sexta-feira, junho 23, 2006

António Ventinhas, um homem de causas [1]



Paula Rego, Pietà, 2002



António Ventinhas é magistrado do Ministério Público. Encontra-se deslocado em Faro “por urgente conveniência de serviço”. Por coincidência, o local onde sua mulher é notária privada.

António Ventinhas é também dirigente sindical. Em nome do sindicato de que António Cluny é o presidente vitalício, o magistrado Ventinhas lançou-se de corpo e alma numa campanha contra a simplificação dos procedimentos notariais e registrais a que as sociedades comerciais estão obrigadas. Por coincidência, esta campanha servia os interesses próprios de sua mulher, notária privada.

Após saber-se que é cônjuge de uma notária privada, António Ventinhas desapareceu tão depressa quanto tinha aparecido.

18 comentários :

Anónimo disse...

Voltamos ao mesmo, "Miguel"...?

O que aplica ao magistrado Ventinhas não se aplica ao anónimo "Miguel Abrantes"...?

Anónimo disse...

Sou frequentador assiduo deste blog, inluindo as caixas de comentários. Da minha assiduidade, ganhei a constatação da existência de mensagens subliminares entre dos seus frequentadores, acessiveis, apenas a eles próprios. Seria melhor para todos se essas mensagens fossem decodificadas. Que é que acham?

Anónimo disse...

O primeiro comentador esquece-se que o Miguel Abrantes vai ser beatificado pelo Papa, pois nunca pecou, nunca fugiu ao fisco, nunca injuriou, nunca difamou, nunca mentiu, nunca boatou, nunca fez nada a não ser o ser um maricas que nem sequer coragem tem de se identificar e quando as notícias são contra a sua maré vai buscar posts de há um ano ou vai mexer nos blogues alheios para deles troçar.
É a ernegumenância em pessoa, merecedora de uma medalha dos 10 de junho e da beatificação papal.
Viva o santo Miguel Abrantes, R.I.P.

Anónimo disse...

O Miguel bem vos lixa ....

Anónimo disse...

O "Miguel", ao fuçar no lixo dos outras, tenta lixá-los...

Mas o lixo do "Miguel" continua recatado e inacessível...

Porque será?

Anónimo disse...

Escreve alguma mentira? Se não,
o resto pouca interessa...

Anónimo disse...

"Miguel" Parabéns,continue.
É preciso desmascarar todos os "ventinhas" deste país!
Bom fim de semana.
Gui

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

O "Miguel" parece um escaravelho estercoreiro, sempre a rolar com uma bola de esterco, para nela pôr os ovos...

Anónimo disse...

Não sei o porquê desta insistência, continuar a ver a árvore e não a floresta.
O MP Ventinhas disse sobre a reforma do comercial muito menos do que Brito Correia, um dos maiores especialistas de direito comercial do nosso país e representante da Ordem dos Advogados na Comissão de desformalização ( que não é casado com nenhuma notária).
No mesmo sentido e pela defesa do notariado já se pronunciaram professores,juizes,,economistas,etc, esta não é uma questão política no sentido estrito, mas sim um problema técnico, de opção entre dois sistemas, o anglosaxónico e o latino.
A própria Ordem dos Notários não atacou o governo nesta matéria ( politicamente falando), limitou-se a apontar os perigos de uma desformalização com um sistema judicial tão frágil e também a eventualidade de violação de directivas comunitárias, tendo na altura apresentado outras soluções que o Sec. de Estado da Justiça até considerou ,publicamente, como válidas, mas não as utilizou.
Volto a repetir que o Comercial representava apenas uma pequena parte da actividade notarial e ao contrário do que aqui escreveu, não lutamos contra esta reforma por causa do Predial, na medida em que estamos a falar de sistemas com graus de complexidade completamente diferentes, cujas reformas obedecerão, consequentemente, a critérios diferentes.
Porém ,também admito que se o governo quiser acabar com os notários, pode fazê-lo, mas o mesmo vale para todas as outras profissões, bastando para isso tornar as competências próprias de uma actividade em comuns de outras actividades, seria o mesmo que permitir aos enfermeiros praticar actos da competência dos médicos.
Conforme também já deve ter constatado pela ausência de contestação na imprensa, os notários portugueses não estão preocupados em fazer guerras jornalísticas, mas sim em preparar propostas válidas que sirvam os interesses das populações e se enquadrem nas políticas definidas pelo governo para o sector.
Sem prejuízo de no futuro, voltarem conforme já o fizeram, a alertar para os riscos de reformas que venham a ser promovidas por este ou por outro qualquer governo e independentemente da cor política.
Para terminar, apenas lhe peço para não nos utilizar como arma de arremesso em guerras que não são nossas.
Cumprimentos,

P.S. Fica nos dois para melhor esclarecer, depois apaga o que entender.

Anónimo disse...

A canalhada atira-se ao mensageiro. Má imagem.

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Caríssimos..

Tenho lido com muita atenção todos os posts que ao longo dos tempos aqui vêm aparecendo...
Muitos deles atacam o Miguel Abrantes quando os seus posts denunciam situações que andam escondidas da maioria dos Portugueses. Curiosamente a violência parece ser proporcional aos privilégios que as "classes" tocadas ainda detêm...Acaso saberão que as maiores reformas deste país, suportadas por todos nós, são dos Notários?! A medida que o Durão tomou e o Sócrates continuou, procurando simplicar os procedimentos, parece ter todo o sentido. Tanto assim é, que os comentadores antecedentes à falta de argumentos atacam o argumentador!
O País precisas de mais Sócrates, em vários domínios da Administração Pública, decidindo em benefício de todos e não apenas daqueles que mais "barulho fazem"...
Atenciosamente
José Ferreira

Anónimo disse...

O senhor José Ferreira mais uma vez peca por desconhecimento, os Notários eram funcionários públicos integrados no respectivo regime, hoje são privados e irão receber as reformas de acordo com o que descontarem, nesta medida esse problema estará resolvido.
Quanto ao valor das reformas , o CC publica as mesmas regularmente pelo que todos já sabemos quanto aufere um notário nessa condição.
Para terminar quero apenas lamentar que não tenha lido o meu comentário pois constataria que não ataquei o " Miguel Abrantes", apenas defendi as minhas ideias.
Aliás não tenho por hábito frequentar estes espaços para atacar pessoas que nem sequer conheço.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Sr. Jorge Silva

O meu comentário não o tinha por destinatário. Bem sei que alguns dos notários já não são funcionários públicos, mas mesmo "esses" terão direito às suas reformas comas "alcavalas"...Os novos, os privados, com base no histórico acreditaram que poderiam melhorar o seu pecúlio. Tudo bem. Sinal que sabem o seu valor. Agora não podemos querer manter o Sistema, não o simplicando na medida do possível, apenas porque estavam em causa as expectattivas...Porque se assim for os trabalhadores da GM na Azambuja, também vêm reclamar, bem como todos os desempregados deste país.
Com toda a consideração

José Ferreira

ET. Câmaras Corporativas multipliquem-se...

Anónimo disse...

"Câmaras Corporativas multipliquem-se..."

Sim, bem são necessárias - pois metade das asneiras e trapalhadas da política (a parte do PS e sus muchachos) não é aqui devidamente apresentada.

Tipo Neidi, Eurominas, filhos de ministros ou Martas...

PS - o post do IGAT, está quase? E aquela "trapalhada" dos preços dos medicamentos (que os aldrabões do Observatório andaram a inflacionar...) também? Cumprimentos ao Afonso...

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

Vai foder-te ó ernegúmeno