sábado, maio 09, 2015

António Costa sobre os raids de última hora ao pote:
«o Estado português não está à venda»


António Costa em entrevista ao Diário de Notícias:
    «O que estava no memorando de entendimento era uma meta que era um conjunto de alienações que visavam obter um total de 4000 milhões de euros de receita de privatizações. Neste momento, sem que tivesse sido necessário alienar nada do capital da TAP, o governo já conseguiu obter mais do dobro dessa meta. Portanto, em nome do memorando de entendimento já nenhuma alienação se justifica. A questão coloca-se noutra base, que tem que ver com a necessidade de capitalização da TAP. Mas há um limite absolutamente inultrapassável, que é o Estado não poder alienar mais de 49% do capital.»

    «Eu espero que ninguém pense em comprar mais de 49%. Como espero que ninguém se atreva sequer a pensar em investir na compra da Carris ou do Metro contra a posição da Câmara de Lisboa ou que alguém queira prosseguir a gestão dos STCP em conflito com a Câmara Municipal do Porto. É bom que o setor privado tenha muito bom senso e perceba que o Estado português não está à venda. Tem autoridade e que essa autoridade vai ser exercida. E que não abdicaremos do exercício da autoridade democrática em nome de um desvario de última hora em que este governo se encontra, com a complacência de quem também já devia ter posto um pouco de ordem na forma como este governo está a usar e abusar dos seus poderes em final de mandato

3 comentários :

Jose disse...

Um Estado sem lugares para distribuir é o descrédito da democracia...quem vier atrás que feche a porta!

Carlos Martins, Neca disse...

Ainda bem que há alguém que queira por um travão nisto, porque está visto que estes dois se pudessem até o lugar deles de ministros e presidente vendiam! Pudera, estão de saída, há que fazer favores aos amigos que lhes dão fortunas para as eleições.
Vejam-se os gastos em publicidade destes tipos comparado com os dos outros partidos de esquerda; Nas autárquicas então foi um escândalo!
Um escândalo que já ninguém controla. Para não falar no domínio de quase toda a comunicação social.

Democracia? onde????

Se não nos pusermos a pau, somos todos vendidos como mão de obra escrava para as multinacionais; E chamam a isto "aumentar a produtividade" Camano! E temos que nos dar por contentes; Pelo menos teremos emprego, pão e água. Dormir, talvez nos deixem, debaixo das escadas das suas vivendas de férias do Algarve. Trabalhamos enquanto os "patrões" jogam golfe e é comer e calar, porque vivemos acima das nossas possibilidades.
É para isto que este caminho nos leva!
Não abram os olhos não. Mas será que ainda vamos a tempo?
Quase nada nos resta senão a dignidade, que muitos já venderam a troco de cifrões.
Triste sina a dos portugueses, Camões é que tinha razão, fracos chefes tornou forte gente fraca.
E desde 1580 que assim é, quando tivemos um rei desmiolado e manobrado pela igreja, que somos governados por gente deste calibre, salvo muito raras excepções. E alguns destes ou foram desterrados ou estão presos!

Morgado De Basto disse...

António Costa,falou claro e foi objetivo.Se as questões aqui colocadas se vierem a verificar,espero que seja coerente sendo consequente.

Já basta o que basta,é tempo de começar a chamar os bois pelo nome!Já cansa de ver o país ser liderado por um bando de ignaros.