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terça-feira, maio 13, 2014
Das escolhas de Passos para o seu gabinete

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sexta-feira, março 01, 2013
Secção laranja do DN: dez já lá estão (formalmente)
Tem mais graça ser uma figura tão insuspeita como João Miguel Tavares a discorrer sobre a secção laranja do DN [hoje no Público, num artigo intitulado E vão 10]:
- ‘Com a ida do jornalista Licínio Lima para a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, elevam-se para 10 - convém repetir este número: dez - os jornalistas que transitaram da redacção do Diário de Notícias para cargos de nomeação directa do Governo de Pedro Passos Coelho. Por ordem alfabética: Carla Aguiar é assessora do ministro da Administração Interna, Eva Cabral é assessora do primeiro-ministro, Francisco Almeida Leite é vogal da administração do Instituto Camões, João Baptista é assessor do ministro da Economia, Licínio Lima foi nomeado para director-geral adjunto de Reinserção, Luís Naves é assessor de Miguel Relvas, Maria de Lurdes Vale é administradora do Turismo de Portugal, Paula Cordeiro é assessora do ministro das Finanças, Pedro Correia é assessor de Miguel Relvas e Rudolfo Rebelo é assessor de Pedro Passos Coelho. Espero não me estar a esquecer de ninguém.
(…)
Enquanto os portugueses são espremidos de segunda a domingo, e Pedro Passos Coelho utiliza discursos comoventes sobre a necessidade de modificar a mentalidade da pátria, o que se vê nas estruturas do Estado é o mesmo de sempre - ou até um bocadinho pior, porque saltarem dez jornalistas de uma única redacção deve ser algo inédito na história da democracia portuguesa. Pela boca morre o peixe, e pela boca há-de morrer este Governo, que é incapaz de manter a elevação ética necessária para impor os níveis gigantescos de sacrifícios que os portugueses estão a suportar. Promulgam-se novas leis laborais, exige-se a perda de velhos hábitos, tudo se quer flexibilizar, mas o círculo dos protegidos, esse continua ao abrigo de todas as tempestades.’
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terça-feira, setembro 25, 2012
Com o Governo prestes a espetar-se contra a parede, o assessor de Passos está contente com quê?
Ficamos a saber, pela excelsa explicação do dr. Rudolfo Rebelo, que o problema fundamental do país não está na dívida pública nem no défice orçamental, mas fundamentalmente no défice externo. Suspeito que o dr. Rebelo não deve ter visto ter visto os mesmos programas de televisão nem lido os mesmos jornais que eu nos últimos dois anos.
Já agora, sobre a dívida pública, o dr. Rebelo pode-nos explicar como está tudo a correr bem — até melhor que o esperado?
Vejamos o gráfico que mostra como evoluem as estimativas da dívida pública ao longo das sucessivas revisões do programa de ajustamento português (os dados são limitados no que toca à ultima revisão, cujo relatório ainda não foi publicado; só sabemos os valores para 2012 e 2013). Esta quinta revisão mostrou que o programa está a correr tão bem — é mesmo exemplar, diz o ministro da Economia alemão, o que só não me levou a rir mais porque já tinha gasto as gargalhadas todas com a burrice de Romney — que pela primeira vez a estimativa para a dívida pública portuguesa ultrapassa, em 2013, o limiar da sustentabilidade dos 120% (linha a tracejado). E se a recessão de 2012 for pior, como toda a gente parece acreditar menos o Gaspar — cuja bola-de-cristal está hoje menos bem cotada —, este valor pode subir ainda mais. Os investidores externos vão adorar, e o dr. Rebelo vai colocar mais posts no Facebook.
Ora, este gráfico faz lembrar outro: o que resulta evolução das estimativas da dívida pública grega ao longo das sucessivas revisões do programa de ajustamento. Como se vê, na troika, Gaspares há muitos.
Já agora, sobre a dívida pública, o dr. Rebelo pode-nos explicar como está tudo a correr bem — até melhor que o esperado?
Vejamos o gráfico que mostra como evoluem as estimativas da dívida pública ao longo das sucessivas revisões do programa de ajustamento português (os dados são limitados no que toca à ultima revisão, cujo relatório ainda não foi publicado; só sabemos os valores para 2012 e 2013). Esta quinta revisão mostrou que o programa está a correr tão bem — é mesmo exemplar, diz o ministro da Economia alemão, o que só não me levou a rir mais porque já tinha gasto as gargalhadas todas com a burrice de Romney — que pela primeira vez a estimativa para a dívida pública portuguesa ultrapassa, em 2013, o limiar da sustentabilidade dos 120% (linha a tracejado). E se a recessão de 2012 for pior, como toda a gente parece acreditar menos o Gaspar — cuja bola-de-cristal está hoje menos bem cotada —, este valor pode subir ainda mais. Os investidores externos vão adorar, e o dr. Rebelo vai colocar mais posts no Facebook.
