segunda-feira, outubro 10, 2005

Dossié MALA DIPLOMÁTICA – Quem disse que os trabalhadores por conta de outrem não fogem ao fisco?

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Anita Ekberg e Marcello Mastroianni
em La Dolce Vita (1960) de Federico Fellini


As convenções de Viena sobre as relações diplomáticas (de 1961) e sobre as relações consulares (de 1963) isentam do pagamento de impostos os funcionários diplomáticos no país em que estes estão colocados desde que haja reciprocidade de tratamento aos diplomatas do país de acolhimento. É o que se prevê no art. 35.º, n.º 1, alínea a), do Estatuto dos Benefícios Fiscais:

    ‘1 - Fica isento de IRS, nos termos do direito internacional aplicável ou desde que haja reciprocidade:
    a) O pessoal das missões diplomáticas e consulares [estrangeiras], quanto às remunerações auferidas nessa qualidade’.

Neste quadro, os funcionários diplomáticos estão obrigados a pagar impostos no seu próprio país. No caso português, os diplomatas devem ser tributados em IRS pelos rendimentos que auferem nessa qualidade. Aplica-se-lhes o art. 16º, n.º 1, alínea d) [são residentes em território português as pessoas que desempenhem no estrangeiro funções ou comissões de carácter público, ao serviço do Estado português], conjugado com o art. 2.º, n.º 1, alínea c) [consideram-se rendimentos do trabalho dependente todas as remunerações pagas, provenientes do exercício de função, serviço ou cargo públicos], ambos do Código do IRS.

O Código não deixa margem para dúvidas: todas as remunerações pagas são consideradas rendimentos do trabalho dependente — portanto, sujeitas a tributação em sede de IRS.

Parece que o Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas retém na fonte o imposto devido pelo vencimento-base, mas entrega na totalidade aos diplomatas os restantes abonos (cf. aqui e aqui). Perante esta inqualificável situação, de que está à espera Freitas do Amaral para mandar cumprir a lei? Ou noutra perspectiva: de que está à espera o Ministério das Finanças para penhorar as contas do Ministério dos Negócios Estrangeiros?

ADENDA — Um leitor contesta o que aqui dizemos sobre as remunerações dos diplomatas, alegando que “usufruem do mesmo tipo de benefícios que qualquer outro diplomata da UE, a 15 e a 25” e que, além do mais, “estão no limite inferior da tabela dos vencimentos dos seus colegas europeus.” Estas comparações parecem-nos precipitadas, uma vez que, com excepção de algumas profissões específicas (v.g., gestores e professores primários), todos nós, e não só os diplomatas, ficaríamos a perder com a comparação. O que perguntamos ao leitor é se, tendo em conta a fuga aos impostos a que agora fizemos alusão, ainda pode sustentar que os diplomatas portugueses são mal pagos, mesmo em comparação com os de outros países?

27 comentários :

Anónimo disse...

os magistrados já não estão sós na fuga ao fisco.

Porra de país !

Anónimo disse...

fugir ao fisco é 1 desporto nacional ......

Anónimo disse...

Os trabalhadores, os Zés trabalhadores, muito dificilmente, mas podera existir, principalmente nas pequenas empresas,isto porque o "saco azul" é muito apertado.

Trabalho ha perto de 40 anos, como trabalhados, não sou patrão, portanto, em empresas privadas e sei o que digo.

É mais facil dizermos, a Empresa serve-se do dinheiro que retira no final do mês ao trabalhador e depois esuqece-se de enviar, isso tá bem.

Anónimo disse...

Anónimo 6:49 PM, Outubro 10, 2005

Os magistrados não estão sós? Pelos vistos, não estão. Com uma diferença: os magistrados utilizaram-se dos tribunais, isto é, deles próprios, para garantirem um privilégio que a lei não lhes concede.

Isto é duplamente inadmissível.

Anónimo disse...

manda quem pode, foge quem pode ...

Anónimo disse...

mas que mais surpresas nos reservam ??????????????????

Anónimo disse...

Teixeira dos Santos lê blogs ? Era bom que o fizesse ....

Anónimo disse...

