«Tem-se diabolizado o FMI» - Passos Coelho, em 25 de Março de 2011
domingo, outubro 12, 2008
¿Y ahora qué vienne? El fantasma de la recesión atenaza la economía mundial
Se o suplemento Economia do Público anda entretido com a “derrapagem do Nano” e descobriu agora a “escassez da água”, o leitor não tem razões para desesperar. O suplemento Negócios do El País ajuda-nos hoje a acompanhar a crise internacional:
A propósito da "mão invisível" escrevia Pacheco Pereira no Público no passado dia 20 de Setembro:
«Naturalmente, como muita gente acha, os "mercados" são maus e injustos, esquecendo-se que são os mercados que estão a acabar com o Lehman Brothers e bem, que são os mercados que estão a fazer aquilo que autores clássicos da economia liberal como Schumpeter sempre disseram que faziam, destruir, que a destruição provocada pelas crises é um mecanismo fundamental de crescimento e de inovação, de pujança do modelo económico do capitalismo. A "crise" não é o sinal da crise do liberalismo, mas sim do seu normal funcionamento, em sociedades e economias que incorporam o risco e os custos como parte do seu funcionamento normal, das regras do jogo dessa mão que Adam Smith dizia ser "invisível".»
Vejamos o que escreveu na edição deste Sábado do mesmo jornal:
«E quem sai derrotado são os apóstolos do Estado mínimo e do mercado desregulado. Quem sai derrotado são aqueles que, durante anos a fio, enalteceram as virtudes imbatíveis de um mercado entregue a si próprio. Quem sai derrotado são aqueles que sempre professaram a sua fé na mão invisível do mercado, para agora, à falta da outra, reclamarem a intervenção da mão bem visível do Estado!»
Será que Pacheco Pereira conhece o significado da palavra coerência, não deve saber da mesma forma que ou tem pouca memória ou pouca consideração pela memória de quem o lê.
Acho muito curioso ouvir o Pacheco Pereira acusar Sócrates de não entrar em reclusão financeira permanente para encontrar respostas para a crise, tal como fazem os outros governantes da Europa, segundo ele próprio diz. Sócrates só se deveria preocupar com a crise financeira, mas o Pacheco Pereira há um mês que se dedica a um único problema nacional, o Magalhães. E o que dizer de Manuela Ferreira Leite? Nada, Manuela Ferreira Leite tem a solução para a crise mas está a guardá-la para quando achar eleitoralmente oportuno falar. E o que dizer António Borges, ele próprio uma das vítimas da crise, pois foi despedido d Goldman Sachs quando esta começou? Desapareceu, deve estar lá pelo lado oculto da lua.
Este PSD de uma Manuela Ferreira Leite a dizer o que o Pacheco Pereira diz e a dizer o que o seu guru pensa chega a ser ridículo, tão ridículo que mesmo perante uma situação de gravidade e apesar da ajuda do grupo Impresa e do Público não para de descer nas sondagens
3 comentários :
A estrategia do jornaleco passa por silenciar a crise por duas razões:
1º.- A bolsa onde a sonae tem perdido molhões;
2º.- não afastar os consumidores dos continentes.
o director lambe-botas está a fazer o seu papel de mero peão dos interesses dos belmiros.
José Pacheco Pereira
A propósito da "mão invisível" escrevia Pacheco Pereira no Público no passado dia 20 de Setembro:
«Naturalmente, como muita gente acha, os "mercados" são maus e injustos, esquecendo-se que são os mercados que estão a acabar com o Lehman Brothers e bem, que são os mercados que estão a fazer aquilo que autores clássicos da economia liberal como Schumpeter sempre disseram que faziam, destruir, que a destruição provocada pelas crises é um mecanismo fundamental de crescimento e de inovação, de pujança do modelo económico do capitalismo. A "crise" não é o sinal da crise do liberalismo, mas sim do seu normal funcionamento, em sociedades e economias que incorporam o risco e os custos como parte do seu funcionamento normal, das regras do jogo dessa mão que Adam Smith dizia ser "invisível".»
Vejamos o que escreveu na edição deste Sábado do mesmo jornal:
«E quem sai derrotado são os apóstolos do Estado mínimo e do mercado desregulado. Quem sai derrotado são aqueles que, durante anos a fio, enalteceram as virtudes imbatíveis de um mercado entregue a si próprio. Quem sai derrotado são aqueles que sempre professaram a sua fé na mão invisível do mercado, para agora, à falta da outra, reclamarem a intervenção da mão bem visível do Estado!»
Será que Pacheco Pereira conhece o significado da palavra coerência, não deve saber da mesma forma que ou tem pouca memória ou pouca consideração pela memória de quem o lê.
O JPP, A CRISE E O MAGALHÃES
Acho muito curioso ouvir o Pacheco Pereira acusar Sócrates de não entrar em reclusão financeira permanente para encontrar respostas para a crise, tal como fazem os outros governantes da Europa, segundo ele próprio diz. Sócrates só se deveria preocupar com a crise financeira, mas o Pacheco Pereira há um mês que se dedica a um único problema nacional, o Magalhães. E o que dizer de Manuela Ferreira Leite? Nada, Manuela Ferreira Leite tem a solução para a crise mas está a guardá-la para quando achar eleitoralmente oportuno falar. E o que dizer António Borges, ele próprio uma das vítimas da crise, pois foi despedido d Goldman Sachs quando esta começou? Desapareceu, deve estar lá pelo lado oculto da lua.
Este PSD de uma Manuela Ferreira Leite a dizer o que o Pacheco Pereira diz e a dizer o que o seu guru pensa chega a ser ridículo, tão ridículo que mesmo perante uma situação de gravidade e apesar da ajuda do grupo Impresa e do Público não para de descer nas sondagens
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