
A vida e a obra de António Figueira trouxeram à
memória de João Valente Aguiar a vida e a obra Karl Marx. Pode acontecer a qualquer um. Sou obrigado a reconhecer que não faço a mínima ideia se Figueira se casou com a “
filha de um barão”, desconheço se seu pai é um “
rico advogado”, mesmo que não tenha banca montada em Trier, e não tenho quaisquer dados que me permitam admitir que o filho de um “
grande capitalista alemão” apoia a obra de Figueira. Sei, porque é igualmente referido na
Wikipedia, que Karl Marx foi sucessivamente expulso de Paris, a pedido da Prússia, depois expulso de Bruxelas, para onde se havia mudado, e, mais tarde, expulso de Colónia, antes de embarcar para Londres. Não consta que o “mouro”, como era conhecido, tivesse sido “
especialista” no gabinete de Disraeli, nem que tivesse, ao menos, aceitado partilhar o chá das cinco com a rainha Vitória. Mas, sabendo-se das insuficiências da
Wikipedia, o melhor é esperar por um próximo
post de João Valente Aguiar — até para podermos pôr em confronto as obras (a de António e a de Karl). Suspeito que a minha rendição acontecerá então.