Sendo o leitor em causa passo a responder à suas perguntas:

Não os diplomatas portugueses não são mal pagos, comparativamente com outros colegas estrangeiros.
Mas tambêm os nossos pilotos, das companhias de linha (não as "low cost") não são mal pagos, comparativamente aos seus colegas.(Aliás, no quadro mundial, os pilotos europeus ganham melhor - em média- que os seus colegas norte americanos).
Nesse sentido, nestas duas profissões, vigora o princípio,salário igual para trabalho igual.
No caso dos diplomatas, a pergunta que coloco é a seguinte: desejam uma representação diplomática digna, igual à dos nossos colegas da União Europeia, ou não?
Por dignidade refiro-me a competência profissional e de representação do Estado.
Se o desejam, há que pagar, senão, podemos teremos uma representação de acordo com as nossas remunerações.
Tenho defendido que se triplique o vencimento dos juízes, se eles se comprometerem a solucionar os problemas da justiça em menos de três anos, algo que eles consideram impensável e não tem sentido civíco nem sentido de missão para levarem a tarefa avante, ou proporem a ideia ao Minstro.
Relativamente a perder com as comparações, não tem razão. Existe uma profissão em Portugal cujo o salário médio é, dependendo da especialidade, 2.5 a 5 a média dos países europeus (salvo os britânicos), refiro-me aos médicos naturalmente. Por salário refiro-me a TODA a remuneração e não apenas a auferida em instituições públicas.
Para ter uma ideia, um Professor Catedrático de Cardiologia cobra, por consulta, em Espanha cerca de 75 euros; o mesmo em Portugal cobra 125 euros. Pergunta: mudamos de metabolismo quando passamos a fronteira?
Cumprimentos
Anónimo das 1039 am

Anónimo disse...

Querido anónimo das 10.04,

Comovido com a sua desapaixonada defesa da relação entre o vencimento e a competência dos diplomatas, pergunto-me qual o critério de avaliação dessa mesma competência. Grau de parentesco com os que já estão na carreira diplomática? Tradiçao familiar de serviços prestados ao Estado Novo? Orientação sexual? E já agora qual é a justificação para a fuga ao fisco? Admiro a sua competência profissional na defesa do "estado a que isto chegou". Parabéns.

AisseTie disse...

Tratar-se-á de comparar o que ganhe um diplomata português com os dos demais países ou de verificar que a lei fiscal não é aplicada para certas castas? Queremos uma sociedade de castas?

À pergunta "desejam uma representação diplomática digna, igual à dos nossos colegas da União Europeia, ou não?" contraponho a mesma pergunta relativamente a educação, serviços públicos e tantos, tantos sectores. Queremos uma educação digna? Queremos uma gestão de serviços públicos digna? Vivemos em Portugal, com a realidade portuguesa, não vejo lógica em colocar esta questão apenas para diplomatas. E coloco a questão: será que os diplomatas que temos iriam trabalhar pior, representar Portugal de forma menos digna, caso pagassem IRS como deviam?


Termino com um desejo, em jeito de sugestão: gostava de ver aqui os números relativos a rendimentos de médicos, dentistas, advogados e demais profissões liberais que exerçam a recibo verde em sede de IRS. Os números saltam à vista, os sinais exteriores de riqueza também. E não, senhores do argumento da inveja, não é inveja: eles que tenham os carros, casas, iates que queiram e possam, só não os tenham à custa de privilégios ou de condutas fiscais fraudulentas. Isto todos devemos reprovar.

Adriano Volframista disse...

Anónimo das 11.09 da manhã:

Relativamente à suas questões já anteriromente me referi às mesmas:

O PRIVILÉGIO NA CARREIRA DIPLOMÁRICA, NÃO RESIDE NOS SALÁRIOS, MAS NA FORMA, MAIS DO QUE OBSCURA DO ACESSO À MESMA.

Aí tenho de concordar que os critérios são, no mínimo, insondáveis e, muito criativos. Como não creio que as Leis de Mendel se apliquem às organizações humanas, é com espanto e pasmo que constato a malha entramada de parentesco e co parentesco que existe na mesma. (Basta consultar o Diário da Republica)

Os métodos de avaliação do grau de competência são conhecidos e existem para todos os gostos: desde que se arranje uma entidade independente, que possa ser mudada com frequência (uma Universidade p.exemplo) garanto-lhe que arranja competência e isenção. Este método tambêm serve para o acesso à carreira.

Cumprimentos

Anónimo das 1039 am

Anónimo disse...

Exactamente. Alguma vez alguém viu anunciado concurso para diplomata? Eu não! Será exclusivo da casta.

Adriano Volframista disse...