Ora, este gráfico faz lembrar outro: o que resulta evolução das estimativas da dívida pública grega ao longo das sucessivas revisões do programa de ajustamento. Como se vê, na troika, Gaspares há muitos.
- Pedro T.
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“Os investidores estrangeiros, quando tiram a radiografia de um país”, vêem o que o assessor económico de Passos acredita que vêem?
Rudolfo Rebelo, ex-jornalista da secção laranja do DN e actual assessor económico de Passos Coelho, numa sessão de reeducação do jornalista Filipe Santos Costa (do Expresso) no Facebook:
- ‘(…) O défice externo, por sua vez, desceu muito mais do que o previsto. Da vizinhança dos 10% do PIB, está agora abaixo dos 3% do PIB! Isto quer dizer que os portugueses já não estão a endividar-se ao exterior ao ritmo louco do passado. E, pela primeira vez em mais de 50 anos, o défice comercial está próximo do equilíbrio! Ou seja, Filipe, trocamos mais défice orçamental, por menos (muito menos) défice externo. Podem dizer o que quiserem, mas a verdade é que é preferível este resultado. É que os investidores estrangeiros, quando tiram a radiografia de um país, primeiro olham para o défice externo. Ali observam se o país vive acima ou abaixo das suas possibilidades. Por isso é que o leilão, na última semana, correu bem. Por isso é que o Governo não falhou "em toda a linha", Filipe Santos Costa...’
Se Rudolfo Rebelo soubesse do que estava a falar ou, pelo menos, revelasse um pouco de bom senso, escusava de nos chamar a atenção para o estado calamitoso da economia portuguesa.
Mas coloquemo-nos apenas na posição dos “investidores estrangeiros, [que,] quando tiram a radiografia de um país, primeiro olham para o défice externo”. A que conclusões chegarão eles? Julgo que não serão muito brilhantes, a avaliar pelo seguinte:
- 1. Como o Pedro refere aqui, os dados do Banco de Portugal revelam que havia em Junho apenas 276 milhões de euros no stock de dívida de curto prazo (títulos até um ano) nas mãos de investidores não-residentes. Este valor, que representa uma queda de 81% face ao final do ano passado, atirou o peso dos credores externos para o nível mais baixo de que há registo: só 2% da dívida de curto prazo está nas mãos de investidores estrangeiros. Estes números reflectem a ausência de credores externos nos leilões de curto prazo que o Estado tem vindo a realizar e também o facto de estes se terem vindo, progressivamente, a desfazer da dívida nacional no mercado secundário.
2. Mas não é caso para entrar em pânico: as coisas estão a melhorar, mas há fundadas dúvidas de que isso seja efeito de o pais não estar “a endividar-se ao exterior ao ritmo louco do passado”. A nota mensal sobre a Dívida Pública (n.º 19/2012, de Agosto de 2012), elaborada pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República (UTAO), desvenda o mistério:
- “(…) Para esta evolução terá contribuído a expectativa de que o BCE estaria prestes a clarificar, na reunião mensal do mês de setembro, o conjunto de medidas que prevê implementar com o objetivo de afastar os receios sobre a reversibilidade da União Monetária. Na reunião de agosto ficou evidente que a intervenção do BCE no mercado secundário da dívida soberana seria sempre efetuada em articulação com o FEEF/MEE, isto é, após a sujeição por parte dos países intervencionados a um conjunto de condicionalismos. Foi ainda anunciado pelo BCE que a condição preferencial de que esta instituição goza atualmente face a outros investidores privados no caso de um evento de crédito iria ser repensada, criando um incentivo adicional ao regresso destes ao mercado. (…)”
3. Acresce que o regozijo de Rudolfo Crespo parece manifestamente exagerado por outro motivo. Recorrendo de novo à nota da UTAO, que compila dados da Blomberg, observa-se que Portugal é exactamente o país, entre os que estão em dificuldades na zona euro, que é olhado com mais reservas pelos glorificados “investidores externos”, como este gráfico mostra:
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segunda-feira, setembro 10, 2012
Do cinismo na política (ou como vender banha da cobra)
Filipe Santos Costa, aqui. Falta acrescentar que o texto tem o cunho inigualável de Rudolfo Rebelo, ex-chefe da secção laranja do DN.
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segunda-feira, setembro 27, 2010
Um inevitável 'upgrade' nos conselheiros económicos
Pedro Passos Coelho vai reunir-se com "alguns dos mais conhecidos economistas", escreve Luciano Alvarez, no Público online, sendo que "Alberto Castro, próximo do PS, não estará presente mas enviará uma mensagem."
Já era tempo.
Os conselhos de Rudolfo Rebêlo têm dado os belos resultados que estão à vista.
Já era tempo.
