terça-feira, dezembro 16, 2014

Uma greve patriótica

• Mário Soares, Uma greve patriótica:
    «Na fúria de vender o país a qualquer preço, o governo resolveu vender também a TAP, que é um dos grandes símbolos nacionais. Fá-lo porque só tem por objetivo obter receitas a qualquer preço. É o único critério que o move. Contudo, a TAP é um instrumento fundamental de afirmação da nossa política interna e de todos os países lusófonos.

    Este governo não tem nenhuma cultura lusófona e não entende, de todo, a importância que têm para Portugal os países independentes que falam a nossa língua. Neste mundo global, onde somos a quinta língua mais falada do mundo, perder o controlo deste instrumento de soberania que é aTAP é de extrema gravidade. Compreendo por isso a indigna-, ção dos funcionários da TAP e do povo português em geral, bem como dos países lusófonos, para a gravidade da privatização da TAP. Sejamos claros-é algo de antipatriótico que não é aceitável. Os funcionários da TAP- e muito bem - declararam fazer uma greve.

    Esta é Uma greve patriótica e por isso admiro a coragem dos que a fazem, conscientes do que podem sofrer os portugueses que vivem no estrangeiro e que querem ao menos passar o Natal com as famílias em Portugal. Será que o Presidente da República vai promulgar um ato antipatriótico para agradar ao atual governo?

    QUE TRISTEZA

    É inacreditável que se prenda preventivamente alguém tão importante como um antigo primeiro-ministro, e ainda que o não fosse, sem que se saibam as causas e com graves ofensas ao segredo de justiça. Ora, o caso, em si, mais do que inacreditável, é infame. E revela mais uma vez a ausência de justiça do governo que temos, aliás o único antidemocrático, incapaz e injusto da nossa história recente desde o 25 de Abril de 1974.

    Na verdade, como se compreende que um arguido não tenha acesso ao conhecimento da acusação que lhe é imputada e certa comunicação social fale como se a tivesse? Sobre esta questão em concreto, que como é óbvio põe em causa o regular funcionamento das instituições, o que diz o governo? E o Presidente da República? Rigorosamente nada... Um governo que está há muitos meses completamente paralisado, sem eira nem beira nem qualquer ideia para o futuro... E que para ter maioria, e só por isso, é constituído por uma coligação que não se entende entre si. Só existe graças a um Presidente da República que pertence ao partido maioritário e desconhece que tem deveres para com todos os portugueses. Por isso, na sondagem do último Expresso, Cavaco Silva continua a descer e os portugueses, na sua generalidade, não o levam a sério. Como acontece especialmente com o seu etemo protegido, primeiro-ministro... A verdade é que são vaiados quando saem à rua, apesar de sempre terem um largo conjunto de polícias à sua volta. Que tristeza para quem devia ser como sempre foram todos os anteriores presidentes. (…)»

13 comentários :

Anónimo disse...

A TAP como instrumento de soberania
O governo intervir para alterar as decisões judiciais.
Este é o conceito de poder de Soares e dos abrantes que o veneram
Deve ser a tal democracia de esquerda. Deve ter a ver com o respeito pelo poder judicial que vos faz saltar quando se discorda do tribunal contitucional.
Tem tudo a ver com vossa a postura de donos do poder, donos da democracia, donos dos portugueses (incluindo o conhecido "dono disto tudo" cujo regresso a Portugal se deveu a Soares)
Uma corja!

Júlio de Matos disse...



GRANDE, como SEMPRE, Mário Soares!


Continua a irritar a escória, que deitou a cabecita de fora mas continua com o corpinho todo enterrado do lado errado da História.


We have same very feather...

Anónimo disse...

Ó anónimo vai bardamerda seu canalha.

soudocontra disse...

Tu, Anónimo merdoso de sargeta, das 03:55:00 é que fazes parte de: 1) A corja que nos (des)governa e destrói com base nas mentiras mais vis da campanha eleitoral; 2) A choldra FÉTIDA que tem à cabeça o desprezível e fétido Cavacóide!
Putrefactos como tu deviam estar na fossa mais funda e fétida para não infectarem mais o ambiente em que se vive actualmente, a que eu nunca pensei assistir pós 25A74.
VIVA SÓCRATES, VIVA O 25A74, ABAIXO O CAVAQUISTÃO, ABAIXO A DIREITA ANTI-POPULAR, ANTI-SOCIAL e ANTI-DEMOCRÁTICA! VIVA O ESPÍRITO SOARISTA, DE LUTA CONSTANTE, PELA JUSTIÇA E LIBERDADE, MESMO NOS SEUS 9O DE IDADE!!!

