados Unidos (Fed). Os dois últimos E.U. grandes bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley, vai mudar seu modelo de negócio e tornar-se entidades comerciais, a seu pedido seja aprovado pela U. S. Federal Reserve (Fed).

Según un comunicado emitido por el citado organismo esta madrugada, con esta transformación, ambas entidades pasarán a estar controladas por la Fed, y también podrán acceder a los fondos de emergencia de esta institución. Segundo um comunicado emitido por este organismo, esta manhã, com esta transformação, as duas entidades será controlada pelo Fed, e também ter acesso a fundos de emergência para esta instituição.
Autorización pertinente Autorização
Asimismo, la Fed autoriza a la Reserva Federal neoyorquina a extender el crédito a las filiales londinenses de Goldman Sachs, Morgan Stanley y Merril Lynch. Além disso, o Fed permite que o New York Federal Reserve para conceder crédito às filiais em Londres, Goldman Sachs, Morgan Stanley e Merrill Lynch.
"Creemos que bajo la supervisión de la Reserva Federal, Goldman será considerada como una institución aún más segura" "Nós acreditamos que, sob a supervisão do Federal Reserve, Goldman será considerada como uma instituição ainda mais segura"
Esta medida está condicionada a la obtención de la pertinente autorización de las autoridades de competencia estadounidenses, que tienen un periodo de cinco días para analizar la solicitud de Morgan Stanley y Goldman Sachs de convertirse en holdings bancarios. Esta medida está subordinado à obtenção da autorização pertinente as autoridades da concorrência norte-americanos, que têm cinco dias para examinar a aplicação do Morgan Stanley e Goldman Sachs para se tornar um banco explorações.
En palabras del consejero delegado de Goldman Sachs, Lloyd C. Nas palavras do diretor executivo do Goldman Sachs, Lloyd C. Blankfein, "creemos que bajo la supervisión de la Reserva Federal, Goldman será considerada como una institución aún más segura, con un balance excepcionalmente limpio y una mayor diversidad de fuentes de liquidez". Blankfein, "acreditamos que, sob a supervisão do Federal Reserve, Goldman será considerada como uma instituição ainda mais seguro, com um balanço extremamente limpos e com maior diversidade de fontes de liquidez."

penso, logo "respublica" (tb com boas relações por ai) disse...

Por falar em privatização da Segurança Social, o mentiroso do PM da licenciatura por fax já ordenou ao seu ministro que acabe com o fundo de capitalização da Segurança Social?

xico ribeiro disse...

Estes fulanos (paisanos) da direita vivem numa angustia permanente que os tira do sério.
Cospem em forma de perdigotos para o prato do vizinho e não respeitam ninguém.
Parcos de memoria, tomam uns ansioliticos para os por mais tranquilos, mas mesmo assim, aparecem a dizer umas palermices, sem convicção,fazendo crer que até dominam o verbo.Tudo isso não passo de uma ilusão que os leva aos excessos.

Ainda hoje no DN, um dos "gurus" DO LIBERALISMO TOTAL do ppd,JC NEVES,amnesio como todos estão sobre a crise do liberalismo economico/financeiro, disserta sobe Deus.Sempre este cavalheiro escreveu sobre economia e hoje confrontados com os graves problemas que se colocam, vem com artigo sobre religião. É o descaramento total. Uns sem vergonha.

Já este borges, uma iminencia parda e conselheiro particular da "nossa " avó, faz muito bem continuar no seu papel. Sempre que fala são mais uns votos para o PS.
Faz parte de um grupo de "iluminados" que tem contribuído para a desgraça deste País e das empresas por onde tem passado.

a. moura pinto disse...

Pensar é mesmo muito complicado...
Então o sistema de pensões da nossa Segurança Social, compreendendo o seu fundo de capitalização, está tb exposto à crise do sub-prime e quejandos?
E como se acabaria com o fundo de capitalização? Guardando as notas num cofre-forte?

trapaceiros disse...

ao, penso, logo.....

O fundo de capitalização é gerido pela S.Social e muito bem.

Outra coisa é a direita ter defendido e propos-to entragar as nossas contribuições aos fundos de pensões privados, os quais neste momento passam por situações de falencia.

Se na eventualidade dessa proposta ter sido aceite, hoje estava-mos tramados e não reconhecer que erraram é demonstrativo da falta de caracter que essa gente tem.

Face a isto, ou estão calados ou como o sr., logo, penso....só despejam bitaites inconsequentes, primando pelo arruaceirismo torpe e tropego.

Só não vê quem sofre de autismo cronico, o que é pena.

Mas quem vai dar o poder a tão misere gente que vive da trapaça para enganar os mais incautos?

a. moura pinto disse...

Quanto às explicações de Borges…
Verdade que os fundos de pensões têm um património específico, que lhes está afecto. Mas a sua gestão – compra e venda de activos a integrar o património – está ao cuidado de sociedades gestoras, em geral seguradoras. E estas são remuneradas em função do que resulta de tais operações. E a remuneração extra dos seus gestores dependem tb disso, numa óptica de curto prazo.
Ora, quem garante aos beneficiários desses fundos que não são penalizados por operações suicidas de quem dá mais importância ao curto prazo? Quem garante que entre os activos não estão produtos financeiros ligados, por exemplo, ao sub-prime? No fundo, que garantias existem de que a prudência que levou quase à falência a AIG não é a mesma que utilizou na gestão dos fundos de pensões?
Aliás, tudo indica que a intervenção governamental para salvar a AIG tem sobretudo a ver com os impactos da crise na desvalorização dos activos de tais fundos e, por arrastamento, nas pensões que era suposto garantirem.
Ora, a gestão pública, pela sua natureza, afasta ou reduz substancialmente o risco de tais aventuras e, por outro lado, vale mais a garantia do estado que a de um privado.

penso, logo "respublica" disse...