Os conselhos de Rudolfo Rebêlo têm dado os belos resultados que estão à vista.
segunda-feira, julho 19, 2010
O novo endereço do Povo Livre

Qualquer um é capaz de imaginar a cena. António Nogueira Leite liga para Eva Cabral¹ e soletra, com aquela souplesse que se lhe reconhece, o que quer que a jornalista escreva. Esta, sem entender patavina da matéria, faz um “artigo” à bruta: o que Nogueira Leite diz aparece sem aspas em título, várias outras considerações do ajudante de Passos Coelho são alegremente assumidas pela jornalista. Da leitura do “artigo” fica uma certeza: Nogueira Leite (e o PSD) está em pânico porque a execução orçamental está a correr melhor do que o previsto.
______
¹ Tendo Rudolfo Rebêlo transitado para assessor de Passos Coelho, agora é Eva Cabral que escreve “artigos” de “economia” no DN. Ora, se já Rebêlo tinha manifestas dificuldades em dominar as noções básicas da economia, os meandros das finanças públicas são para a jornalista um mistério dos diabos.
sexta-feira, maio 07, 2010
Conversa fiada
Percebe-se agora o desabafo de Joaquim Oliveira quando referiu que a Lusomundo lhe disse tratar-se de um porco e, afinal, lhe saiu na rifa um leitão. Ver um “subeditor da secção de política” passar os dias entretido a pesquisar arquivos de um blogue para mostrar serviço aos novos inquilinos da São Caetano não é a coisa mais prestigiante para um jornal de referência. E mais engraçado é a sua incompetência — porque o post em causa nunca foi retirado — ter sido mostrada por uma fraca figura que fazia parte da criadagem do Dr. Portas. Como castigo por ter acreditado em mais uma intriguinha daquele moço de recados, o maradona deveria ser impedido de ouvir Titus Andronicus, dando-se-lhe uma dose reforçada de Tindersticks e National.
PS — O FAL faz falta para encaminhar internamente os press releases. Mas com mais uma transferência para a São Caetano (agora a de Rudolfo Rebelo), já se pode apelidar a “central” criada por Passos Coelho (no Sol sem link) como o Albergue Espanhol?
PPS — João, não há furto — e não precisa de querer mostrar à força que desconhece os assuntos de que fala. Se se tivesse dado ao trabalho de ler o artigo 203.º do Código Penal (disponível na Net), veria que não faz nenhum sentido o exemplo que dá. A lei fala em “ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa”. Agora, chega de publicidade gratuita, tá?
PS — O FAL faz falta para encaminhar internamente os press releases. Mas com mais uma transferência para a São Caetano (agora a de Rudolfo Rebelo), já se pode apelidar a “central” criada por Passos Coelho (no Sol sem link) como o Albergue Espanhol?
PPS — João, não há furto — e não precisa de querer mostrar à força que desconhece os assuntos de que fala. Se se tivesse dado ao trabalho de ler o artigo 203.º do Código Penal (disponível na Net), veria que não faz nenhum sentido o exemplo que dá. A lei fala em “ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa”. Agora, chega de publicidade gratuita, tá?
terça-feira, maio 04, 2010
Esta mania de reler os jornais quando estão a caminho do lixo [1]
Vê-se à légua que o FAL não domina lá muito bem os dossiês sobre os quais escreve, muito embora se tenha de reconhecer que o seu talento chega e sobra para a pequena intriga ou para aviar os recados de ocasião. Ora, quando há dias discorria sobre os “bens não transaccionáveis”, viu-se logo que este travesso tinha contratado para preceptor Rudolfo Rêbelo, essa outra figura ímpar do jornalismo (no caso, económico). E agora que eu ia deitar fora o DN de sábado, reparo que o jogo das setinhas seguiu à risca as orientações do pequeno grande arquitecto, com a pérola do “xeque” a Sócrates dado por Passos Coelho. Como se sabe, o líder do PSD foi a São Bento tão-só para assistir à cremação do PEC aceite por Bruxelas. Ai este FAL…
Já agora, eis imagens do anterior "xeque ao rei":

Já agora, eis imagens do anterior "xeque ao rei":
sexta-feira, maio 15, 2009
Expresso da Meia-noite
Situação económica em discussão: lá está Rudolfo Rebêlo aos papéis, com António Costa, do Diário Económico, a tentar ampará-lo. Nada que surpreenda quem leia o A Pente-Fino.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Viagens na Minha Terra
- • Carlos Leone, A maioria absoluta e a charneira
• Helena Garrido, O zero cada vez mais próximo
• Hugo Gaspar, Rir logo de manhã com Mário Nogueira
• Hugo Mendes, O neo-liberalismo chega à CGTP
• Luís Grave Rodrigues, Desobediência Civil
• Miguel Cabrita, Um admirável mundo novo: o ‘vale tudo’
• Pedro Bom, O eterno trabalho do Rudolfo
• Pedro Lains, Estou baralhado II
• Sofia Loureiro dos Santos, Posições muito claras
• Valupi, Discursologia
segunda-feira, junho 09, 2008
Viagens na Minha Terra
Ler a imprensa com olhos de ver no sítio do costume:
- • Miguel Carvalho, Discrepância entre capa e interior
• Pedro Bom, As contradições do Rudolfo
• Miguel Carvalho, 2+2=5 quando um jornalista quer
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