- • João Pinto e Castro, Ponto de viragem na crise do euro:
‘A ideia que está a ganhar adeptos consiste em criar um esquema permanente de auxílio aos países em dificuldades que, sem dramas nem sobressaltos, elimine de uma vez por todas as dúvidas quanto à possibilidade real de eles virem a satisfazer os seus compromissos financeiros futuros.
A solução passa por reestruturar o EFSF reforçando a sua capacidade e o seu âmbito de intervenção. Por vias ínvias acabaremos, afinal, por ter o BCE a financiar directamente os estados e euro-obrigações canalizando recursos a taxas razoáveis para quem deles necessita.
Resta só o problema de inventar para os bois designações eufemísticas que não choquem a mentalidade obtusa da Srª Merkel e do seu gabinete: a criatividade semântica ao estilo latino ao serviço da obsessiva lógica germânica revela-se mais uma vez a metodologia pan-europeia adequada para fomentar a convergência de visões políticas nacionais conflituantes. Quem diria?
Vamos então deixar trabalhar tranquilamente os assessores da Comissão Europeia, e daqui a dois meses estará pronto um texto que nos nossos países periféricos seria alinhavado em 48 horas.’
• f., a campanha nhurra:
‘(…) a primeira pessoa a denunciar publicamente a conspiração presidencial foi francisco louçã, numa entrevista à sic -- daquelas muito saloias que a raquel alexandra fez com cada um dos líderes. ainda antes de o dn publicar o mail que desvenda a história, louçã disse qualquer coisa como 'toda a gente sabe que foi fernando lima'. ninguém pegou no assunto. quanto ao que sucedeu depois, tens razão: tinha de ter havido pelo menos exigência de uma comissão de inquérito (mesmo se a constituição é, parece, omissa sobre essa hipótese no caso de o objecto ser o presidente) e o assunto não podia ter caído na espécie de esquecimento/normalidade em que repousa hoje.
aliás, de resto, tens razão em tudo. a poucos dias das eleições, temos de concluir que nenhuma das campanhas vai pegar no assunto mais grave do mandato de cavaco. e é completamente incompreensível que assim seja.’
• Valupi, Escuta, Cavaco:
‘Um dos acontecimentos mais extraordinários da minha vida adulta, como cidadão para quem a política é parte constitutiva da identidade, é a Inventona de Belém. O espanto não está tanto no facto de ter acontecido, conhecendo nós cada vez melhor o calibre dos seus mentores e executantes, mas no facto de ter desaparecido sem qualquer consequência, seja ela qual for. (…)
Qual a razão que justifique não ter o Ministério Público aberto um inquérito-crime neste caso? Não estaremos, deixa cá pensar meio segundo, perante um retinto atentado ao Estado de direito?’
• André Moz Caldas, À carga!
• A.R., Preocupações antigas
• Bernardo Pires de Lima, Cheira a mofo
• Carlos Barbosa de Oliveira, A honestidade de Cavaco e a inversão do ónus da prova
• Francisco Clamote, O candidato que treslê a Constituição
• João Pinto e Castro, Será a margarina um bem não-transaccionável?
• maradona, Eu, estratega do país, da ferrovia, poeta
• Paula Cabeçadas, Uma entrevista a Manuel Alegre
• Paulo Pedroso, A agonia do trabalhismo israelita
• Ricardo Sardo, A "vaca" que deixou de ser sagrada
• Vital Moreira, O mau passa a ser bom quando se trata dos nossos
2 comentários :
O Valupi escreveu a melhor coisinha que li nos últimos tempos.
O maradona, bem, é o maradona e pode escrever o que quiser.
Francisco Louçã? Quem é? Tem-se ouvido? Calado que nem um rato.Se fosse contra o Sócrates ou o Governo,era um clamor!!Mas com o Cavaco é outra coisa,não se lhe pode tocar!A extrema-esquerda é a maior amiga da direita!JÁ ME METE NOJO.Manuel Alegre,livra-te dessa escumalha,de contrário,não voto em ti.Gosto do Defensor de Moura.Esse não tem papas na língua!
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