sexta-feira, setembro 04, 2009

Leituras

• Pedro Adão e Silva, A estupidez não tem limites:
    O JORNAL NACIONAL da TVI não gostava de José Sócrates e o afecto era retribuído. A vantagem é que quem frequentava aquela hora já sabia ao que ia: não era possível ter um olhar neutro, até porque o que era oferecido não era um produto jornalístico, assente em factos e no contraditório. Mas essa é outra história, que tinha, aliás, a vantagem de ser clara. A três semanas de eleições, a decisão de pôr fim ao regresso anunciado de Manuela Moura Guedes aos ecrãs é uma decisão notável, que não se percebe a quem convém. Comercialmente não faz sentido que a Media Capital abdique de um programa líder de audiências e politicamente Sócrates sai prejudicado pela percepção de que afinal há "asfixia democrática". Mas, convenhamos, uma televisão privada é uma empresa, em que também há relações hierárquicas. Ora o que poderá uma administração fazer quando uma funcionária se entretém a conceder declarações à imprensa que colocam manifestamente em causa a autonomia das decisões da administração? Pois foi isso que fez Moura Guedes ao dizer, textualmente, que "só se fosse alguém muito estúpido" é que a tirava do ar. Entre fingir que não ouviram ou agir em conformidade face a uma chantagem, a administração agiu. É, no mínimo, estúpido e inoportuno.
• Rogério da Costa Pereira, Isto é tudo muito requintado:
    (…) a questão fulcral é a de saber quais as razões que levaram a administração da TVI a tomar esta decisão a três semanas das eleições – exactamente agora, quando essa decisão só pode penalizar o PS e Sócrates.

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