Aissetie

Relativamente às suas questões apenas o seguinte:

É necessário comparar o que ganha um diplomata com os dos outros países. Senão com o quê é que vamos comparar? Com o autarca? Com uma mulher a dias?
Relativamente à questão fiscal, o rendimento tributável é o recebido no país onde trabalha. O rendimento do diplomata no estrangeiro, em rigor deve ser tributado no país onde se encontra. Como existe a Convenção de Viena...
A interpretação que M Abrantes faz da lei tributária é, muito criativa, mas não é admissível.

Nós vivemos em Portugal, mas eles(os diplomatas) vivem no estrangeiro e é com esses que eles se comparam.
Não têm de pagar IRS sobre o que auferem no estrangeiro, apenas sobre o seu salário em Portugal.
Naturalmente que teriam um desempenho menor do que aquele que têm.
Mas sobre este tema apenas duas notas mais:
O conjuge do diplomata está legalmente impedido de trabalhar no país onde o outro se encontra colocado, salvo se fôr diplomata o que são casos raros.
Aissetie quantas vezes mudou de casa durante toda a sua vida?
Um diplomata, mudará de ambiente, local pelo menos 5 vezes em toda a sua carreira, com os inconvenientes que isso acarreta.
Está disposto a isso? E a sua família, mulher e filhos tambêm?
Não compare médicos com advogados ou dentistas.
Só os médicos podem ter uma carreira pública e uma privada, sem que uma penalize a outra. Em mais nenhuma profissão em Portugal e no estrangeiro sucede o mesmo. Na Bélgica, no Reino Unido, haverá um momento que terão de optar, ou diminuir o rendimento, porque não é possível conciliar as duas.
Quanto ao rendimento, eles podem ganhar o que quieserem e puderem, o que não pode é existir privilégios injustos e penalizadores do serviço público, como sucede com os juízes, os magistrados do MP, ou os médicos.
Eu sou daquelas que acha que as farmacias cumprem o seu dever, e a sua Associação defende-os como pode: é uma situação justa e louvável, são poderosos, isso é um problema do estado que temos, não das farmácias ou da Associação.

Conclusão: sou contra os privilégios injustos e não merecidos, não contra os salários elevados.

Cumprimentos

Adriano Volframista disse...

Anónimo das 12.10

Os anúncios são públicos, mas por pouco tempo. Mas a questão não está no anúncio, MAS NO COMITÉ DE SELECÇÃO.
Daí que a carreira diplomática é um case study da aplicação das Leis de Mendel a organizações humanas........

Cumprimentos

Anónimo disse...

a ordem dos médicos tem prejudicado a generalidade dos portugueses em detrimento da escassa e envelhecida classe que representa.

o funil de acesso ás faculdades de medicina foi mandado fazer pelos bastonários que tomaram conta da ordem nos anos 80.

é do mais refinado cinismo ver médicos responsáveis por este estado de coisas, como o dr. gentil martins, virem à comunicação social imputar culpas ao Estado, como se não fossem eles(médicos, através da ordem) a formatar o processo de seleção.

e esta situação está tão interiorizada que num breve inquérito aos actuais estudantes de medicina, quando questionados sobre a hipótese de abrir mais vagas em medicina, todos foram unânimes em garantir a pés juntos que os médicos que havia chegavam para o nosso país e que o rácio médico / habitantes era dos mais favoráveis da europa ( o bláblá do costume ).

esperemos que o eng. sócrates também se vire para esta classe e faça um pouco de sangue para termos melhores serviços de saúde e um pouco mais baratos.

AisseTie disse...

Adriano Volframista:
Se é necessário comparar o que ganha um diplomata com o que ganham os dos outros países, faça-se o mesmo para todas as profissões. Ou será que o caso dos diplomatas merece especial tratamento? Não vejo razão plausível. Compare-se então o seu rendimento com a realidade nacional, realço que não tenho nada contra a existência de salários elevados, antes pelo contrário, não concordo é com incoerências.

Sobre mudanças de casa: o meu caso não será relevante para a questão. Não sou professor mas lembro-me deles, alguns mudam não 5 vezes ao longo da carreira mas sim TODOS os anos de casa. Educação/negócios estrangeiros, obedece isto a alguma estratégia de prioridades? Escapa-me.

E sobre se gostaria ou não de mudar de casa, presumo que na questão está implícito um nas condições em que o fazem os diplomatas, a questão nem se põe porque o processo não é transparente. Também nunca vi concursos abertos para diplomata e, a existirem, são obscuros os seus critérios de selecção.

