
O documento
Uma década para Portugal endoidou o PSD, designadamente a sua comissão política nacional. O vice-presidente Matos Correia, ainda não tinha acabado a sessão de apresentação do documento, já estava a desancar no documento, embora tivesse reconhecido que não o havia lido. A seguir, foi o vice-presidente Marco António a querer incumbir órgãos do Estado de avaliar os programas dos partidos políticos. Finalmente, é o vice-presidente Carlos Carreiras a dar um ar da sua graça.
No panfleto que hoje publica no
i, que termina com um vigoroso «
Viva Portugal», Carlos Carreiras parece ter perdido o tino. Na linguagem requintada a que nos habituou, diz ele que o PS «
é um albergue espanhol» e que o governo PSD/CDS, o tal que foi «além da
troika», «
corporiza o novo bloco central, do centro-esquerda ao centro-direita». Deslumbrado com as suas próprias opiniões, Carreiras leva o país a soltar uma gargalhada:
«Impõe-se a pergunta: qual é o cenário macropolítico [sic] de Costa? Com quem se coliga – com o PCP, com o BE, com o Livre, com todos? – para dar ao país a estabilidade que a coligação PSD/CDS oferece?»
É certo que não é de bom tom estragar um momento de humor, sobretudo quando é notoriamente involuntário. Mas a verdade é que, estando a coligação de direita atrás do PS em todas as sondagens, os portugueses gostariam de poder devolver a pergunta ao vice-presidente Carreiras:
a direita de Passos Coelho & Portas coliga-se com quem para fazer maioria?