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quarta-feira, setembro 16, 2015

Leituras

• Adalberto Campos Fernandes, Mudar de rumo pela saúde dos portugueses:
    «(…) As escolhas erradas nos cortes feitos pelo dobro, face ao exigido, no programa de assistência externa, forçaram uma compressão da despesa pública em saúde, de 6,9% para 6,0% do PIB, não acautelando os impactos sobre o funcionamento do SNS. (…)»
• José Manuel dos Santos, O debate:
    «(…) Já agora! Repararam como o sorriso de Pedro Passos Coelho, quando era apanhado em falta, em falha ou em falso, ficava igual ao sorriso gaguejante de Jim Hacker, esse terrível primeiro-ministro da série “Yes, Prime Minister” ?! E é bom não esquecer que essa sagaz série cómica da BBC aproximou mais os cidadãos da política do que tantas palavras que, sobre o tema, têm sido ditas e escritas. Aproximou-os “daquela” política, para se rirem dela. Esse também não é dos menores méritos do engasgado sorriso televisivo que atravessava a cara de Passos Coelho ao longo desse, para ele, interminável debate.»

sexta-feira, julho 10, 2015

Já leu?

DUAS ENTREVISTAS é o título do artigo que José Manuel dos Santos publica hoje no Acção Socialista. Vale a pena ler e guardar. Eis a parte final do artigo:

    «(...) A consciência de estarmos no início do caminho que ainda não fizemos não nos deve paralisar, nem atemorizar, nem confundir. Deve, pelo contrário, exigir-nos uma nova atitude, uma nova energia, uma nova coragem, um novo olhar e um novo horizonte.

    Mesmo sabendo que, no governo, os socialistas têm de responder às perguntas do dia, atacar os problemas da hora e resolver as urgências do minuto, devem faze-lo com a certeza de que isso não nos pode esgotar e nós não nos podemos esgotar nisso.

    É verdade: o nosso trabalho não é olhar para o mundo como ele foi (antes de tanta mudança). É olhar o mundo como ele é (depois de tudo o que mudou e enquanto tudo continua a mudar). Mas olhar o mundo, analisá-lo, compreende-lo como ele é, não é aceitá-lo. Não é sobretudo aceitá-lo incondicionalmente, com reverência, submissão e obediência. O socialismo – democrático, reformista, progressista - para saber sê-lo, e para sê-lo, precisa de ousar recusas firmes e claras. É esse o seu poder, a sua justificação, a sua aura.»