Finalmente, a minha alusão a médicos, advogados, dentistas, etc, a minha questão é posta por números que li, das estatísticas da DGCI, absolutamente aberrantes segundo os quais qualquer das profissões mencionadas aufere, em média, um rendimento (declarado) pouco superior ao salário mínimo. Eu vejo, seguramente que quem trata esses dados também vê, qualquer pessoa o vê. E, se ano após ano as séries estatísticas se repetem sem que se faça o que quer que seja, não será ao acaso, ou alguém acredita que sim? Se houvesse vontade política, se houvesse o levantamento do sigilo bancário e medidas desta natureza, seguramente que as coisas mudariam. Mas é mais importante a protecção de dados... Até ao dia!

Adriano Volframista disse...

Aissetie

Vamos lá terminar com esta trapalhada de uma vez por todas:

a) A questão que me preocupa e que é geradora de privilégios injustos, face ao nosso enquadramento juridico/constitucional são as obscuras condições de acesso à carreira diplomática, não as condições de remuneração na carreira.
As condições são tão obscuras que se pode aplicar as Leis de Mendel ao MNE, o que não deixa de ser sociologicamente interessante, dado que é um caso de aplicação de leis biológicas a realidades sociológicas.
Não fiz um estudo, mas calculo que as estruturas diplomaticas africanas, apresentam características semelhantes.
O Miguel Abrantes apresentou, para discussão, uma interpretação criativa da lei, mas não admissível.

b) Não se pode comparar todas as profissões. O diplomata representa legal e constitucionalmente o Estado Português e issso acarreta deveres e obrigações. Diminuir o seu estatuto, teria duas consequências:
1-Limitar o acesso aos mais ricos. Era a situação no século XVIII. Uma solução que é teoricamente possivel, mas politica e culturalmente inaceitável.
2-Acederem os menos aptos e capazes, porque não existiam condições para atrair os melhores quadros, com repercussões nos nossos interesses internacionais.

c) Não compare mudar de casa dentro país e mudar de casa, mudando de país. Quando experimentar vai perceber a distância que é entre uma e outra.

d) O facto das profissões liberais pagarem pouco IRS, deve-se ao facto da DGCI não estar a cumprir cabalmente o seu dever, nem a cumprir estrictamente a lei. Nem era necessário levantar i sigilo bancário.
O que lhe estou a dizer é que os médicos portugueses, são das profissões mais bem pagas e priveligiadas de toda a União Europeia, sem que mereçam todos os privilégios que usufruem.

Acho que me expliquei e por aqui fico.

Cumprimentos e boa sorte

Anónimo disse...

Porque mais não fosse, esta posta vale pela Anita Ekberg. Mas a fuga ao fisco também me deixou arrepiado.

Ao fim do mês costumo ver o meu recibo do ordenado e sei quanto me custa a mim pagar impostos...

Anónimo disse...

Mas que gente mais parola - os concursos de ingresso no MNE são totalmente públicos, saindo no Diário da República como qualquer outro.
São divulgados os critérios de selecção, que posso garantir serem os mais exigentes da função pública, Magistratura incluída.
Como sei? Já fiz todo o tipo de concursos. Por acaso, acabei por entrar na carreira diplomática. Porquê? Por ser o mais honesto e limpo de todos os concursos de ingresso (e desde já informo que não tenho nenhum familiar na carreira diplomática, nem conhecia ninguém no MNE...).
Para que conste, nos útimos concursos o número de candidatos passou os mil... para cerca de 30-40 vagas. Concerteza, estas pessoas não eram todas filhas de diplomatas.
Aliás, e para que os autores deste simpático blogue tenham uma noção do universo a que estão a assacar responsabilidades pela desgraça das finanças públicas, o número total de diplomatas portugueses não deve ultrapassar as cinco centenas... só juízes são mais de dois mil (juntem-lhes a malta do MP e vejam o que é um verdadeiro fardo...).
Quanto à questão dos abonos, em primeiro lugar não me parece que o conceito tributário de remuneração os deva abranger, pela simples razão que os mesmos apenas são percebidos quando o diplomata se encontra colocado no estrangeiro - e não contam, repito, não contam para efeitos de aposentação. O cálculo do valor das reformas dos diplomatas é apenas efectuado com base na remuneração efectiva, sem nenhum abono.
Presumo que nem eu, nem outros colega, se importariam de pagar impostos sobre os abonos (devidamente revistos, obviamente, para assegurar um efeito idêntico - só um apárte: estes abonos não são revistos desde 1994... imagine-se a evolução dos valores das rendas das casas desde esssa data!), se os mesmos contassem para a respectiva aposentação. Mas não me parece correcto reformas de valor superior (muito) ao salário do PR...
Finalmente, e quanto ao miserabilismo de alguns comentários, o mesmo é tipicamente tuga... já basta sermos de longe os diplomatas mais mal remunerados da UE (mas deixem estar... os brasileiros, provenientes de um país milionário, ganham o dobro... adiante..), termos o quadro diplomático proporcionalmente mais curto (a Croácia tem 800 diplomatas, e menos de metade das nossas embaixadas e consulados), e ainda se devia ganhar menos...
Deixo só mais um pequeno factóide - os diplomatas italianos fizeram uma manifestação no final do ano passado,porque iam ver as suas regalias congeladas. Um diplomata italiano ganha quase cinco vezes mais do que um português...

