domingo, outubro 25, 2015

A palavra aos leitores — Acerca do pluralismo na televisão


Texto do leitor G. Meirelles na caixa de comentários deste post:

    «É um facto que se têm verificado grandes momentos de comédia televisiva.

    O meu combate favorito até agora data de há dois ou três dias. Não me recordo, infelizmente, do canal nem da hora deste match de extrema violência, porque tenho procurado vê-los todos, e não estou em condições de reproduzir o diálogo com fidelidade absoluta, mas posso garantir que foi muito próximo do que se segue.

    Protagonistas do match: o árbitro, um dos âncoras do canal (de que não conheço o nome, mas que me pareceu um pouco acabrunhado), e... no canto direito (lado esquerdo da teletela) Maria João Avillez, no canto direito (lado direito da teletela) Joaquim Aguiar.

    Às tantas, depois de uma longa intervenção do Aguiar, pontuada por longos suspiros e exclamações de apoio admirativo da Avillez, intervenção do âncora, dirigindo-se à mesma: «não quer contradizer?». E a Avillez, surpreendida: «não, não...».

    Impagável.
    »

10 comentários :

Anónimo disse...

Resumindo: a sopa salazarenta tem bolor. É o que os forcados (e forcadas) da Coligação têm para oferecer. Com um bagaço por cima, até o arroto parecia nuvem de poluição. Está a descer muito, tiazinha. Talvez seja melhor recolher ao seu palacete do Campo Grande e ficar a chá no intervalo da canasta.

Anónimo disse...

O "pluralismo" do "jornalismo profissional e idóneo".

Depois de vermos estas coisas, os próprios canais põem os seus "jornalistas" pavoneando-se com poses heróicas, ao mesmo tempo que em letras bem grandes, nos tentam convencer de que são idóneos...

Triste. Muito triste. Pior, só mesmo na Coreia do Norte.

Anónimo disse...

É chaterrima - ó filha vai sacudir a pulga para outro lado.

Zé da Adega

Anónimo disse...

Também vi e já comentei.
Eram 3, jornalista incluído, a remarem no mesmo sentido.
O ar de desespero é tão grande que só causam compaixão.

Quantos dias faltam?
G. Gabriel

ECD disse...

Para contextualizar este assunto - importante e grave - por exemplo ler:


http://www.monde-diplomatique.fr/2015/10/HALIMI/53932

Morgado De Basto disse...

Por este tempo,muitas das excrecências que restam do Defunto Estado Novo,povoam,enraivecidas e furiosas,os ecrãs de televisão deste país e vociferam em tudo que é pasquim(Jornais já não há!)como se de cães raivosos se trate.Os últimos quatro anos,trouxeram um último alento a esta reles e espúria gente,que não se enxerga e cuja sanidade mental os transforma em peões de brega daqueles que ao longo da existência os manteve e lhes deu aquilo que em circunstâncias normais(Falo de Decência)jamais teriam tido.Pobres criaturas estas,chegado o tempo,que a terra que os há-de comer lhes seja pesada como chumbo. Avillez,Aguiar, quejandos e afins,são os Calhordas de Camilo Castelo Branco.

Anónimo disse...

Neste país dos pequeninos (puxados à trela pelos grandes do costume, após boca pelo chão 48anos) ainda grassam os tiques da inveja e da mesquinhez. Devidamente estimulados pela media populista rendem sempre como arma letal de velha dominação. Os políticos da (extrema) direita são por definição os legítimos e inatacáveis, pois personificam o poder ungido. Os políticos de centro e esquerda, e os moderados em geral, fora desta esfera, são potencialmente corruptos, sem prorrogativas ou direitos de dignidade, pois por definição são ilegítimos e têm de ser devidamente espezinhados e expostos na praça pública. Tão simples como isto, caro Correio da Manhã, caro Aguiar, caros Avillezes, etc. Já os conhecemos mas são temíveis

Gungunhana Meirelles disse...

Atenção, gentes iradas que postais apelos ao extermínio dos abusadores e histéricos que vos esgotam a paciência!

Convém lembrar que os facciosismos ressabiados levam geralmente a abusos de sinal contrário. É por isso que deposito a minha confiança no mahatma Costa e seus poderes calmantes sobre os ânimos excitados.

Muitos dos que se insurgem contra um certo tipo de monolitismo mediático criado pelo poder económico estão longe de se insurgir contra a censura aberta estatal na União Europeia e alhures, e.g. em França (lei Fabius-Gayssot) ou na «Pequena Democracia do Médio Oriente» (lei pioneira dita «da Proibição» nº 1187 de 1986), onde as ordens jurídicas vigentes proibem duvidar da maior, e de mais trágicas consequências, aldrabice histórica do nosso tempo, o inefável, indefinível e transcendental «Holocausto», ou alegado extermínio dos judeus pelo alegadamente malvado resto do mundo...

Carlos Martins, Neca disse...

Não estou de acordo em um ponto, a revista "A Visão" consegue ser plural. Se bem que tem uma visão centrista, sobrando pouco ou nenhum espaço para os extremos, quer de esquerda, quer da direita. Ainda bem!

Dário Nemésio disse...

este excerto é uma delicia:

https://twitter.com/dnemesio/status/657983439128412160