“Creio que a distinta Câmara e o distinto Miguel Abrantes leram apressadamente o que escrevi.
Fiz menção ao facto de uma coisa ser contabilidade nacional e outra ser contabilidade pública; e fiz menção às dificuldades de análise e de comparação.
Também não confundi o total da Administração Pública com o Sub-sector Estado, como referiu. Os números reportam-se a este Sub-sector.
Por outro lado, quando referi os números de Agosto usei a expressão "estão a aumentar...ou a diminuir...", para dar a ideia de que não se trata de realidade estática mas dinâmica.
O que escrevi não foi uma tese. Mas os números são uma aproximação à realidade que está à vista. A despesa não diminui e o défice é controlado basicamente pela receita. E se há mais receita para o Estado, há menos receita para quem produz riqueza, menos investimento, menos formação, menos organização empresarial, menos inovação, menos tecnologia.
Esses são os efeitos. E eles são visíveis na economia.
O meu amigo finge ignorar que a carga fiscal vem aumentando de forma abusiva. Descontando ganhos de eficiência na cobrança, a evolução da carga fiscal vem aumentando muito mais do que o PIB.
Não poderá aumentar muito mais, pelo que, se o PIB começar a "patinar", novamente iremos ter défices elevadíssimos, por não se controlar a despesa.
Esse é que é o problema. nada compatível com folclore e fogo de vistas!...”
1. As percentagens calculadas por Pinho Cardão — e que tanto entusiasmaram alguns blogues — não têm nenhum rigor, como o próprio acaba por confirmar: “O que escrevi não foi uma tese.”
2. É verdade que Pinho Cardão fez “menção ao facto de uma coisa ser contabilidade nacional e outra ser contabilidade pública” e que também fez “menção às dificuldades de análise e de comparação”. Mas depois nada o inibiu de alegremente comparar o incomparável…
3. A forma de apresentação dos resultados da execução orçamental é efectuada de uma forma padronizada e consistente, pelo que, ao longo dos anos, tem espelhado a evolução face ao período homólogo do ano anterior. Foi já com o actual Governo que se introduziu uma melhoria significativa para a análise dos dados e que é a taxa de execução face ao valor orçamentado (quadros 2 e 3 do Boletim da DGO).
4. Pinho Cardão baralha os leitores quando associa “carga fiscal” a aumento dos impostos. É totalmente errado, como sabe. Até lhe dei o exemplo da banca, em relação à qual o aumento da cobrança fiscal não se ficou a dever a aumento da taxa de IRC. Já agora, convém recordar que, aí por Abril do corrente ano, um relatório da OCDE assinalava que a carga fiscal em Portugal se situava, em 2005, abaixo da média europeia (a antiga UE-15).
5. Segundo é público, este será o segundo consecutivo em que não haverá lugar a orçamentos rectificativos. Está tudo dito, Dr. Pinho Cardão, não está?
O Sol e o Público, revelando a sua originalidade jornalística, trouxeram notícias requentadas, que já haviam sido publicadas no Expresso há cerca de dois anos, salvo erro. Dizem eles que Sócrates sondou Sampaio para substituir Souto Moura. Grandes pressões! Mantém-se a minha 































Hoje acordei com um tal de Frasquilho aos 