Anónimo disse...

Esperando que o merdas do Abrantes não use a censura e que nos deixe ter um momento importante neste blog, aí vai:

Serei bissexual?
Aprecio seios grandes e coxas bem redondinhas, no que diz respeito a mulheres. Contudo, apaixono-me facilmente por homens. Serei bissexual?

Responde Elmano:
Não. Não és bissexual. És PA-NE-LEI-RO. O que tu és é um grande paneleiro. É mesmo conversa de paneleiro aí eu aprecio mulheres, mas apaixono-me é pelos homens. Fodaaaaaaa-se que ganda paneleiro! Um homem quando olha para uma mulher e quer formar uma opinião acerca dela só tem duas hipóteses, ou eu montava aquela gaja ou eu montava aquela gaja mais que uma vez, agora, eu aprecio aquela gaja não existe no mundo masculino, portanto deixo-te um conselho: VAI PÓ CARALHO.

Não há amor entre homens
Sou solteiro e sempre senti forte atracção por homens. Cheguei a ter alguns namorados, mas nunca fui feliz porque cheguei à conclusão que não existe amor entre homens, mas apenas sexo. Estou confuso e gostaria de experimentar com mulheres. Pode ajudar-me?

Responde Elmano:
Pois claro que és solteiro. És paneleiro foda-se querias o que???? Só se fosses casado com Alex o Mr. Gay. Posso-te ajudar mas é o caralho, não há cá experiências para ninguém, se queres experimentar gajas trata tu disso, não penses que te vou arranjar uma gaja para tu meteres essa pixa nojenta cheia de merda de homem. Olha vai às putas! Paneleiro da merda!

Só atinge o orgasmo com penetração dupla
Há pouco tempo, comprei um vibrador e ofereci-o à minha namorada. Experimentámos e, enquanto a penetrei no ânus, ela introduziu o vibrador na vagina e atingiu um orgasmo muito intenso. O problema é que, agora, ela só alcança o prazer com penetração dupla, não ficando satisfeita só com o meu pénis. O que devo fazer para mudar a situação?

Responde Elmano:
É o que dá a merda das pixas de madeira como diz o ditado: se não sabes foder e outro pau lhe queres oferecer, pensa bem, pois vais ficar a ler eu até aposto que qualquer dia ela dispensa-te, é só arranjar alguém que lhe corte a relva que nunca mais a vez. Mas quem é que te manda ser parvo!!??!! Burro do caralho, se não tens jeito para a foda não estejas a querer arranjar merdas para a satisfazer, agora olha aguenta-te à bronca, uma dica; há certos vibradores, normalmente utilizados por mulheres e com mulheres, que têm um cinto para pôr à cintura, tenta arranjar maneira de o colocares por baixo do teu pau e assim ficas com dois, pode ser que te safes e evites que ela procure dois mulatões com paus grandes, boa sorte, óh estúpido.

Adriano Volframista disse...

Ó anónimo diplomata das 8.03 pm de 11/10/05 apenas alguns comentários:

a) A publicação no DR é, nos tempos que correm, quase como enviar uma carta semi confidencial. Os concursos, para que a divulgação seja a mais ampla possível, deviam ser dviulgados em jornais de grande circulação. Recordo-lhe que, há alguns anos, o MNE dedicou-se a divulgar, adequadamente, (até com campanha de imprensa), a abertura de vagas. As últimas foram quase clandestinas.
b)Não fuja à questão essencial:as condições de selecção ONDE SE INCLUEM, NATRURALMENTE, O COMITÉ DA MESMA, é que são geradoras de privilégios.
Mathias, Andersen, Quartim, Calvet Magalhães, são tribos ou apelidos comuns na nossa diplomacia?

