sexta-feira, junho 06, 2014

Mário Soares: “Maior erro de Seguro
foi não ouvir os socialistas que não o bajulassem


Grande entrevista de Mário Soares ao jornal i.

9 comentários :

Jorge Costa disse...

Se a lata pagasse imposto:

"Conheço Pedro Passos Coelho e considero-o um homem muito sensato, lúcido e com um grande sentido de Estado. E o que os políticos precisam de ter nesta altura é um grande sentido de Estado, defendendo sempre o interesse nacional, porque nesta altura é Portugal e a Europa que estão em causa", Mário Soares

Anónimo disse...

Mário Soares tem razão, o Seguro nunca se identificou com o Bloco, como o Manuel Alegre e ele prório.

Anónimo disse...

Jorge Costa
obviamente nunca te enganaste e raramente tens duvidas

milhares de pessoas foram enganadas e manipuladas

Anónimo disse...

Passos enganou até um velhote matreiro como Soares. Enganou também muita gente que nele votou.
Mas não enganou Jorge Costa. Esse sabia perfeitamente ao que Passos vinha. Como uma parte da população que não votou nele.
É crime enganar-se acerca das pessoas? Para Jorge Costa parece que é.Provavelmente nunca cometeu um erro de julgamento na vida. Mais provavel é te-los cometido em catadupa sem se ter sequer apercebido.
Mário Soares já reconheceu várias vezes ter-se enganado acerca de Passos Coelho. Mas parece que é crime. Para a vida.
Todos cometemos maus julgamentos pela vida fora. Até os politicos. Podemos estar errados em relação a Seguro, se calhar ele até é o melhor para o partido. Mas podemos também estar errados nisso. Se calhar é mesmo Costa o melhor.
A unica coisa que temos para julgar as pessoas em causa são os seus actos.
E os de Seguro têm sido deploráveis nos ultimos meses e completamente canalhas nos ultimos dias. Penso que assim será fácil decidir.

jose neves disse...

Jorge Costa,
Se procurares bem nos arquivos (ou pede ajuda ao rodrigues santos) constatarás que Soares também se enganou relativamente a ajs no mesmo sentido.
São ambos bons dissimuladores que lisonjeavam o pai fundador da nossa democracia para ganharem substância e peso político que não conseguiam por mérito próprio. Soares, de certo modo acreditou neles, contudo, mal se apercebeu do logro e vilania de tais actores não teve o menor engulho em os apelidar do que realmente são.
Soares acreditou nas boas palavras que tais mascarados lhe debitavam, não conhecia ainda a profundidade do mal que uma educação política nas escolas jotas conduzia à formação de grupos determinados a preparar-se unidos e solidários tendo em mira a finalidade objectiva única de assalto ao poder e tomada do pote com direito a elevada comparticipação nos altos cargos e respectivos dividendos.
No tempo de luta de Soares contra os totalitarismos, ainda não nascera sequer a ideia imoral de obter o poder em proveito próprio ou de grupo. Mas, já explicava Platão, que a corrupção tende a conduzir a democracia para a oligarquia, e não se enganava; passos e seguro são o exemplo prático.

Jorge Costa disse...

Eles queriam para além da troika e avisaram bem antes das eleições. Só caiu no engodo, quem tinha ligações de amizade com o Fedelho, como foi o caso de Soares. Não se enganou. É um politico. Está tudo dito. Um dia diz-se uma coisa no outro outra. E continuam a enganar os portugueses. E depois queixam-se que milhões fiquem em casa...não, não é culpa do Seguro...são todos...Eu é que tenho de arranjar juízo e deixar de perder tempo com eles. Já desisti...

Fernanda Gomes disse...

O maior erro de Seguro é o juízo que faz de si próprio. Diz que quer ser primeiro-ministro, mas ele não é um líder. Quando muito, é um "segundo". Num partido que sempre teve bons quadros políticos, confrange ouvi-lo "recitar" como um menino que repete a lição apenas decorada. Limitado, sem convicção. Pior: o apagamento da obra e da história da sua família política. Ainda pior: consentir os ataques a figuras do seu partido sem vir em defesa da verdade. E se até há pouco o via como um choninhas ultimamente revelou-se também muito fraco de carácter. Ainda bem que António Costa se apresenta ao país.

jose neves disse...

"Já desisti...."
Caro Jorge, pela sua última frase, aqui reproduzida primeiro, também andou enganado todo estes anos. Ou deixou-se enganar ou caiu no engodo como Soares, segundo diz. E certamente não tinha ligações de amizade com todos que o enganaram politicamente.
É que, no fundo o homem é, naturalmente, um ser político e como tal joga, forçosamente, com as regras do pensamento, da cultura e jogo político do momento, do conhecido e não do que há de vir, por impossibilidades de conhecer o futuro. Por força do desconhecido e do que parece mas não é é que nós somos levados ao engano.
O Jorge engana-se quando cai no engodo e engana-se quando pensa desistir na ideia que é melhor, ou mais ajuizado, dispensar a política deixando-a apenas entregue aos políticos que detesta.
Se se meditar bem nos casos em que foi no engodo vai ver que se enganará menos. No caso do passos Sócrates avisou à exaustão e claramente ao que vinha. Só se enganou os desatentos que foram na conversa martelada pelos vários "cm" que pululavam nos media.

OLimpico disse...

Vou aqui citar um ato que eu considero inqualificável de Seguro contra António Costa:
Durante o Congresso, estava A.COsta a falar para uma das TVS e surpreendentemente ou não, apareceu Seguro "interrompendo" a conversa e logo de seguida, Costa Levantou-se e saíu.( " Batendo com a porta").Eu já não acreditava em Seguro,pelo seu comportamente face a CAVACO, e à falta de solidariedade ao governo do seu próprio partido. Já como SG, a miserável constituição das listas, consolidou a minha opinião. Execrável!!!