Anónimo disse...

Tu ó anonimo triste e inculto, que julgas que por utilizares a linguagem terroristas da direita radical, já tens razão.Julgas que ser moderno é renegar a nação, a soberania, a dignidade e o poder do Estado. Que pensas que o aparelho judicial é isento e neutro,tratando todos por igual, não todo infiltrado pelo abuso. Que julgas que por estares na ideologia justificativa dos actuais dos 1% de possidentes, que dominam 50% da riqueza mundial, já te iludes que um dia possas fazer parte dos 10% de Portugueses que ganham anualmente 60% do rendimento nacional. Gente como tu tem garganta mas não tem mora. Gente arrogante, a única que actualmente tem voz. Mas já és uma caricatura ...

Anónimo disse...

O que não se compreende é como se mantenha presa uma pessoa com base em suspeitas. Isso acontecia no tempo do fascismo, no tempo da Inquisição, no tempo do Apartheid.

Anónimo disse...

"Deve ter a ver com o respeito pelo poder judicial que vos faz saltar quando se discorda do tribunal contitucional."

O poder judicial só merece respeito quando é o primeiro a respeitar a lei. O que vem acontecendo nos últimos anos, é que a Justiça não respeita a Lei e se comporta como se fosse a dona disto tudo. Esse lixo saloio cheio de privilégios, ávido de poder, que despreza a democracia e está a acertar as contas com o 25 de Abril, descendente do 24 de Abril, tem metido inocentes na prisão. Condenados sem provas, apenas por convicção, como nos mais negros tempos do fascismo. E é a isto que o anónimo chama democracia.
ana

brites disse...


a inteligência e bom senso deviam segurar os ímpetos de pessoas que não expõem e discutem políticas, mas insultam-se de forma desconforme com os princípios democráticos.

qdo. não é possível conversar, calar ou deixar passar...é uma prova de superioridade pessoal.SÓ!

brites disse...


A menos que se prove a teoria da cabala, o governo não tem culpa da situação que a justiça criou a Sócrates.
veremos!

apoio Soares na sua indignação genuina e sentida, mas não acompanho alg. excessos, que atribuo à indignação muito profunda de um LUTADOR, que a direita não teve e, por isso, não perdoa .

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Alucinados, bêbados, fascistas.
Este blogue mete nojo.

Prof. Xarrua disse...



A TAP como instrumento de soberania? Tal como a CGD, a PT, a GALP e a RTP? Sim!


Qual é a dúvida?


E alguma vez Mário Soares defende a intervenção do executivo nas decisões judiciais, ó seu anónimo malcriadão das 15:55 de ontem?


Ser burro ainda se compreende, analfabeto é que já não tanto, hoje em dia.


E vai lá chamar corja à tua mãezinha (que não te deu educação nenhuma), ou à tua tia...

Anónimo disse...

A TAP sempre foi uma empresa que esteve desde a sua criação sobre o controlo do Estado, pois já no tempo do regime corporativo--autoritário o Estado possuia cerca de 90% do capital da empresa , tendo segundo creio , em 1975 sido estatizado a parte restante do capital. Primeiro como empresa publica e depois como sociedade anónima de capitais exclusivamente publicos.
A sua privatização constitui um grave atentado não só à economia do País como à própria segurança Nacional. Havendo muitas centenas de milhares de portugueses espalhados pelo Mundo a TAP pode vir a ser chamada ao transporte aéreo de emergência.
outro atentado foi a privatização da ANA, pois em Portugal os aeroportos sempre pertenceram ao Estado.
A privatização da EDP foi tambem outro erro muito grave tratando-se de uma empresa estratégica. Hoje verificamos que a energia elétrica em Portugal é uma das mais caras da Europa inviabelizando a criação de industrias transformadoras.