
De vez em quando, em lugar de fazer a papa (ou os posts), podemos deixar algumas pistas para reflexão — sobre a justiça, no caso. Eis o trabalho de casa (TPC) para este fim-de-semana:
Estando esgotado o modelo actual da justiça, impõe-se reinventá-lo.
O problema é que a capacidade de auto-regeneração (no seio da própria justiça) é reduzida, tendo em conta as leis, as pessoas, as práticas e a inércia.
Com efeito, a estrutura judiciária é demasiado pesada e sem maleabilidade. É uma estrutura de ritos, em que os próprios operadores judiciários são “vítimas” da rotina.
Acresce que a magistratura não pode continuar separada dos cidadãos por uma muralha da China. Os operadores judiciários têm de captar os sinais da sociedade e até estimular o escrutínio sobre a sua actuação, sob pena de, se não o fizerem, caírem numa situação irreversível de descredibilização.
Os cidadãos não compreendem que os juízes, enquanto titulares de um órgão de soberania, façam greve.
Os magistrados, designadamente os que têm blogues, não deveriam ter reagido, como o fizeram, relativamente à chamada de atenção de Jorge Sampaio [para o cúmulo jurídico]. Há, de facto, situações de pequena criminalidade com condenações de oito ou dez anos. Os magistrados não podem, de resto, circunscrever o seu olhar à questão “técnica”, desprezando o lado humano das situações.
Embora se admita que os magistrados estão a ser mais cuidadosos no recurso à prisão preventiva, é indispensável que esta medida de coacção seja analisada em relação a cada pessoa, dando especial atenção a crimes que tenham a ver com a integridade física e em que se possa prever a continuidade da actividade criminosa.
São intoleráveis as demoras, os atrasos, os inquéritos com anos de pendência e a existência de arguidos à espera como se tivessem um cutelo sobre a cabeça sem saber o que lhes vai suceder.
Os tribunais precisam de ter uma massa crítica mínima para poderem funcionar com eficácia. É necessária, por isso, a reformulação do mapa judiciário. De facto, há muitos tribunais que não são precisos.
A par dessa reformulação, é indispensável redefinir os procedimentos administrativos dentro dos tribunais. Dito de outro modo, a justiça tem custos elevadíssimos por manifesta falta de capacidade de gestão. Os tribunais teriam tudo a ganhar se a sua administração fosse confiada a um gestor profissional.
Os governos têm apenas interpretado a justiça de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-la.


O episódio merece chamada de primeira página no
Não costumamos seguir este método, mas o resultado foi surpreendente. Ao pesquisarmos imagens para a expressão “porta das traseiras”, o Google ofereceu-nos a imagem que se anexa.
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Nos tempos que correm, não há Eça contra Pinheiro Chagas. Mas há Sousa contra Madeira Pinto. Tendo de viver com o que temos, publicámos quatro posts com extractos da “polémica” entre um apoiante de Baptista Coelho e um outro de António Martins. Dois dos posts são ilustrados com imagens. São os que mereceram até agora — 01:29 PM — comentários. 










'Dias Loureiro no Conselho de Estado é uma escolha muito interessante de Cavaco Silva. Desde logo acaba com a lenda segundo a qual em 1995 Cavaco teria enveredado pelos caminhos do tabu e desistido de governar por já não poder controlar o jogo dos interesses de um aparelho partidário do qual se sentiria cada vez mais distante.


O estacionamento de viaturas em parques cobertos vai passar a ser cobrado por fracções de quinze minutos. Até aqui, tem sido regra exigir pagamento de uma hora de serviço, mesmo quando os veículos são aparcados por apenas dez minutos, por exemplo. Ou exigir duas horas de pagamento quando o estacionamento ultrapassa a hora, nem que seja por apenas um minuto. Para o secretário de Estado com a tutela da Defesa do Consumidor, o objectivo desta medida foi o de “


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