Compreendo que certos pintos de capoeira , xico espertos ou trapaceiros, não queiram perceber o que se escreve, comparando com o que disse o mentiroso no Comicio Americano de Guimarães. Talvez acreditem no Secretário de Estado. Entendam-se lá com o homem:

"O secretário de Estado da Segurança Social afirmou hoje que, até ao primeiro trimestre de 2008, o Governo irá contratualizar com privados mandatos de gestão de uma verba de 600 milhões de euros proveniente das reservas públicas.

Falando no final do Conselho de Ministros, Pedro Marques sublinhou que a contratualização de verbas do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) está prevista no programa do Governo, mas será feita com a "garantia de salvaguarda do interesse público".

"Começaremos a dar concretização este ano para que, durante o primeiro trimestre de 2008, esta medida se encontre em plena implementação", frisou o membro do Executivo, antes de indicar que se tratarão de "mandatos de gestão de uma verba da ordem dos 600 milhões de euros, montante que poderá ser entregue a um a ou mais entidades gestoras de fundos de pensões".

Na conferência de imprensa, o secretário de Estado da Segurança Social procurou dar garantias de "segurança" por parte das entidades privadas que irão gerir fundos, sublinhando que as gestoras escolhidas em concurso "terão a responsabilidade de gerir os fundos públicos de forma competitiva e de um modo que acrescente valor".

a. moura pinto disse...

Pensador...
Gente mal educada nem deveria ter resposta.
Mas veja se consegue o contrato de gestão. Que limites para os variados activos financeiros a integrar na gestão daqueles milhões. E, já agora, procure saber como se remunera quem gere tais fundos para saber se existem ou não riscos adicionais (gananciais).
Basta isto para o pôr a pensar sobre questões essenciais que, sobre o assunto, não trouxe qq notícia. Toda a gente sabia já que esse fundo é gerido por privados, mas com regras apertadas como ressalta da notícia. Chegou agora ao assunto a partir do PS do editorial do seu mentor? Chegou tarde, muito tarde.

Anónimo disse...

Ao "a. moura pinto": V.Exª fala bonito mas não me tranquiliza. Como escreveu, consiga o(s) contrato(s) em apreço e disponibilize-os para garantia do contraditório.

Isso é que eu consideraria serviço público !

Este artigo de opinião foi picado do JN e, por tal, o Abrantes não teve hipótese de eliminar o comentário.
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Milhares de militantes socialistas romperam em aplausos quando, no sábado, em Guimarães, Sócrates garantiu que não "permitirá que o valor das pensões dos portugueses seja jogado na bolsa e entregue aos caprichos dos mercados financeiros, como quer o PSD".

Até eu, que não sou militante socialista, aplaudi. Mas, porque sou um tipo céptico, lembrei-me de ir verificar onde é que, afinal, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) aplica o dinheiro da minha reforma.

E o que descobri no sítio da Segurança Social (http://www1.seg-social.pt/inst.asp?05.11.05) assustou-me. Saberá Sócrates que 20,67% das reservas do FEFSS (mais de 1 562 milhões de euros) se encontram aplicados em acções e "entregues aos caprichos dos mercados financeiros" e ao "jogo da bolsa"? E lembrar-se-á que o seu secretário de Estado da Segurança Social anunciou no ano passado que iria confiar outros 600 milhões à "gestão privada"?

Só espero que os não tenha confiado ao BCP e ao seu prudentíssimo fundo "Millennium Prudente", porque, se assim foi, parte deles acabou prudentemente na Lehman Brothers e já era…

JN 2008-09-22

Manuel António Pina
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a. moura pinto disse...

Ao anónimo que me interpela, colocando o nome entre aspas e me trata por excelência...
Apela ao contraditório com anónimos? Só faltava...
Mas sempre lhe digo que seria muito difícil evitar capitalizar um fundo sem entrar no mercado de acções. A percentagem que indica parece-me prudente face ao risco normalmente associado a tal segmento...
Depois, estamos perante a gestão - em regime de capitalização - de excedentes e de dotações excepcionais de um sistema que hoje vive exclusivamente da redistribuição, como imagino que saiba. Por isso, neste exacto contexto, o PM tem razão...
E doutro modo dito: se a sua pensão for garantida por um fundo privado, falido este, adeus pensão. No actual sistema da Segurança Social pública teremos que primeiramente nos defrontar com a falência do estado, para o resultado ser o mesmo: perda da pensão.
Em época de crise, ainda se pode esperar do estado o que resulte da sua função / obrigação de redistribuição, assim financiando o sistema da S Social. Se de tal crise resultar a falência do fundo, não conte com nada... a menos que o estado vá em seu socorro.

penso, logo "respublica" disse...

Mas a esta eminência que assina a. moura pinto custa-lhe assim tanto a perceber que é tão anónimo como outros? Pelos vistos, é dificil de perceber.
E é óbvio que esta conversa toda é para tentar ludibriar a mentira que o PM disse em Guimarães. Mas não vale a pena, é chover no molhado.

J. Maria Pincel (ex-anónimo)