No restante, concordo consigo em grau, género e número. Mais, deviam ser mais bem pagos, para não passarem as vergonhas que às vezes passam.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Ao anónimo diplomata e ao jurista AISSETIE.

Interpretaçao criativa do código do IRS é a que é feita por Vexas. A Direcção Geral das Contribuições e Impostos em ofício circular já esclareceu que todos os rendimentos colocados à disposição dos funcionários ou agentes pelo Estado português constituem rendimento. E como tal devem ser objecto de tributação e da respectiva retenção na fonte. Invocar a Convenção de Viena nesta Vossa interpretação criativa deveria conduzir à não tributação do vencimento no local de origem...A ratio desta Convenção de Viena é evitar a intervenção do poder tributário do Estados estrangeiros e não limitar o poder tributário do Estado da nacionalidade dos funcionários e agentes. Mais uma prova de que os concursos para a carreira não incluem provas validadas dos conhecimentos jurídicos dos candidatos reviamente apurados...
Sugiro uma aliança carnal com a jizada para revisão do Código do IRS por via jurisprudencial.
Parabéns ao blogue.

Anónimo disse...

Caro Volframista

Relativamente às duas questões:

1)No último concurso de ingresso, todos os passos do mesmo, inclusive as listas de candidatos aprovados e excluídos prova a prova, foram divulgados no site do MNE na net. Só não vê quem não quer... Recordo que o concurso anterior se realizou há seis anos, altura onde a internet ainda não era popular... curioso, não é ? Seis anos sem admissões...

b)Quanto ao júri, tradicionalmente o mesmo é composto por dirigentes do MNE, ao nível de Director-Geral. Os DG´s de hoje estão no MNE há mais de 30 anos, pelo que, se falarmos de uma carreira cujo ingresso esteve vedado às mulheres até ao 25 de Abril, ajuda a explicar alguns nomes... Mas relembro-lhe que, para além dosdiplomatas, o júri inclui vários Professores Universitários, das áreas de Direito e Economia, não funcionando, assim, em "circuito fechado".
Daquia a dez, quinze anos, poderá ver uns nomes mais "plebeus" nos júris... não lhe garanto é que tal represente maior seriedade, ao contrário do que parece crer.

Anónimo disse...

Ao anónimo das 12.57:

Ok, então transformem-se os actuais abonos não tributados em remuneração tributada - desde que, aos valores actuais dos abonos, sejam acrescidos montantes para compensar a referida tributação, porque não estará à espera que os respectivos valores reduzidos, não actualizados desde 1994, possam suportar a existência de alguém em qualquer país estrangeiros, se ainda levarem com 40% de imposto em cima!
Eu não me importo nada de ficar com um rendimento líquido dessa natureza, sobretudo se puder contar com o mesmo para efeitos de aposentação.
Sabe, assim um Embaixador invés de ficar com uma reforma de 550 contos, como actualmente (já agora, e a título meramente informativo, não existem mais de 30 Embaixadores "full rank" no activo - favor comparar com o número de Juízes-Conselheiros e Procuradores... este é um dado meramente comparativo, para que as pessoas possam medir os custos para o erário público de cada carreira), passava a ficar para aí com 2000 - eu gosto, não sei é se o Sr. Presidente da República apreciaria...

Anónimo disse...

Porra, metam-se com a juizada e deixem os diplomatas em paz!
Vocês não sabem com quem se estão a meter!...
Sabem o que é o Ministério dos Negócios Traseiros, ops, Estrangeiros?
Sabem o lobbie que o rodeia?
Já ouviram falar do Jorge Roto, ops, Rito?
Tenham cuidado, quem vos avisa....

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Citando:
"ADENDA — Um leitor contesta o que aqui dizemos sobre as remunerações dos diplomatas, alegando que “usufruem do mesmo tipo de benefícios que qualquer outro diplomata da UE, a 15 e a 25” e que, além do mais, “estão no limite inferior da tabela dos vencimentos dos seus colegas europeus.” Estas comparações parecem-nos precipitadas, uma vez que, com excepção de algumas profissões específicas (v.g., gestores e professores primários), todos nós, e não só os diplomatas, ficaríamos a perder com a comparação."

E onde vivem os Diplomatas portugueses, na sua maioria...? Em Portugal ou fora deste...?