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quinta-feira, abril 24, 2014

Lançamento


​A Livraria Figueirinhas e Irene Pimentel convidam para o lançamento do livro HISTÓRIA DA OPOSIÇÃO À DITADURA (1926-1974), da autoria de Irene Flunser Pimentel que terá lugar no auditório da FNAC COLOMBO, no próximo dia 30 de Abril, pelas 19 horas.

A apresentação da obra será feita pelo Professor António Reis.

domingo, dezembro 01, 2013

Aprender com a História

O fim de um colaboracionista

Miguel de Vasconcelos desempenhava, de facto, as funções de primeiro-ministro. No dia 1 de Dezembro, quando os conjurados penetraram no palácio real de Lisboa, o colaboracionista escondeu-se num armário. Descoberto, foi morto e atirado por uma janela para o Terreiro do Paço.

Margarida de Sabóia, duquesa de Mântua, era neta de Filipe IV de Espanha e fora nomeada vice-rainha de Portugal em 1634. Após a morte de Miguel de Vasconcelos, a duquesa de Mântua ainda tentou assomar à janela do Paço para apelar ao apoio do povo, tendo-lhe então sido dito por Carlos de Noronha, um dos líderes dos conjurados: — Se Vossa Alteza não quiser sair por aquela porta, terá que sair pela janela...

Também nessa época se dizia que não havia alternativa, que aquele caminho de submissão aos interesses estrangeiros era o único possível. O 1.º de Dezembro de 1640 provou que não há inevitabilidades. Não é certamente por acaso que um dos feriados eliminados por este governo é o da Restauração da Independência.

sábado, outubro 12, 2013

sexta-feira, outubro 05, 2012

No aniversário da República

• Pedro Adão e Silva, MEMÓRIA DO FUTURO [hoje no Expresso]:
    ‘Ao suprimir os feriados de 5 de outubro e de 1 de dezembro, o Governo revela um misto de leviandade e irresponsabilidade, sugerindo, uma vez mais, que está convicto de que tudo é reconstruível a partir da vontade política do momento, num experimentalismo que só pode correr mal. Mal ou bem, hoje com uma distância simbólica crescente, os feriados que celebram o regime e a independência são uma forma de sincronizar o nosso passado coletivo com o presente, constituindo uma memória coletiva, que é um requisito para existirmos como nação no futuro.

    Convém, contudo, não desvalorizar que o fim da celebração da República tem também um efeito de ocultação do que veria ser, o chão comum em que assenta o nosso regime e a nossa comunidade. A República, por um lado, como representação pluralista e livre dos cidadãos, e quadro institucional no qual se constrói a nação; por outro, como regime onde prevalece o primado da política como resposta à questão económica e social e não o contrário.

    Esta crise tem sido, de facto, uma oportunidade para brincar com o fogo, e como descobriremos, infelizmente, à degradação económica e social seguir-se-á a decadência política e institucional, num contexto em que os laços que nos uniram foram sendo paulatinamente destruídos. Se não nos celebramos como comunidade política independente, corremos o risco de deixar de o ser.’