sexta-feira, outubro 23, 2015

«O “entertainer” do regime»


• Augusto Santos Silva, ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: UMA VITÓRIA DIFÍCIL, MAS POSSÍVEL:
    «(…) Olhando para o próximo futuro, o que importa é ter bem consciência de três coisas. A primeira é que a figura e o papel do Presidente não podem ser desvalorizados: nos momentos críticos, ele pode ser determinante. Como aliás o estamos, por omissão, vendo. Em segundo lugar, num processo que é difícil para a nossa área, como ficou mostrado, é preciso que a campanha não acrescente mais dificuldades do que aquelas estritamente associadas ao livre debate democrático. Quer dizer: é preciso que ninguém se engane no adversário principal. Terceiro, mesmo que difícil, o processo está muito longe de decidido. Não está escrito em lado nenhum que o próximo Presidente não possa ser um ou uma candidata oriunda da esquerda democrática.

    Na minha opinião, para que isso seja possível, é necessário reunir duas condições. A primeira é tornar claro que a esquerda entende a primeira volta das presidenciais como o equivalente prático de umas primárias – e, portanto, atua tendo em vista a unidade futura na segunda volta. E a segunda condição é pôr política e Estado no debate eleitoral. Marcelo pode ser (e em grande parte é) o “entertainer” do regime. Fará, se o deixarem, uma campanha sem política. Pois é preciso não o deixar fazer. As pessoas sabem distinguir o brilho comunicacional e a popularidade televisiva das funções nobres e críticas do Presidente da República. Dessas é que importa falar. E, quando se principia a falar delas, a estrela da TVI começa logo a empalidecer.»

6 comentários :

Anónimo disse...

Brilho comunicacional, o de Marcelo? O de Augusto Santos Silva, isso sim. Ou o de Sócrates.

Graça Sampaio disse...

Pergunta: «entertainer» quer dizer «palhaço»? Ah! Então está bem! Será que para o importante papel de presidente da República só conseguimos eleger palhaço atrás de palhaço? Há 10 anos que não se faz outra coisa... Triste povo!!

Anónimo disse...

Marcelo é um batoteiro da política, merece ser derrotado. Portugal precisa de um president imparcial, verdadeiro e sério. Não aguenta mais palhaços e trampolineiros.

Jose Reis disse...

Vocês ainda não perceberam e são mal intencionados.
O parolo de boliqueime quis dar à esquerda a possibilidade de ela se unir e com isso formar um governo e com fortes possibilidades de eleger um presidente.
Uma maioria, um governo e um presidente!!!
Quem "gratos" devem estar a MB e MRS.
Vivó Cavaco.

Anónimo disse...

Derrotar Marcelo é um dever patríótico porque ele não presta para nada. Dissimulado, cobarde, aproveitador. É o mais fundo do iceberg salazarista.

Anónimo disse...

Marcelo e psd é tudo farinha do mesmo saco.Vai mergulhar no Tejo outra vez.