terça-feira, janeiro 06, 2015

Da reestruturação da dívida

• Wolfgang Münchau, Os extremistas poderão salvar a zona euro:
    «(…) Diz-se que nada é eterno - nem a insustentabilidade. Mas se a zona euro persistir nas políticas actuais, então, tornar-se-á insustentável, pelo menos com as fronteiras que hoje conhecemos. Não vejo outra solução para a Grécia que não a reestruturação da dívida, tal como não vejo margem para uma reestruturação da dívida no seio da zona euro.»

4 comentários :

Fernando Romano disse...

Não sou especialista na matéria, mas ao contrário do que diz W. Munchao, a reestruturação da dívida da Grécia (e de Portugal) vai fazer-se no seio da zona euro sem que nenhum deles saia da zona euro. As próximas eleições na Grécia, depois em Portugal e Espanha, todas em 2015, vão desafiar os bancos credores e países do Norte. Destes combates sairá uma frente reforçada, com a Itália e a França, que abrirá caminho para o consolidação da UE a caminho de uma Europa Federalista, democrática e social. Sou por uma solução federativa, cujo realização me parece imparável.

Anónimo disse...

Grécia e Espanha, Espanha e Grécia, sobre Portugal nem pó. Como pais não temos voz na europa. Foi o que a postura dos nossos governantes conseguiu. Todos se esquecem de Portugal, que existimos como povo, como nação do euro, sujeitos a uma troika de credores, mergulhados em tremendo sacrifício e privação.
Mas todos se esquecem porque a oposição verdadeiramente não rugiu, não se afirmou, não disse e fez de sua justiça.

Júlio de Matos disse...



Portugal se calhar até existe, sim, mas não na Europa!


Nós é que também gostamos muito de fingir...

Carlos Martins (Neca) disse...

É verdade, de Portugal pouco se fala lá fora, de tão curvados estamos de serviçais que somos, ninguém nos vê a cara, aliás, não temos homens que dêem a cara pelo país, o que temos nos últimos 4 anos são "empregados" de 3ª linha do poder económico. Basta ver para onde foram os 2 últimos que saíram do governo na área da economia e finanças; passaram para a 2ª linha. A quê se deveu tal promoção?